Mulheres da Intersindical se unem contra a opressão capitalista que retira direitos

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A abertura do 1° Encontro de Mulheres da Intersindical Central da Classe Trabalhadora foi marcada por uma forte demonstração de unidade e resistência contra os avanços do capital na retirada de direitos e contra a precarização das relações econômicas e sociais.

“Nós sabemos que o capitalismo se vale da opressão para se expressar e é por isso que hoje vivemos tantos projetos de lei com avanços conservadores, destacou Eneida Koury, primeira mulher presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

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Eneida lembrou do PL 4330, da terceirização, que vai afetar principalmente as mulheres;  da reforma da Previdência que iguala a idade de aposentadoria para homens e mulheres e da taxa de juros exorbitante “que tira a possibilidade de vida das nossas famílias para dar para os rentistas”.

“O novo feminismo deve ser um feminismo classista porque todas nós somos trabalhadoras, sem o feminismo que combate as opressões não vamos pôr fim ao capitalismo”, destacou Eneida Koury.

Mulheres ganham 30% menos do que os homens, mesmo com a mesma qualificação e no desempenho das mesmas funções, segundo o Instituto de Pesquisa econômica aplicada (IPEA). “Mulheres negras ganham ainda menos que as brancas”, pontuou Luciete Silva, do Círculo Palmarino.

Ela lembrou que o Brasil foi o último país a abolir a escravidão e que a sociedade brasileira sofre com esse atraso, o que se reflete nas constantes tentativas da direita de impor condições de trabalho desumanas aos trabalhadores e trabalhadoras, com reflexos ainda mais destrutivos para as mulheres negras.

 “Reconhecer a desigualdade de gênero é o primeiro passo em direção à transformação dessa realidade social”, destacou Rute Alonso, da União de Mulheres. “Excluir a perspectiva de gênero, como ocorreu recentemente no Brasil, significa aceitar que as desigualdades entre homens e mulheres decorrem da constituição biológica e não de um longo processo de construção social que associa o masculino à superioridade e o feminino à inferioridade”.

A chilena Viviana Abud, coordenadora de mulheres da Federação Social Mundial, fez questão de destacar que a situação vivida atualmente pelo Brasil, Argentina, Chile e Venezuela, reflete  o ataque do capitalismo sobre a classe trabalhadora. “Essa luta não é de um povo, um gênero ou de um país, temos que seguir o caminho de unidade. Homens e mulheres têm que abraçar juntos a luta contra essa exploração. Os governos progressistas lamentavelmente estão recrudescendo e isso é perigoso”, afirmou.

Mônica Soares, da secretaria de Combate às Opressões da Intersindical Central da Classe Trabalhadora, disse que é hora da mulher se empoderar  “Precisamos nos colocar na perspectiva de  combate a essa série de duros ataques, contra o empobrecimento de nossas famílias, contra a reforma da Previdência que retira a perspectiva de futuro de nossos filhos e netos”. 

 

 

 

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