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CAMPANHA: A riqueza do Brasil não se entrega

riqueza do brasil

Nesta semana, 02 a 06 de dezembro, ocorre em todo o Brasil a Jornada de Agitação e Propaganda em Defesa da Soberania Nacional promovida pelo Comitê Em Defesa da Soberania Nacional, veja aqui o manifesto, uma iniciativa unitária de entidades, movimentos e partidos na luta contra a entrega de nossas empresas públicas e dos nossos recursos naturais para as empresas estrangeiras. 

Estão previstas diversas ações de denúncia junto à população, como distribuição de materiais, realizando debates e atividade de divulgação. São ações descentralizadas e que podem ser feitas por iniciativas de entidades, movimentos e coletivos de pessoas interessadas em defender o patrimônio nacional contra os ataques do governo neofascista de Bolsonaro e Guedes. 

O Comitê em Defesa da Soberania Nacional preparou uma série de materiais, que podem ser baixados pela internet e reproduzidos pelas entidades e coletivos interessados. Para acessar os materiais como banners, cards, adesivos e camisetas, basta entrar neste link.

A Intersindical Central da Classe Trabalhadora é membro do Comitê e está divulgando e contribuindo na Jornada. Para facilitar o processo de organização da Jornada produzimos algumas orientações que estão disponíveis a seguir.

AS RIQUEZAS DO BRASIL ESTÃO EM RISCO

No final de 2020 o Brasil pode deixar de ter riquezas nacionais e o povo perderá o poder de decidir sobre os rumos do país. Entenda o porquê.

O que são riquezas nacionais?

Riqueza é produto do trabalho do povo. As empresas públicas são exemplo de riquezas que pertencem a nossa gente, cada brasileiro é dono, é indiretamente acionista. Foram criadas com recursos dos impostos que cada um de nós pagamos. 

As reservas de petróleo e gás, as águas, os diferentes tipos de minério também são riquezas que pertencem a todos e não devem cair nas mãos de poucos.

Cada empresa pública produz um tipo de mercadoria ou serviço que nos garante uma vida digna e mais independente em relação às empresas privadas e estrangeiras.

Uma empresa pública de abastecimento e tratamento de água e esgoto garante que tenhamos água potável, um bem essencial. Uma empresa de energia, como a Eletrobras, garante que a maioria das famílias brasileiras possam ter acesso a eletricidade. A Petrobras garante que o gás de cozinha, a gasolina e o diesel sejam vendidos com preços menores do que se tivéssemos de comprar estes produtos de outros países. Os Correios garantem o direito que temos de nos comunicar com outras pessoas, de recebermos correspondência, encomendas e documentos a um custo acessível. 

Assim, podemos dizer que toda empresa pública é responsável pela garantia de um direito que é seu. 

Isso não significa que estes serviços sejam perfeitos, nunca são, sempre tem algo a ser melhorado, mas só iremos melhorar estes serviços se os mantermos públicos, ou seja, nossos. 

Porque o governo pretende vender nossas riquezas? 

O ministro da Economia Paulo Guedes já disse que pretende vender todas as empresas públicas brasileiras. A intenção é deixar tudo nas mãos dos empresários e transformar nossos direitos em uma mercadoria também. Ele faz isso porque trabalha para os bilionários e não tem compromisso conosco e com as futuras gerações. 

Para justificar as privatizações ele fala que os serviços públicos são ruins e que os empresários administram melhor que o estado as riquezas brasileiras. Mas será que isso é verdade? Claro que NÃO! A Vale do Rio Doce foi uma empresa mineradora estatal muito lucrativa, porém foi privatizada nos anos 90, o que ocorreu depois? Ninguém viu os resultados financeiros da venda porém, só nos últimos anos, tivemos dois “acidentes” enormes nas barragens de rejeitos desta empresa, Mariana (2015) e Brumadinho (2019), que causou a morte de centenas de pessoas, condenou rios e um impacto irreversível no meio ambiente. Então, não se pode afirmar que a administração das empresas privatizadas é melhor, pelo contrário, a experiência tem provado que piora. 

Privatizar é um péssimo negócio, só não vê que não quer!

Quem GANHA com as privatizações? 

Os empresários bilionários do Brasil e do estrangeiros, que irão comprar empresas lucrativas a um preço de banana.

Ganha também o governo dos Estados Unidos, país que deseja o Brasil e toda a América Latina, seja o seu quintal. Se nosso país vende suas riquezas, fica mais pobre, e com isso, mais submisso às decisões do imperialista dos gringos. 

Eles, os gringos, querem controlar nossas riquezas – petróleo, minério, tecnologia, empresas públicas, etc. Com isso terão um poder enorme, sobre nosso país.

Quem PERDE com as privatizações?

O povo brasileiro que terá a riqueza que ajudou a produzir entregue de mão beijada. Cada brasileiro é indiretamente acionista das empresas públicas, você terá o seu patrimônio entregue para meia dúzia de bilionário e não receberá nada em troca. 

Inclusive, os serviços públicos prestados por estas empresas estatais passarão a serem feitos por empresas privadas, ou seja, com preços mais altos e sem nenhum compromisso com o serviços oferecido à população. 

Quando às riquezas do Brasil podem ser vendidas?

