Santander corta salários e afronta judiciário brasileiro

Santander corta salários e afronta judiciário brasileiro

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

O Santander, em mais uma demonstração de absoluta falta de civilidade e respeito para com os bancários brasileiros, responsáveis pela maior fatia do lucro global da empresa, cortou 55% do salário de mais de 40 dirigentes sindicais bancários, cipeiros e trabalhadores em estabilidade provisória que ingressaram com ações judiciais de sétima e oitava horas, garantindo assim o direito de receber pelas horas extras realizadas.

O banco fez uma interpretação distorcida das sentenças e retirou a gratificação de função destes bancários, o que configura prática antissindical, um ataque ao direito de buscar a Justiça, além de desrespeito à Convenção Coletiva de Trabalho da categoria e também à convenções internacionais.

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

“Salário é verba alimentícia, para a subsistência, e a não redução salarial é um princípio do direito trabalhista já consolidado na legislação brasileira. Ao cortar salários em mais da metade, atacando a livre organização sindical e o direito dos trabalhadores de cobrarem seus direitos na Justiça, o Santander atenta contra direitos humanos fundamentais, em verdadeiro atraso civilizatório”, indigna-se a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva.

Diante do corte arbitrário e desumano dos seus salários pelo Santander, bancários atingidos pela medida entraram na Justiça e conquistaram liminares e sentenças, em primeira instância, determinando a retomada do pagamento da gratificação de função, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. Entretanto, o Santander tem protelado o devido pagamento.

“Ao não respeitar o determinado pela Justiça, além de evidenciar abuso da sua condição de empregador e do seu poder econômico, o Santander ataca o judiciário brasileiro. Temos certeza que o Santander não teria a mesma postura em relação ao judiciário da Espanha. O Santander, mais uma vez, a exemplo da forma recorrente com que desrespeita acordos firmados com a representação dos bancários, deixa claro os diferentes níveis de respeito e civilidade que o grupo espanhol possui em relação ao Brasil, país responsável pela maior fatia do lucro global, e a matriz na Espanha”, avalia a presidenta do Sindicato.

Para além das ações individuais que questionam o corte da gratificação de função, o movimento sindical estuda ingressar com denúncias contra o Santander em organismos internacionais por desrespeito aos direitos humanos e prática antissindical.

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

COMPARTILHE
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

Já assistiu nossos últimos vídeos no YouTube?

PEC 32 da REFORMA ADMINISTRATIVA é adiada, vitória dos trabalhadores
PEC 32 da REFORMA ADMINISTRATIVA é adiada, vitória dos trabalhadores
PEC 32 e o Desmonte do Serviço Público
PEC 32 e o Desmonte do Serviço Público
Intersindical contra a PEC 32 em Brasília
Intersindical contra a PEC 32 em Brasília
Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários