Solidariedade a ocupação Povo sem Medo reúne 15 mil em São Bernardo

Solidariedade a ocupação Povo sem Medo reúne 15 mil em São Bernardo

Solidariedade a ocupação Povo sem Medo reúne 15 mil em São Bernardo

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

No sábado, ocupação Povo Sem Medo foi alvo de ataque a tiros que resultou em um ferido. Ato em desagravo teve a participação de populares, lideranças políticas e movimentos sociais

São Paulo – Lideranças sociais, estudantis e políticos e personalidades, se uniram neste na tarde deste domingo (17) em apoio aos milhares de trabalhadores sem-teto da ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo do Campo, contra a agressão sofrida um dia antes. No sábado, um morador da ocupação foi atingido com um tiro no braço. Ele foi operado e segue em observação. Os disparos vieram de um condomínio de alto padrão que fica ao lado do terreno. 

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, classificou o ataque como “episódio lamentável” e o atribuiu em parte à falta de disposição do prefeito Orlando Morando em buscar uma solução negociada para a questão da moradia – ao contrário, estimula a intolerância. 

“Tem gente aqui em São Bernardo falando absurdos da nossa ocupação, a começar pelo prefeito. Quando age dessa maneira, a mensagem que ele passa é muito ruim. Gente de um dos prédios desses condomínios ao lado atirou com arma de fogo, numa atitude criminosa e fascista, de desrespeito à luta do povo.” 

Ele destacou que a ocupação ocorre de forma organizada, sem que um papel amassado fosse jogado do lado de fora da ocupação, o que não diminui o preconceito de determinadas parcelas contra aqueles que lutam por moradia. “Tem gente que ao sair na sacada e ver pobre do outro lado, acha ruim.”  

Boulos ressaltou que a ocupação é formada, em sua maioria, por trabalhadores que estão desempregados “não porque querem”, mas por causa da política “criminosa” praticada pelo governo “ilegítimo” do presidente Michel Temer (PMDB-SP). 

Após decisão da Justiça que suspendeu ação de reintegração de posse contra a ocupação, os integrantes pretendem reforçar a mobilização para pressionar a prefeitura a negociar. A área de cerca de 60 mil metros quadrados, agora ocupada por cerca de 7 mil famílias, estava abandonada, há mais de 40 anos, segundo o MTST.

O vereador de São Paulo Eduardo Suplicy (PT-SP) falou da necessidade de resistir frente a eventuais provocações, classificou o ataque como “covarde” e ressaltou a forma de organização da ocupação. “Quero me somar a todos no sentido de propor à construtura que sentem à mesa de negociação, com vocês, com o prefeito, com o governador e com o presidente, ainda que não eleito”, disse Suplicy. 

As cerca de 15 mil pessoas que acompanhavam o ato, na estimativa dos organizadores, respondiam aos discursos com gritos, coros e palavras de ordem. “Os incomodados que se mudem”, protestou o federal Orlando Silva (PCdoB-SP). O também deputado Vicentinho (PT-SP) se manifestou. “Vocês tem o direito à terra para morar e viver.” Ele ainda deu recado aos moradores dos condomínios do entorno: “Nenhum de nós é melhor do ninguém. Esse povo que está aqui não veio por brincadeira ou diversão. Vieram por necessidade.”

Fonte: Rede Brasil Atual / Foto: Roberto Parizotti


INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora
Clique aqui e curta nossa página no Facebook
Inscreva-se aqui em nosso canal no YouTube

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

COMPARTILHE
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

Já assistiu nossos últimos vídeos no YouTube?

Nilza, pela Intersindical, neste #24JForaBolsonaro na Paulista
Nilza, pela Intersindical, neste #24JForaBolsonaro na Paulista
Edson Índio, Secretário Geral da Intersindical, neste #24JForaBolsonaro, na Paulista
Edson Índio, Secretário Geral da Intersindical, neste #24JForaBolsonaro, na Paulista
Camila, das Brigadas Populares, no #24JForaBolsonaro na Paulista
Camila, das Brigadas Populares, no #24JForaBolsonaro na Paulista
Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários