Resolução: Em Defesa da Democracia: LULA LIVRE!

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EM DEFESA DA DEMOCRACIA: LULA LIVRE!

A prisão do presidente Lula é um acinte à democracia, à Constituição Federal, e indigna milhões de trabalhadoras e trabalhadores. Baseado em um julgamento repleto de vícios e inconstitucionalidades para intervir nas eleições de 2018, Lula foi condenado a ficar mudo e encarcerado para não poder falar com o povo. A toga age como chefe de partido do capital financeiro e da direita para impor e manter um golpe que visa permitir ao rentismo se apropriar ainda mais da riqueza produzida pelo trabalho, da renda pública e dos bens naturais.

Esta condenação e prisão não tem outra razão senão impedir que o ex-presidente seja candidato à presidência da república. Lula segue sendo o candidato com maior aceitação popular e o líder em todas as pesquisas. Encarcerar Lula e impedi-lo de ser candidato agride não apenas o direito do maior líder popular do Brasil. Viola, sobretudo, o direito de milhões de pessoas que pretendem votar no petista.

Em um ato de dignidade e profundo significado de classe, Lula permaneceu no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, que retornou ao centro do palco da luta de classes no Brasil, protegido por milhares de trabalhadoras e trabalhadores indignados com a injustiça de mais um golpe do Estado de exceção. A resistência democrática em São Bernardo ganhou os olhares do Brasil e do mundo e enfrentou por longas horas a ilegal e arbitrária ordem de prisão expedida pelo juiz de primeira instânciada comarca de Curitiba, Sérgio Moro. Lula, em um discurso histórico, captou a indignação popular e desmascarou a trama que levou a sua condenação, e ainda indica que sua prisão não acaba com o significado de seu legado, mas transfere ao povo e as suas organizações a responsabilidade de seguir construindo o projeto de ampliação dos direitos sociais e defesa da democracia e soberania. A Intersindical estava lá, do lado certo da história, em defesa de Lula, da democracia e da soberania, apoiando e fortalecendo a resistência democrática frente ao golpe, assim como estivemos em todas as lutas contra o impeachment golpista da presidenta Dilma Rousseff.

Não resta dúvida que o encarceramento do Lula e a tentativa de retirá-lo da disputa eleitoral deste ano não é o ato final do golpismo. É um meio para seguir encaminhando a agenda antipopular e antinacional do golpe e abrir campo para um amplo processo de repressão institucional contra a sociedade civil organizada, lideranças sindicais e populares. Desta forma, amplia o estado penal-repressivo e oreduz na sua função de garantidor de direitos sociais e seu papel na economia.

A prisão de Lula inaugura uma nova etapa do golpe que tem como perspectiva consolidar o fascismo como pensamento orientador da condução do estado e da sociedade. Para isso, o judiciário colaborou com esta trama ao retirar garantias legais mínimas a Lula no processo que o condenou sem provas.Também a Rede Globo e demais meios de comunicação empresariais, por instigarem o ódio ao manipular os fatos e criar uma narrativa de condenação antes mesmo do devido processo legal. E ainda, as instituições patronais, que financiam grupos de extrema direita, que começam a agir como bandos violentos e agentes de disseminação do medo no seio da população. Em síntese: o fascismo é a natureza política do golpe, que envolve o sistema de justiça, os meios de comunicação e o empresariado em torno de uma agenda antinacional e antipopular que estabelece como inimigo o povo trabalhador e a militância social e democrática.

A intervenção militar no Rio de Janeiro, a execução de Marielle e Anderson, os atentados contra a caravana e a prisão de Lula fazem parte da marcha do fascismo no curso do golpe. Mas não termina com a prisão do ex-presidente, continua com a ampliação da Lei Antiterror, que tem como objetivo tipificar as ocupações de terras rurais e urbanas e as manifestações sociais como ato de terrorismo; continua na ampliação dos aparatos repressivos que aprofundam o estado penal e o combate aos pobres, continua na entrega das terras, das águas, dos recursos estratégicos brasileiros para o capital estrangeiro. A prisão de Lula é, portanto, o sinal mais claro que a guerra contra os trabalhadores e o povo está em pleno curso, ela testa a capacidade de resistência dos setores democráticos, ela indica que daqui por diante, não há mais nenhuma mediação com o povo.

