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Assembleia de Trabalhadores da UFRGS aprova nova greve dias 8, 15 e 16 de junho

Reitoria age de forma autoritária e sem diálogo com os grevistas

Os trabalhadores em greve da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) lotaram o saguão da Reitoria na última quinta-feira (2/6) para Assembleia Geral da categoria. O sentimento era de indignação com o reitor Carlos Alexandre Netto, que se negou a receber o comando de greve e negociar a pauta de reivindicações.

Nos informes, os integrantes do comando deram relato da reunião com o terceiro escalão da Administração sobre a pauta da greve. E se limitaram a dizer que a questão do login era exigência do Ministério Público Federal (MPF) e não estava em negociação, ignorando os problemas do sistema e esquecendo-se que o MPF recomendou o ponto biométrico.

Sobre a assinatura dos planos de flexibilização, os representantes da Administração afirmaram que o reitor estaria disposto a negociar, mas somente depois da desocupação da reitoria e exclusivamente com a Comissão de Flexibilização e não com o comando de greve ou com a Associação dos Servidores da UFRGS (Assufrgs).

Diante do desrespeito com o movimento grevista, os trabalhadores técnico-administrativos decidiram manter o estado de greve e tirar um novo calendário de greve.

Também se manifestaram contra a candidatura da chapa 3 para a consulta para reitor, encabeçada por Rui Opermann, porque representa a continuidade do autoritarismo, descaso e desrespeito com as demandas da comunidade universitária que marcaram as gestões Alex/Rui.

Com o término da greve de 72 horas, a Assembleia deliberou pelo fim da ocupação da reitoria,   e comemorou a vitória da mobilização da categoria, que compareceu em peso as atividades e garantiu o prédio fechado desde o fim da tarde de segunda-feira (30/5).

Deliberações:

Estado de greve por tempo indeterminado, pela assinatura dos planos de flexibilização e contra o sistema de login.

Dia 16/6 – Oppermann NÃO!

Nenhum TAE participa das mesas eleitorais da consulta.

Reivindicar a retomada da mobilização pela Fasubra da campanha 30 horas para todos.

Greve nos dias 8, 15 e 16/6.

Manifestação nos debates dos candidatos a reitor, para que se posicionem sobre nossa pauta (paridade, flexibilização e suspensão do login) e para mostrar nossa oposição à chapa de Rui Oppermann.

Manifestação no Consun  e no show de Maria Bethania sobre a greve.

Terminada a Assembleia, caminhada até o ICBS, onde o administrativo da Reitoria funciona nos dias de obstrução do acesso ao prédio principal.

Calendário

7/6: reunião do comando de mobilização da greve, com representantes das unidades. Na Assufrgs, às 17h.

8/6: greve de 24 horas e manifestação no debate dos candidatos, às  9h, no Salão de Atos.

14/6: envio de uma representação para o debate dos candidatos a reitor no Campus Litoral Norte, às 14h.

 

 

15 e 16/6: greve de 48h – Dia 16 Oppermann não; pela assinatura dos planos de flexibilização; contra o login.

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