Conselho de Ética instala processo de cassação do famigerado Eduardo Cunha

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INTERSINDICAL Central da Classe Trabalhadora

O Conselho de Ética da Câmara instaurou na nesta terça-feira (3/11) o processo que vai analisar o pedido de cassação do mandato do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Uma decisão do colegiado, entretanto, ampliou as possibilidades de aliados do peemedebista ocuparem a relatoria do processo por quebra de decoro parlamentar.

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Cunha foi citado em depoimentos de investigados pela Operação Lava Jato como um dos beneficiários de US$ 5 milhões do esquema de desvios de recursos da Petrobras. Além disso, autoridades da Suíça informaram o Ministério Público brasileiro que encontraram contas em nome de Cunha e seus familiares.

O peemedebista é alvo de inquérito apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, mas pode sofrer novas acusações no Supremo Tribunal Federal (STF) por causa das contas secretas no exterior. Ele ainda é acusado de ter mentido à CPI da Petrobras ao negar que possuía contas no exterior.

Eduardo Cunha 019

Manobra pela relatoria do processo

O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), decidiu adotar a formação atual de blocos partidários para a organização do sorteio que deu origem a uma lista de três nomes de onde será escolhido o relator do processo. Os sorteados foram os deputados José Geraldo (PT-PA), Vinicius Gurgel (PR-AP) e Fausto Pinato (PRB-SP).

Pelo Código de Ética da Casa, não podem assumir a relatoria deputados do estado, do partido e do bloco partidário do representado, no caso, Cunha. Ou seja, ficaram de fora do sorteio parlamentares do Rio de Janeiro, do PMDB e do bloco do qual a legenda faz parte.

A escolha de um relator favorável é crucial para Cunha, pois será ele quem apresentará o texto a ser votado pelo colegiado. Nos bastidores, o mapeamento da posição de cada conselheiro apresenta um cenário dividido entre aqueles com tendência pró-Cunha, anti-Cunha e os indefinidos.

A partir de hoje começam a contar os 90 dias úteis de duração do processo contra Cunha. A previsão é de que a apreciação do caso só seja concluída entre março e abril do ano que vem devido ao recesso parlamentar e feriados, como o do carnaval.

Leia também: Todos e todas às ruas neste domingo (8), em São Paulo e diversas cidades!

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