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Senado torna Dilma ré em processo de impeachment

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O plenário do Senado decidiu na madrugada desta quarta-feira, 10, dar continuidade ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, acatando a acusação de crime de responsabilidade. Por 59 votos a favor e 21 contra, os senadores aprovaram o parecer da Comissão Especial de Impeachment, tornando-a, com isso, ré no processo. A decisão abre caminho para legitimar o golpe dado por representantes do grande capital para assumir o controle do país, cassar direitos sociais e aprovar as reformas trabalhista e previdenciária, as privatizações e a entrega das riquezas nacionais.

Desde o início do processo a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora sempre se posicionou contra o golpe, mas deixou clara a sua posição de que o governo da presidente Dilma Rousseff é indefensável. Sob a tutela dela foram orquestrados, por exemplo, o PLP 257, que arrola a dívida dos estados e congela os serviços públicos por 20 anos, transferindo para a população a conta da crise.

Inocente sai, corrupto fica

Ontem, enquanto o Senado dava mais um passo para legitimar o golpe contra a democracia brasileira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sinalizou que vai jogar a cassação de Eduardo Cunha para o fim de setembro, em plena eleição municipal, quando pode não haver quórum na casa.

Também ontem (9), o delator Júlio Camargo afirmou ter ouvido do próprio Cunha que o ex-presidente da Câmara sustentava financeiramente mais de 200 deputados.

Leia parte da nota da última Resolução Nacional da Intersindical:

“A Intersindical Central da Classe Trabalhadora jamais apoiou a política de conciliação de classes e a opção pelo ajuste fiscal de recorte neoliberal dos governos presididos pelo PT que têm responsabilidades pela crise. Da mesma forma, nossa Central não vacilou quando se colocou a necessidade da ampla unidade popular para barrar a ofensiva do grande capital e da direita, que diante da crise internacional não tolera mais conciliar seus interesses com os de baixo, tampouco tolera os direitos sociais, econômicos, políticos e humanos garantidos pela Constituição de 1988. Defendemos profundo controle social para inibir práticas de corrupção que historicamente marcam as relações entre o poder público e o setor privado, além de defender punição aos corruptos e corruptores. Somos firmemente contrários aos desvios de recursos públicos em qualquer governo, mas entendemos que essa não é a questão que motiva as  movimentações pelo impeachment da presidenta afastada. Ao contrário, as forças que lideram esse  movimento são notoriamente corruptas”.

Data do julgamento

A base de apoio ao presidente ilegítimo, Michel Temer, trabalha para que o julgamento comece dia 25 de agosto para que o afastamento definitivo se dê ainda este mês. A previsão é de que essa etapa dure uma semana. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que conduz o julgamento, concorda com a data.

INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora
Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

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