Especial GREVE GERAL: Metroviários de São Paulo vão parar

Especial GREVE GERAL: Metroviários de São Paulo vão parar

Diretor do sindicato, Sérgio Magalhães explica importância da greve para a categoria e para todo o país

Como preparativo à Greve Geral, o site da Intersindical Central da Classe Trabalhadora está publicando entrevistas com dirigentes sindicais e populares de diversas categorias. Sérgio Magalhães fala pelo sindicato dos metroviários de São Paulo.

Considerada chave para o sucesso da Greve Geral, a categoria decidiu parar em assembleia geral. Confira a entrevista: 

Intersindical: Qual a importância da Greve Geral para a categoria metroviária?

Sérgio Magalhães: A Greve Geral tem importância para os metroviários, para o conjunto de trabalhadores e para o conjunto do país, na verdade. É uma coisa que vai além. Atinge de imediato os trabalhadores que estão trabalhando, atinge os que ainda vão trabalhar e atinge toda a sociedade.

É um negócio muito monstruoso. É por isso, inclusive, que unificou todas as centrais sindicais, todos os sindicatos, todas as forças que lutam pelos trabalhadores. É uma greve altamente necessária.

De imediato, [a reforma] atinge os metroviários porque a gente vai trabalhar mais. Eu, por exemplo, que estou há 25 anos no Metrô, além de outros lugar, vou ter que trabalhar mais cinco anos e vou ter direitos diminuídos.

E os jovens que estão entrando no mercado de trabalho agora, a maioria não vai ter o direito à aposentadoria, porque não vai conseguir 40 anos de carteira assinada. Todo mundo sabe que é muito raro. Esse é o primeiro impacto.

Mas o segundo impacto é o mais monstruoso, que é o custo da transição deste projeto [de capitalização]. Fez quebrar países que aplicaram esse modelo que o Guedes apresenta e foram obrigados a rever isso. De 30 países que fizeram, 18 tiveram que rever exatamente porque o custo de transição é brutal.

A massa de trabalhadores que já pagaram à Previdência (eu, por exemplo, você, que está trabalhando) vai se aposentar. Esse passivo monstruoso fica nas costas do Estado nessa transição. São os bancos que ganham com a capitalização. [O passivo é gerado pelo não pagamento de contribuição previdenciária das novas gerações de trabalhadores. No regime de capitalização, o empregado faz sua poupança de aposentadoria direto nos bancos. O Estado terá que arcar com recursos próprios as aposentadorias do Regime Geral no período de transição, pois não contará mais com o ingresso das contribuições previdenciárias nos modelos do atual sistema de repartição].

Greve Geral é extremamente necessária, por hoje, e pelo amanhã, principalmente.

Texto: Matheus Lobo


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