Eleições 2018: votar em quem defende a classe trabalhadora e a soberania nacional

Eleições 2018: votar em quem defende a classe trabalhadora e a soberania nacional

Nenhum voto em quem apoiou o golpe e os retrocessos!

O golpe de 2016, articulado pelo poder econômico, parcela do judiciário e maioria do parlamento instalou um governo ilegitimo e estabeleceu uma agenda de desmonte do Estado, extinção de direitos sociais e agressão a inúmeras garantias e princípios da Constituição de 1988. Os golpistas se aproveitaram da fragilidade criada pela opção do governo Dilma pelo ajuste fiscal.

Alardeada como solução para a crise, no entanto, a manobra logrou aprofundar a crise política, econômica e social

O desemprego e o subemprego atingem quase 30 milhões de pessoas. Para muitos, só restou o bico e o subemprego. Mesmo aqueles que estão no mercado formal já são atingidos pela introdução dos “contratos” precarizantes da reforma trabalhista, pela compressão salarial, pelos ataques às convenções coletivas, pela terceirização e pejotização desenfreadas, pelo esvaziamento da justiça do trabalho e pela tentativa de desmontar os sindicatos.

A regressão é gritante, com queda brutal nos investimentos públicos e torniquete nas politicas sociais. Aprofunda o desmonte e a mercantilização da saúde, da educação, da moradia popular, da assistência social.

Temer espalha miséria para todas as regiões do país. Só na grande São Paulo a pobreza extrema cresceu 35% no último ano. 

As ameaças de privatização do setor elétrico, da Petrobrás, dos bancos públicos e de entrega dos bens e recursos naturais estratégicos solapam a soberania do país. 

A paralisação dos caminhoneiros e a greve dos petroleiros pautou a grave situação que aflige a maioria da população com a atual política de preços da Petrobras. A sucessiva alta do preço do gás de cozinha leva milhões de famílias a recorrer à lenha para garantir a alimentação. Desde que Temer assumiu, os combustíveis tiveram mais de 200 reajustes nos preços do insumo indispensável á atividade econômica.

Ao contrário de resolver o problema mudando a política de preços da Petrobras, o governo Temer optou por penalizar o povo e por cortar recursos destinados à seguridade social para manter os privilégios dos ricos acionistas privados.

Diante da movimentação golpista, que não se restringe ao Brasil, não cabe vacilação. Mesmo tendo combatido políticas que julgamos regressivas e não ter feito parte da base de sustentação dos governos petistas, a Intersindical se somou, já em 2015, na resistência ao golpe, que segue na seletividade que mira o direito do ex-presidente Lula ser candidato. Nossa Central se opõe ao julgamento cronometrado pelo calendário eleitoral, com condenação prévia e sem provas. O tapetão não pode impedir o direito democrático de Lula se submeter ao julgamento do povo brasileiro nas urnas. 

Diante do golpe, ainda em curso, as organizações da classe devem se posicionar claramente. Trabalhadoras e trabalhadores devem disputar a política e o poder de alterar esse quadro de retrocessos.

A eleição para o Congresso Nacional é fundamental.

Parlamentares e partidos que apoiaram o golpe e votaram as medidas de retrocessos, como a Emenda Constitucional 95, a reforma trabalhista, a terceirização e as privatizações não podem contar com o voto ou a confiança da classe trabalhadora. Ao contrário, devem ser denunciados. Seus nomes, legendas e partidos devem ser objeto de amplo rechaço. Trabalhadores devem atuar para tirá-los do Congresso. Quem votou não volta!

É preciso apoiar, fortalecer e votar em candidaturas, principalmente de trabalhadoras e trabalhadores, que combateram o golpe e os retrocessos.

Já para a escolha dos governos estaduais e a Presidência da República, a Intersindical entende que os partidos, grupos políticos e econômicos e candidaturas que apoiaram Temer e os retrocessos precisam ser derrotados. Nenhum voto em quem apoiou o impeachment! Nenhum voto em quem patrocinou tantos retrocessos e quer votar ainda esse ano o fim da aposentadoria.

Importante atentar para a busca da extrema direita em se apresentar como alternativa. Mais nefasto que os grupos políticos neoliberais, essa candidatura destila o ódio, o preconceito, a exaltação da tortura, da violência, da supressão das liberdades. Apesar da retórica, não difere das candidaturas neoliberais na disposição de manter intocáveis os interesses do grande capital e na submissão ao ditame internacional. 

