Violência policial tira a visão de estudante. Mídia trata caso com cinismo

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A estudante da Universidade Federal do ABC Débora Fabri foi atingida por estilhaços de bombas no rosto na última quarta-feira (31), durante a manifestação pacífica e democrática na cidade de São Paulo. A manifestação reunião pessoas contrárias ao golpe chancelado pela maioria do Senado Federal.

Débora ficou cega de um dos olhos. O caso foi noticiado por Reinaldo Azevedo, colunista da Veja, com sarcasmo e cinismo.

O título do post de Azevedo: “UFABC – Se Débora estivesse cega dos dois olhos, seria ainda mais útil às esquerdas”.  No texto, o colunista tenta sensibilizar a direita a partir do caso de Debora, isenta a ação truculenta e desproporcional da PM paulista e joga a culpa na presidenta afastada. Diz ele textualmente: “No momento, a principal responsável pela violência é Dilma Rousseff”.

A truculência da PM nas manifestações contra o golpe tem surpreendido os próprios manifestantes, uma espécie de estado de sítio, com bombas de gás gratuitas, pancadaria e balas de borracha.

Durante a ação policial de quarta-feira na capital paulista, os fotógrafos Willian Oliveira e Vinicius Gomes foram detidos pela polícia. O equipamento de trabalho de Vinicius foi destruído durante a abordagem policial.

Em nota sobre o caso, o Levante Popular da Juventude, afirma: “Repudiamos veementemente a ação da Polícia Militar do governador Geraldo Alckmin. Exigimos apuração, identificação e punição dos responsáveis imediatamente. Essa é a marca desse governo ilegítimo e desse golpe: violência, truculência e autoritarismo. Não tolera a democracia, a liberdade de expressão, a soberania popular. Querem nos tirar tudo, desde os nossos direitos à nossa voz: não permitiremos! Michel Temer e seu governo não nos representa, muito menos irá nos intimidar. Tomaremos todas as medidas judiciais e políticas cabíveis. Lutaremos e resistiremos em todas as trincheiras!”.

“Muito triste o que aconteceu com a Débora, que tem toda nossa solidariedade. É inaceitável essa truculência e irresponsabilidade da ação repressiva do Estado. Mas não calarão a resistência social ao golpe e à repressão ilegítima”, afirma o Secretário-Geral da Intersindical, Edson Carneiro Índio.

Debora Fabri 0003

INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora

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