Juros do cheque especial atinge o patamar mais alto em 22 anos

Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cheque especial atingiram o maior patamar dos últimos 22 anos. No cheque especial, subiram de 311,5% em maio para 315,7% ao ano em junho – a maior taxa desde o início da série histórica, em julho de 1994.

Nos primeiros seis meses do ano, a taxa subiu 28,7 pontos percentuais e, em 12 meses até junho, 74,4 pontos percentuais.

Se a taxa de juros é alta para o cheque especial, ela é absurdamente proibitiva para o cartão de crédito rotativo. Segundo o Banco Central, os juros médios cobrados pelos bancos nestas operações ficaram em 470,9% ao ano em junho, contra 471,5% ao ano em maio.

No acumulado do semestre, houve um aumento de 39,5 pontos percentuais nos juros do cartão de crédito rotativo e, em 12 meses até maio, uma alta de expressivos 99,4 pontos percentuais.

Os juros do cartão de crédito rotativo e do cheque especial estão entre os mais altos do mercado.

Crédito pessoal

No caso das operações de crédito pessoal para pessoas físicas (sem contar o consignado), a taxa média de juros cobrada pelos bancos somou 128,3% ao ano em junho, contra 129,8% em maio.

Nesse caso, houve uma queda de 1,5 ponto percentual em junho, mas, no ano, ocorreu um aumento de 10,6 pontos percentuais.

Ainda segundo o BC, a taxa média de juros cobrada pelas instituições financeiras nas operações do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) somou 29,4% ao ano em junho – o que representa uma queda de 0,2 ponto percentual em relação a maio (29,6% ao ano).

No ano, a taxa para o consignado subiu 0,6 pontos percentuais e, em 12 meses, 2,1 pontos percentuais.

Segundo o BC, a taxa média de juros para aquisição de veículos por pessoas físicas, por sua vez, somou 26% ao ano em junho, contra 26,3% ao ano em maio. Neste caso, houve uma queda de 0,3 ponto percentual no mês passado e uma alta de 1,3 ponto percentual em 12 meses.

INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora
Ilustração: Steve Cutts

*

Top