Educação privada paralisa contra retirada de seus direitos pelos donos das escolas

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Paralisação da educação privada contra os reflexos da Reforma Trabalhista

Diante da intransigência do donos das escolas privadas, os professores realizaram hoje um dia de greve, paralisando fortemente dezenas de escolas, em uma massiva assembleia que terminou agora, às 16h, em frente à sede do sindicato da categoria, o Sinpro-SP, centenas de professoras e professores decidiram realizar na próxima semana uma nova paralisação para decidir a manutenção da convenção coletiva.

Apesar de os empresários donos de escolas privadas querem, acabar com a convenção coletiva da categoria, que sintetiza os direitos e garantias conquistados em mais de 20 anos de lutas e negociações. 

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As escolas particulares querem reduzir o período de recesso de vinte para trinta dias, alterar o direito de férias e acabar com bolsas de estudos.

Para a Fepesp (Federação dos Professores do Estado de São Paulo), o que está em jogo é a convenção coletiva plena e universal. garantindo os direitos estabelecidos.

A assembleia de São Paulo, conduzida pelo Sinpro-SP, deu uma grande demonstração de unidade entre professoras e professores e a compreensão do que está em risco nesse processo de negociação com a patronal.

Após a realização da massiva assembleia, a categoria saiu em passeata em direção ao MASP realizando uma bela atividade para dialogar com a população da cidade de São Paulo.

“A Intersindical Central da Classe Trabalhadora reitera o apoio à greve e se soma à Fepesp e ao Sinpro-SP na pressão ao sindicato patronal e exige o respeito aos direitos e às conquistas e o respeito à convenção coletiva”, disse Edson Carneiro Índio, Secretário Geral da central.

Donos de escolas pressionaram aprovação da Reforma Trabalhista

O que os empresários da escolas particulares querem é contratar trabalhadores sem nenhum direito e sem se submeter a nenhuma legislação, nem ao que está na lei, nem nas convenções coletivas, o que a rigor foi o texto da convenção da Reforma Trabalhista, aprovada no ano passado.

Os donos de escolas particulares estão entre os setores que mais que mais pressionaram os deputados a votar em favor da reforma trabalhista em 2017.


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