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Intersindical firma compromisso de unidade na luta contra o desmonte da previdência em seminário promovido pelo Dieese

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05/fev – Resolução: Em defesa dos direitos e da Previdência. Construir a Greve Geral!


As centrais sindicais compuseram a mesa de encerramento do Seminário sobre a Reforma da Previdência, promovida pelo Dieese, em São Paulo, na tarde de terça-feira (9). Cada uma delas teve a oportunidade de expor sua posição e planos de ação contra o massacre anunciado pelo governo Temer.

Clemente Lúcio, diretor técnico do Dieese, enfatizou a importância da unidade do movimento sindical diante da catástrofe que ameaça a proteção social de todos os cidadãos brasileiros. “Temos todos os motivos para nos dividirmos, mas temos que ter a capacidade política de superar nossas divergências”, afirmou.

“A compreensão da unidade é fundamental, estamos de acordo que esse projeto que está aí não nos representa”, disse Clemente Lúcio.

“Não estamos aqui discutindo quais serão as estratégias”, afirmou o diretor do Dieese, referindo-se a diferentes propostas de ação junto aos parlamentares que votarão a reforma no Congresso Nacional – considerando que há os que preferem a apresentação de emendas, projetos alternativos e os que defendem o rechaço total ao texto.

De todas as centrais ali representadas, a UGT foi a única a se manifestar claramente contra a construção da greve geral.

Confira o posicionamento de cada central por ordem de exposições na mesa:

Graça Costa, CUT

“Somos contra, queremos derrotar essa reforma, tanto a previdenciária como a trabalhista. Se a gente se unir a gente consegue derrotar. Não atinge uma categoria ou setor, mas todos os cidadãos. Temos condição de reverter. Não estamos em campanha salarial, onde há pauta e negociação. O que temos hoje é a pauta do governo para retirar direitos e desmontar o Estado brasileiro. Não cabe sentar na mesa para retirar direitos. Vamos marcar os parlamentares que votarem contra nós. Fazer campanha pesada nos âmbitos municipal, distrital, locais de trabalho. Fazer audiências públicas nas Câmaras Municipais e bases eleitorais.

Dia 8 de março estaremos com as mulheres chamando atenção mundial. E Dia 15 de março os trabalhadores da educação, CNTE, Fasubra, Andes vão parar para uma greve geral. Reunimos nossa Executiva e defendemos que este dia se torne um dia de paralisação geral”.

Ubiraci Oliveira, CGTB

“Esse governo quer implementar o Estado mínimo e retirar a possibilidade de proteção do povo brasileiro, privatizar a Previdência. Não está negociando, só está enfiando goela abaixo da gente. Não há negociação. Vamos nos reunir e tirar uma data para parar o Brasil e fazer pressão nesses safados, corruptos e ladrões que estão se articulando”.

Onofre, CTB

“Precisamos ter a unidade perfeita das centrais e marcar uma reunião com todas as centrais para tirar uma data única de greve geral”.

Juruna, Força Sindical

“Não viemos fazer proposta de data da nossa Executiva, temos uma proposta indicativa de data, pode ser o dia 15 de março, mas dependemos de fazer a divulgação depois. É fundamental as centrais buscarem espaço comprado nos meios de comunicação. O Congresso pode até votar contra nós, mas nós não podemos julgar esse Congresso porque ele se elegeu porque alguém votou neles. Na Irlanda do Norte tinha o IRA e os deputados. E é importante a gente respeitar essa diferença. Os deputados também têm o seu papel de apresentarem emendas, irem para o debate”.

Cosme Nogueira, CSB

“Não se trata de reforma e sim de um desmonte financista onde a seguridade social é esquecida. Temos que falar de mobilização, ganhar as ruas. Temos repetir isso em mais cidades, estados. Estamos unidos pela dor. Conte conosco”.

Ricardo Saraiva Big, Intersindical Central da Classe Trabalhadora

“Nós, as centrais, temos que ter a compreensão de que a luta é muito grande e a unidade tem que ser imensa. Não podemos legitimar nem negociar com esse governo golpista, temos que ampliar o Fórum do Trabalho e da Previdência Social, discutir com os movimentos sociais, dialogar com a população, ir para a rua e ampliar o debate. Aqui temos duas datas, o dia 15 de março e o dia 31 de março. Tem um conjunto de servidores da educação que vai ser muito prejudicado pela ‘reforma’ da Previdência e que já vai parar no dia 15. Ou somos idiotas de não aproveitarmos essa data e jogamos para depois para sairmos juntos, ou não queremos fazer o dever de casa, e seremos derrotados. Não ter uma data única é assinar a derrota para esse projeto ‘neoliberal máximo’ que aniquila qualquer subsistência do povo brasileiro. Quero ver esse governo tremer!”

Raimundo Costa, NCST

“Vamos para as portas de fábricas, conversar com o povo. Estamos aqui para somar e fazer o que for preciso fazer!”

Luiz Carlos Prates (Mancha), CSP-Conlutas

“Vamos nos somar nas diversas atividades que vão ocorrer nos estados. Durante o seminário alguns expositores falaram de emendas e outras negociações na reforma previdenciária. Nós achamos que não tem o que negociar nem ter emenda. Temos que ter um movimento vivo de resistência à reforma. Precisamos parar e parar tudo. Todos podem fazer um movimento no dia 8 de março. Dia 22 de fevereiro vamos estar em Brasília conversando com os parlamentares. Precisamos construir uma data comum de paralisação geral”.

Francisco Pereira, UGT

“Ainda estamos patinando na forma como vamos fazer. Se nós já tivéssemos condições de fazer uma greve geral, já teríamos feito isso. Não é essa uma condição neste momento. Por isso tentamos construir aos poucos. Quem está falando aqui não é um pelego, é quem trabalhou, fez história. Nós já marcamos outros momentos e foram frustrados. Não é a situação do passado, é um presente muito pior. Nós temos que baixar a bola e saber as dificuldades que estamos enfrentando. Ou colocamos gente na rua e sensibilizamos o povo ou essa gente vai fazer o que quiser e impor uma derrota maior ao movimento sindical brasileiro. Será que nossa unidade suplanta o sofrimento de 13 milhões de desempregados, ou 15, ou 20 milhões de desempregados, dependendo da contagem de cada instituto? A UGT está disposta a qualquer coisa com outras centrais para a gente tentar reverter essa situação. É todo um projeto no sentido de desvalorizar o movimento sindical. Quero deixar uma reflexão no dia 15 de março proposto. Sinceramente quantos trabalhadores eu consigo parar nesse dia? Quantos cada um de nós pode sensibilizar a abraçar essa causa? Se nós não mudarmos um pouco a nossa forma de agir vamos contribuir para que essa gente faça uma maldade ainda maior contra o movimento sindical”.

Fonte: INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora

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