Não pode haver arrego frente ao golpismo e ao fascismo. A resposta à prisão de Lula deve ser dada na ampliação da organização e mobilização da classe e de todo o povo. Com o objetivo de defender das liberdades democráticas, combater à escalada autoritária, defender os direitos da classe trabalhadora e o patrimônio nacional.

Diante desse agravante cenário a nossa central defende a mais ampla unidade em uma frente democrática e comitês locais em defesa da democracia e do direito de defesa de Lula.’

São Paulo, 08 de abril de 2018.
Direção da Intersindical Central da Classe Trabalhadora


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2 Comments

  1. Julo E.Paiva said:

    Concordo com a leitura que a Interssindical faz da conjuntura nacional…Agora no meu ponto de vista vejo uma conspiração para apoderaren-se sob o comando de Trump um “ex Cucusklam ” das fontes naturais das nossas riquezas mineirais e territoriais do amazônas ; além de : Desmobilizar os Centros de Pesquisas científicos e tecnologicos brasileiros com um único objetivo : Não admitir que o Brasil seja uma referência de desenvolvimento nas áreas mais avançadas da C&T e de avanços na cultura e do desenvolvimento social.(tendo em vista que o potencial do Brasil para ser um ator de vanguarda no mundo ) faz com que: EUA e seus comparssas do CONSENSO DE WUOSCHITON vejam sua “soberania” ameaçada no continente latino americano e no mundo .
    Não é segredo que : Temer ,Sérgio Mouro ,Serra,Alkimim, Aécio Neves,e os partidos conservadores e as embaixadas Brasileiras que fazem a “ponte” nestes países, estão compromissados com este projeto de destruição das oposição progressistas da esquerda e dos direitos sociais da nação brasileira.
    Os grandes grupos da mídia no Brasil estão concentrados nas mãos de poucos que comandam e induz o povo a uma falsa estabilidade social e econômica.
    Os partidos progressistas comprometidos em mudar os rumos de derrotar os golpistas tem que atuar : interagindo politicamente com o povo esclarecendo através de debates convincentes que:A mídia através destes agentes criminosos estão induzindo o povo a fazer um falso juízo dos partidos de esquerda dizendo o seguinte : “Eles
    sao comunistas ,argumento está que a Ditadura Militar usou para ; prender e matar brasileiros e outros conterraneos dos paizes em que eram oposição a estes governos sanguinários que atuou em conjunto nos da America do Sul.
    A palavra de ordem é…As oposições dos partidos progressistas unirem-se em torno de um novo projeto de mudança institucional no Brasil e , em conjunto enfrentar este modelo neoliberal que vida o “retorno ao século 19 ….Comendo pelo.Brasil…isto nos não podemos permitir e devemos resistir até a última gota de sangue, para preservar os direitos das novas gerações de brasileiros!!

  2. Luis Rafael said:

    Boa tarde.
    Gostaria de saber se e como a Intersindical tem buscado sensibilizar direções de sindicatos com inspiração abertamente próximas à própria INTERSINDICAL, como seria o caso (penso eu) do SINTRAJUFE-RS, Sindicato de trabalhadores do Judiciário Federal aqui do Rio Grande do Sul, de modo a atuarem e favor das ideias preconizadas no texto acima (bem colocadas, por sinal).
    Digo isto porque, para sindicatos como o citado, parece não haver nem ter havido GOLPE neste país, desde 2016, e muito menos que a prisão POLÍTICA do sindicalista e ex-presidente Lula seja algo aberrante ou minimamente motivador de qualquer debate, comentário ou consideração para a pauta sindical dos trabalhadores em geral.
    Grato!

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