Luta contra Reforma da Previdência vai exigir um amplo diálogo com o povo

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Trabalhadores e trabalhadoras contra a reforma da previdência de Bolsonaro

Jair Bolsonaro entregou seu projeto de Reforma da Previdência ao Congresso Nacional na manhã desta quarta-feira (20). O texto confirma o estabelecimento de idade mínima, aumento no tempo de contribuição e mudança no cálculo do benefício, além de prever a mudança do atual sistema para a capitalização individual. Enquanto isso, a Praça da Sé, no centro de São Paulo, reuniu milhares de trabalhadores para marcar o início da luta em defesa da Previdência pública e contra a reforma de Bolsonaro.

Secretário-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora, Edson Carneiro Índio anunciou que a manifestação deve inaugurar um período de muita conversa com a população. “No dia de hoje, iniciamos um amplo diálogo com nosso povo para esclarecer o que está em jogo com a Reforma da Previdência, que é o fim da aposentadoria e a entrega da Previdência Pública para o rentismo, para os banqueiros e a especulação financeira”, afirmou, em seu discurso.

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Saiba mais:

→ Reforma da Previdência: projeto de Bolsonaro é pior do que Temer → Conversar, unir e mobilizar o povo em defesa da aposentadoria e da previdência pública! → Exemplo chileno: por que capitalização na Previdência gera pobreza e desigualdade?


O dirigente destacou que a reforma atinge “todo o conjunto da classe trabalhadora: aqueles que estão na informalidade, os mais empobrecidos, os trabalhadores rurais, os servidores públicos e os assalariados médios”; mas reforçou que o esforço de diálogo deve englobar outros setores que também seriam afetados pelo efeito cascata da reforma na economia do país. “Atinge também o dono da farmácia e do mercadinho, que não vão ter para quem vender. Atinge os pequenos municípios que precisam dos recursos da previdência na economia local”.

Por isso, Índio defende que o diálogo deve ir além do local de trabalho, passando pelos bairros, comunidades, favelas, “em todos os cantos desse país”. Ao finalizar sua participação, o secretário-geral da Intersindical disse que “temos que construir uma greve geral para parar o Brasil; mas não só com palavras e sim construindo de baixo para cima”.

Ao longo dos próximos dias devem ser divulgadas as próximas datas de mobilizações nacionais contra a Reforma de Bolsonaro. O que já está confirmada é a participação das centrais no “8M”, as manifestações do Dia Internacional de Luta das Mulheres.

Está dada a largada da Jornada Nacional de Lutas em defesa da Seguridade e da Previdência Social. Até a Reforma cair. Mãos à obra!

Assista à fala do Secretário Geral da Intersindical, Edson Carneiro Índio, na íntegra:

Texto: Matheus Lobo


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