Por outro lado, se apresentam candidaturas que propõem interromper o desmonte e revogar os retrocessos. Essas pré candidaturas merecem análise e devem ser consideradas na decisão de voto, apoio e engajamento dos trabalhadores e trabalhadoras.

Para a Intersindical, é necessário um projeto de reformas estruturais em benefício da classe trabalhadora, das maiorias, do povo empobrecido, dos setores médios, com políticas efetivas que beneficiem principalmente as mulheres, a população negra, indígena, LGBTQI+, a juventude e os idosos, do campo e da cidade. Esse projeto popular exige enfrentamentos políticos ao modelo concentrador, ao 1%, ao capital financeiro, ao monopólio da mídia, ao agronegócio, ao conservadorismo.

O rentismo esbanja demonstrações de que não aceita mais compatibilizar seus interesses com a melhoria das condições de vida da população nem com o básico necessário à dignidade humana. 

A Intersindical compartilhou uma experiência na construção da Frente Povo Sem Medo, nas lutas e mobilizações do último período, e na participação na Plataforma Vamos que soldaram uma identidade que nos aproxima programaticamente da pré candidatura do companheiro Guilherme Boulos. A origem e a própria conformação da chapa Boulos e Sônia Guajajara, resultado de uma aliança de movimentos populares e organizações políticas, e dos debates compartilhados na vivência cotidiana do movimento social brasileiro, alicerçam um projeto comum de país entre a Intersindical e a pré candidatura do dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto

Diante disso, a Direção Nacional da Intersindical entende que a pré candidatura do companheiro Guilherme Boulos é a que melhor expressa a pauta da classe trabalhadora, a agenda dos movimentos sociais e a estratégia de unidade defendida por nossa Central. Ela expressa e fortalece o campo popular, democrático e de luta que visa barrar o golpe, revogar os retrocessos e construir uma agenda de desenvolvimento social e de combate às desigualdades, de afirmação da soberania e da defesa do patrimônio público a serviço da igualdade social, o fim da violência e o exercício da democracia plena, a exemplo das propostas formuladas unitariamente entre as  centrais sindicais e outras articulações.

Como central plural e democrática que pratica a independência também em relação aos partidos políticos e que valoriza a autonomia das entidades de base, consideramos legítimo que militantes apoiem outras pré candidaturas que combatem o golpe e os retrocessos em curso e seguem na busca da mais ampla unidade dos setores populares e da classe trabalhadora.

São Paulo, 10 de junho de 2018
Direção Nacional da Intersindical


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One Comment;

  1. Julo E.Paiva said:

    O Brasil precisa de uma nova agenda política entre as forças democráticas e progressistas e entre todos os atores dos movimentos sociais comprometidos com carta magna de 1988 .
    Temos um movimento de setores da maoior parte mídia burguesa que promovem a candidatura do facista da extrema direita Bolssonaro filhote da Ditadura Militar e um criminoso que apoia e foi participante de crimes contra a humanidade : Não demoremos em abraçar uma agenda nacional contra os que articulam a destruição literal do Brasil e direitos sociais e de suas propriedades mineiras : que significa que estão vendendo o pouco de nossa “soberania e direitos sociais ” Temos a missão de livrar o destino do Brasil da fome dos mercado econômico mundial e seus países dominadores , para preservar as próximas gerações de brasileiros e levá-los de uma vida social vegetativa onde não terão direitos a Educação de qualidade Saúde digna Trabalho e especialização tecnológica competitiva com o primeiro mundo.
    Chega de vaidades é o momento de impor derrota a este modelo econômico e político de destruição do povo brasileiro .
    Temos que lutar por mudanças e revisoes constitucionais agora …estamos em guerra contra um inimigo externo que está bem armado e com seus maiores aliado no coração do Brasil…Congresso Nacional …dominado pelo modelo neoliberal internacional agora com Donald Trump dando as coordenadas : e o Brasil é terreno fértil para os EUA que nos tem como de intetrce de sua soberania .Eles querem um pais onde despejam suas vezes tecnológicas e industrial para manter a hegemonia mundial e engordar mais seus cofres e dar boa vida a seus aliados e seu povo….
    Temos um guerra interna e terá que ter apenas um vencedor…o povo brasileiro ainda que corra muito sangue prisões e condenação.
    Vamos segui avante rumo a uma cova agenda popular e progressista Brasil…chega de deixar o nosso destino nas mãos de facistas e traidores da pátria
    “O Brasil é nosso ” vamos defendelo a hora é agora!

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