Pela liberdade e o direito de Lula ser candidato

A classe trabalhadora e o Brasil sofrem as consequências do golpe financiado pelo grande capital e sua agenda de drástica redução do valor da força de trabalho, de desmonte do Estado e de entrega das riquezas do país às corporações internacionais. Mais de 27 milhões de desempregados ou vivendo de bicos, precarização do serviço público, aumento da concentração de renda, empobrecimento acelerado de amplas parcelas do nosso povo, crescimento da ultra direita reacionária e autoritária.

A frágil democracia brasileira e as garantias constitucionais passaram a ser encaradas como entraves por aqueles que sempre se apropriaram da renda do trabalho, da renda pública, da exploração sem limites dos bens e recursos naturais.

O impeachment sem crime de responsabilidade da presidenta Dilma, a prisão de Lula e a tentativa de impedir sua candidatura fazem parte do mesmo movimento para implantar a agenda do capital financeiro. Para isso, contam com a manipulação da grande mídia e a seletividade de um judiciário disposto a tudo para manter seus privilégios e atender aos interesses do rentismo.

É por isso que a Intersindical se somou à luta contra o golpe e à defesa democrática da liberdade e do direito de Lula ser candidato. Apesar das diferenças políticas, estivemos presentes em todas as lutas em defesa da democracia. E estaremos, mais uma vez, neste dia 15/08 em Brasília, quando movimentos sociais e setores da esquerda marcharão até o TSE para garantir o direito legítimo do ex presidente Lula registrar sua candidatura.

A Direção Nacional da nossa Central aprovou no dia 09/06 resolução que orienta nossas bases e a classe trabalhadora em geral a participarem decididamente do processo político em curso, combatendo as candidaturas do golpe e se engajando junto as candidaturas que defendem a anulação dos retrocessos. Para a Intersindical, a candidatura do companheiro Guilherme Boulos é a que a melhor expressa o programa e a estratégia necessária para impedir o capital financeiro e o imperialismo seguir subjugando nosso povo e o Brasil.

As eleições de 2018 devem ser transformadas em palco de debates para anular a reforma trabalhista, a Emenda 95, as privatizações e demais medidas regressivas implantadas na esteira do golpe. Além disso, é fundamental apontar um projeto de enfrentamentos ao capital financeiro, ao monopólio da mídia, às oligarquias e ao conservadorismo que buscam manter intocáveis as desigualdades sociais e regionais que vitimam nossa gente.

Lamentamos coligações e movimentações da candidatura Lula que, na prática, reforçam o poder de grupos que apoiaram o golpe e patrocinaram retrocessos sociais. Situações como a de Pernambuco, Ceará, Alagoas, entre outras, permitem a manutenção e o reforço de oligarquias regionais que sempre foram entraves ao combate às desigualdades regionais, ao desenvolvimento com justiça social e à democratização plena do nosso país. A despeito dessas e outras diferenças não nos furtaremos a defender a democracia e ajudar na construção da unidade do campo popular e de esquerda em torno a projetos e propostas de interesse da classe trabalhadora, da igualdade social e da soberania nacional.

Lula Livre!

Enfrentamentos ao rentismo, às oligarquias e às desigualdades sociais.

Vamos sem medo de mudar o Brasil.

Foto: Leonardo Milano


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