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Greve dos Bancários completa 22 dias e bancos não negociam

A greve dos bancários completa 22 dias, nesta terça (27/9), o movimento já é maior que o ano passado quando durou 21 dias. O Comando Nacional dos Bancários enviou carta à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) reiterando a disposição para negociar

“A intransigência dos banqueiros, que se negam a retomar as negociações e defendem reajuste abaixo da inflação faz da greve na Baixada uma das mais fortes do país. Das 132 agências existentes em Santos, o maior polo da categoria na região, aproximadamente 118 estão fechadas. Nas demais cidades da Baixada, do total de 163 unidades, 114 foram paralisadas” afirma Ricardo Saraiva Big, secretário geral do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

Segundo os números nacionais, já são mais de 13 mil agências paralisados no Brasil, aproximadamente 57% dos locais de trabalho.

A Fenaban também foi avisada da reunião realizada na segunda-feira (26/9), em São Paulo, por representantes dos bancários, que informaram, ainda, estarem dispostos a negociar. Até o fechamento desta edição não havia retornado ao pedido. “A única forma de a greve ser encerrada é com a retomada dos bancos às negociações”, frisa Eneida Koury, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

“A categoria quer aumento digno para salários e PLR, valorização dos vales e do auxílio-creche, melhores condições de trabalho, mecanismos de proteção aos empregos. As instituições que compõem a mesa de negociação da Fenaban – Itaú, Bradesco, Santander, BB e Caixa – lucraram quase R$ 30 bi nos seis primeiros meses deste ano. Mesmo ganhando tanto, o setor extinguiu mais de 9 mil postos de trabalho de janeiro a agosto de 2016”, finaliza.

Os banqueiros não apresentam nenhuma alternativa senão a proposta rejeitada de 7% e abono único de R$ 3.300,00. Reajuste abaixo da inflação.

Principais reivindicações dos Bancários (as):

Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de reajuste;

PLR: 3 salários mais R$8.317,90;

Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último);

Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo);

Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês;

13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês;

Melhores condições de trabalho com o fim das metas e do assédio moral que adoecem os bancários;

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas;

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários;

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Fonte: Sindicato dos Bancários de Santos e Região

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