Paulo Guedes afirmou que em 2020 pretende colocar a venda o máximo empresas públicas, ele quer fazer uma liquidação com o seu patrimônio. Se isso acontecer, dentro de 1 anos vamos ficar sem a riqueza que demoramos 100 anos para conquistar. Será uma  enorme crise dos serviços públicos, se tudo tiver na mão dos empresários eles irão aumentar o preço dos serviços e das mercadorias essenciais, e fazer com que cada centavo do seu salário seja usado para pagar água, energia, gás de cozinha, etc.

VAMOS DEFENDER NOSSAS RIQUEZAS 

Temos como impedir que nossas riquezas sejam entregues. Participe da Jornada Nacional em Defesa da Soberania. Saiba como.

O que é a Jornada Nacional em Defesa da Soberania?

A Jornada Nacional em Defesa da Soberania é uma campanha que tem como tema “A Riqueza do Brasil não se entrega”. Irá denunciar e impedir a venda das empresas públicas e outras riquezas que são patrimônio do povo brasileiro. 

Durante esta semana serão realizadas em todo o país, de maneira simultânea, milhares de atividades que irão conscientizar o povo sobre os riscos da entrega de nosso patrimônio. 

Porque realizar a Jornada?

O patrimônio público e natural do Brasil pertence ao povo, mas atualmente está sendo vendido pelo Ministro Paulo Guedes, que segundo ele próprio, deseja privatizar tudo.

O que está na mira das privatizações são empresas que são fruto do esforço e dos recursos de cada brasileiro e brasileira. Estamos falando da Petrobras, Eletrobras, Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica e centenas de outras empresas públicas federais, estaduais e municipais que irão deixar de ser públicas e passarão a ser propriedade dos bilionários. 

Além disso, temos ainda as riquezas naturais como petróleo, minérios e água  que estão indo parar nas mãos de empresas privadas. 

ISSO É UM ABSURDO!  Temos o risco de chegarmos no final do próximo ano sem empresas que demoraram meio século para serem estruturadas e que prestam serviços essenciais para a população. 

Como participar da Jornada?

Para facilitar sua participação na Jornada, elaboramos uma proposta de roteiro. Não precisa ser realizado exatamente como está apresentado, mas aqui estão algumas dicas para facilitar as coisas para você.

O passo-a-passo

1° – REÚNA UM GRUPO DE PESSOAS PARA ORGANIZAR A ATIVIDADE 

Não precisa ser muita gente, procure as pessoas dispostas e discuta com ela os objetivos da Jornada. Quando convencer o grupo é o momento de organizar a ação.

2° – ESCOLHA UM LOCAL OU PÚBLICO PARA REALIZAR A AÇÃO

Você deverá discutir com seu grupo em que local será feito a ação e a quem será dirigida. A atividade pode ser no bairro, no ponto de ônibus, na escola, na igreja, no trabalho, etc.

O grupo pode definir que a atividade será voltada para algum público específico, por exemplo: moradores de um bairro, passageiros de um ônibus, frequentadores de uma igreja, usuários de posto de saúde, colegas de trabalho ou de escola, ou mesmo pessoas que estão passando em algum local público. 

3° – DEFINA O TIPO DE ATIVIDADE QUE SERÁ FEITO

O tipo de atividade a ser realizada é da escolha do grupo. É importante que seja possível de fazer e que seja compreensível para o público que pretende atingir.

Pode ser uma colagem de cartazes em algum local público, um oficina, uma banquinha de distribuição de materiais, uma apresentação teatral ou uma roda de conversa com vizinhos e colegas. O importante é fazer algo!

Temos no link uma lista de materiais que podem ser reproduzidos e facilitar a ação planejada.

Procure colher o contato das pessoas que participaram da atividade, com uma lista de presença contendo nome, telefone ou e-mail. Isso será útil para um contato posterior, e pode ajudar no processo de mobilização para outras atividades e para a divulgação de materiais da campanha.

4° –  DIVULGUE NAS REDES SOCIAIS

Se for conveniente, divulgar pelas redes sociais a sua atividade para ampliar o número de participantes. Motive sua rede de contatos à lhe ajudar na convocação. 

O registro da atividade é importante, tire fotos e faça vídeos, grave depoimentos dos participantes e compartilhe nas redes sociais e na nossa página do Facebook e Instagram. 

ORIENTAÇÃO PARA AS REDES SOCIAIS

Em primeiro lugar, passe essa mensagem adiante para que mais pessoas conheçam e possam se engajar na campanha por aqui ou pelo post no face.

Além disso, vocês pode participar de várias formas: 

🖼 Use os cards da campanha em suas redes e de suas organizações: CLIQUE AQUI

👤 Altere sua foto de perfil nas redes sociais: CLIQUE AQUI

🚘 Reproduza o adesivo de carro com a marca da campanha e organize um adesivaço na sua cidade: CLIQUE AQUI

📄 Produza panfletos e outros materiais com a identidade visual da campanha: CLIQUE AQUI

📰 Reproduza e distribua o Jornal Brasil de Fato Especial: CLIQUE AQUI

A Campanha em defesa da soberania continua em 2020 buscando unir os trabalhadores do serviços públicos, das empresas estatais e as organizações do povo brasileiro na luta em defesa das estatais, do nosso território e das nossas riquezas naturais.

P.S.: Não se esqueça de usar a hashtag (#nossariquezanãoseentrega)

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