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Igrejas católica e evangélica se unem contra as reformas trabalhista e previdenciária

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Diante da maior ameaça já vista nos últimos 30 anos contra a classe trabalhadora, padres e pastores evangélicos estão orientando seus fiéis a protestarem contra as reformas que o governo Temer está forçando goela abaixo do povo.

Os líderes religiosos sabem que o empobrecimento da população, a precarização do emprego, o fim das pensões e da aposentadoria e a ausência de serviços públicos vão impactar a vida dos fiéis, e por consequência, das próprias igrejas – a quem caberá amparar uma nação de doentes, desempregados, órfãos, viúvas e aflitos.

Em diversas paróquias há convocações para a greve geral  do dia 28 de abril. O Comitê das Igrejas de Belo Horizonte é um exemplo de mobilização: “É preciso reagir”, disse em comunicado.

O folheto de BH traz uma imagem do papa Francisco, com a mensagem: “Nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos”.

O texto destaca ainda que as reformas da Previdência e Trabalhista, além da Lei da Terceirização, já aprovada, “desmontam direito sociais conquistados com muita luta pelo povo brasileiro”, mas que “infelizmente, a maioria dos nossos governantes não escuta e não enxerga a realidade do nosso povo, e sem qualquer diálogo com a sociedade impõe um conjunto de mudanças que afetarão a todos, especialmente os mais pobres”.

Os arcebispos da Paraíba e de Maringá (PR) também aderiram à greve. A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem trabalhado duro para explicar à população que enquanto a mídia só fala em corrupção o Congresso Nacional aprova leis que retiram direitos sociais e massacram os trabalhadores e o povo pobre do país.

Nessa semana, o papa Francisco negou, por meio de carta a  Michel Temer, um convite do governo brasileiro para visitar o País, e cobrou o presidente para evitar medidas que agravem a situação da população carente.

Francisco acrescentou que não pode “deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres”. O papa também lembrou a Temer que não se pode “confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado”.

Evangélicos tradicionais repudiam reformas

Da parte dos evangélicos, a Aliança Evangélica, Convenção Batista Brasileira, Convenção Batista Nacional, Igreja Evangélica de Confissão Luterana Brasileira, Igreja Evangélica Luterana do Brasil, Igreja Metodista no Brasil, Igreja Metodista Livre, Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, Igreja Presbiteriana Brasileira, Igreja Presbiteriana Unida e União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil se pronunciaram em carta rebatendo a PEC 287/2016, que desmonta a Previdência Social.

As entidades afirmam que “o atual sistema previdenciário brasileiro cumpre fundamental papel redistributivo e realocativo de renda, sendo instrumento eficaz de combate à desigualdade social e de segurança alimentar a uma parcela significativa de brasileiros”.

E ainda cobram uma auditoria das contas da Previdência e a caça aos devedores: “É preciso que haja uma investigação profunda da aplicação dos recursos arrecadados para sustentar a previdência e a seguridade social, que os números reais da previdência sejam tornados públicos e que o Governo construa mecanismos eficazes de cobrança dos altos valores devidos à Previdência Social e reduza as desonerações fiscais concedidas aos segmentos privados, em detrimento da saúde financeira do Estado”.

INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora
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