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Homem atropela e mata trabalhador sem terra do MST em Valinhos (SP)

Homem atropela e mata trabalhador sem terra do MST em Valinhos (SP)

TODA SOLIDARIEDADE À FAMÍLIA DO TRABALHADOR SEM TERRA LUIZ FERREIRA DA COSTA E A TODOS MORADORES DO ACAMPAMENTO MARIELLE VIVE, DO MST

A Intersindical Central da Classe Trabalhadora lamenta profundamente e expressa sua solidariedade à família de Luiz Ferreira da Costa, trabalhador sem terra assassinado na manhã de hoje (18), em Valinhos, cidade a uma hora de São Paulo, e a todos os  militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A morte foi resultado de um atentado bárbaro, um atropelamento criminoso, em alta velocidade.

Cerca de 500 integrantes do acampamento Marielle Vive distribuíam alimentos da reforma agrária na Estrada do Jequitibá, km 7, em frente à entrada do acampamento, e conversavam com os motoristas que passavam. A ação tinha o objetivo de protestar contra a falta de fornecimento de água às famílias. Desde que a área foi ocupada, em abril do ano passado, a prefeitura de Valinhos se recusa a garantir água aos acampados.

Foi quando um homem, dirigindo uma camionete em alta velocidade e na contramão, atropelou os manifestantes, como em um atentado terrorista. Além de vários feridos, o atropelamento causou a morte de Luiz Ferreira da Costa, de 73 anos, que morava no acampamento Marielle Vive e era militante do MST.

De acordo com testemunhas no local, antes de fugir, o homem ainda ameaçou os manifestantes com uma arma de fogo.

Cerca de mil famílias vivem no Acampamento Marielle Vive, ocupado em 14 de abril de 2018, um mês após a execução da vereadora Marielle Franco.

É impossível desassociar o atentado ao clima de ódio criado em nosso país. O governo brasileiro quer instalar um regime de terror contra os movimentos populares e todos aqueles que lutam por seus direitos, especialmente os mais pobres.

A Intersindical reforça sua solidariedade à família de Luiz, às famílias do Acampamento Marielle Vive e a todos os militantes do MST, que fazem a luta justa por reforma agrária em nosso país.

Texto: Matheus Lobo

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