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BC mantém juros que sufocam economia e amplia desemprego

Selic a 14,25% é verdadeira “Bolsa Banqueiro” mantida pelo governo

É a quinta vez que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne e mantém em 14,25% a taxa básica de juros (Selic). Para desespero dos brasileiros, dois integrantes do colegiado votaram pelo aumento e seis pela manutenção da taxa. A decisão foi anunciada na noite de quarta-feira (2).

A Selic tem sido o mecanismo mais perverso de transferência de recursos do tesouro para os agiotas do sistema financeiro. E a taxa de juros em geral é também perversa com o povo brasileiro, transferindo renda dos assalariados e os pobres para os banqueiros, verdadeiros agiotas oficiais.

“O governo compromete praticamente a metade da arrecadação federal com o pagamento de juros aos bancos. Por outro lado, a Selic nesse patamar desestimula investimentos produtivos, pois as empresas preferem ganhar dinheiro no mercado financeiro ao invés de aumentar a produção. Com isso, os grandes empresários e banqueiros seguem lucrando muito, apesar da queda da atividade, principalmente na indústria nacional”, afirma Edson Carneiro Índio, Secretário-Geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora.

Cada 1% na taxa Selic corresponde a cerca de R$ 27 bilhões a menos nos cofres públicos, impactando fortemente a capacidade de financiar as políticas sociais. Em 2015, os juros nominais devidos pelo setor público alcançaram cerca de R$ 500 bilhões (meio trilhão de reais!), tendo registrado pouco mais de R$ 300 bilhões em 2014.

Enquanto o governo engorda os lucros dos banqueiros e demais agiotas oficiais, tem o disparate de propor uma reforma da Previdência que acaba com direitos sociais e torna ainda mais distante o exercício do direito à aposentadoria.

“A luta contra a manutenção das taxas de juros nas alturas, bem como da política econômica recessiva é uma das bandeiras que unifica os movimentos sociais na construção da marcha à Brasília no próximo dia 31 de março. Chega de juros escorchantes! Chega de recessão e desemprego!”, conclui Índio.

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