‘Vamos’ avança no 1º debate sobre a democratização da economia

‘Vamos’ avança no 1º debate sobre a democratização da economia

'Vamos' avança no 1º debate sobre a democratização da economia

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

A Intersindical Central da Classe Trabalhadora integrou o primeiro debate sobre a democratização da economia, realizado pela Frente Povo Sem Medo, por meio da plataforma Vamos!, na última terça-feira (12) à noite em São Paulo. Edson Carneiro Índio, secretário-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora falou ao lado dos economistas Laura Carvalho e Luiz Gonzaga Belluzzo, do sociólogo Ruy Braga e de Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Beluzzo abriu o debate dizendo que “economia democrática é fazer com que as pessoas se libertem do jugo do desemprego e da política pela qual o Estado brasileiro investe cada vez menos”.

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

“O mercado dita a política econômica, redemocratizar significa retirar, pela política, o poder do mercado (que só visa o lucro para poucos). Não tem outro jeito, porque se você for discutir as questões achando que pode convencê-los de que tem razão… não vai dar certo”, explicou o economista.

“Esta crise está ancorada no desemprego selvagem. É preciso fazer com que as pessoas se libertem do desemprego, fazer com que o investimento público se recupere. A teoria econômica prevalecente não cuida de explicar o que está acontecendo e sim de justificar o que eles querem que aconteça, que a gente economize para pagar juros aos credores. Se você liga a Globonews, você só ouve a repetição dessa linha teórica, não podemos ter medo de sair da caixinha”, disse Belluzzo.

Laura Carvalho destacou que os grupos que comandam o país hoje enxergam a democracia como um entrave. “Esse discurso dominante enxerga a democracia como um custo, enxerga o Estado de bem estar e os serviços públicos como entrave ao crescimento e como causa desse colapso econômico”.  “O programa do lado de lá tenta livrar a sociedade das suas próprias escolhas e escolher por elas, para benefício deles poucos”, explica.

“A desigualdade é um entrave para qualquer tipo de crescimento econômico, por isso, a inclusão, não apenas de renda, mas também de serviços públicos, como moradia, transporte, saúde e educação, são fundamentais”, afirmou.

Laura defendeu um Estado que pense, estude e volte a investir, e não apenas receba e execute as demandas do setor privado.

Negociação coletiva

Edson Carneiro Índio, da Intersindical, destacou a necessidade de se buscar a política de valorização do salário mínimo (que cria um efeito cascata para cima, elevando os salários em geral) e fortalecer as negociações coletivas. “Temos que ir no sentido contrário da individualização da relação trabalhador/empresa, precisamos da luta coletiva, da contratação coletiva, da negociação coletiva para a melhoria das condições de vida, para isso precisamos fortalecer o movimento sindical, coisa que o golpismo faz no sentido contrário”.

“Queremos desenvolvimento social, satisfação das necessidades básicas da população com respeito aos limites da natureza, investimento vigoroso em ciência, pesquisa, tecnologia, mas que elas estejam a serviço da humanidade, da classe trabalhadora, do povo brasileiro, e não ser apropriada por aqueles que querem ampliar a exploração, a acumulação e aumentar suas fortunas”, destacou o dirigente.

Já o sociólogo Ruy Braga defendeu a renovação da esquerda. “Não podemos mais ter receio de ter posições de esquerda, a esquerda precisa pensar de um jeito diferente ”.  “Ser de esquerda não é defender investimentos de bancos públicos no agronegócio”.

Bancos públicos

A presidenta do Sindicato dos Bancários, Ivone Silva, ressaltou a importância da existência dos empregos e bancos públicos para viabilizar atividades econômicas que o sistema financeiro privado, que visa apenas o lucro, não faz. “O sistema financeiro só faz especulação, compra os títulos públicos e não aplica no desenvolvimento. Por isso os bancos públicos são importantíssimos para o país.”

Ivone citou a crise mundial iniciada em 2008, em que os bancos públicos, como a Caixa e o Banco do Brasil, tiveram papel fundamental nas políticas anticíclicas desenvolvidas pelo governo brasileiro. “O que estão fazendo é terminar o que começaram na década de 90, privatizando as empresas públicas. Não temos um único banco público em São Paulo. O Banespa era importantíssimo para o interior do estado, para agricultura. E a Nossa Caixa foi incorporada pelo Banco do Brasil. Hoje, os governos municipal (de São Paulo, com João Doria),  estadual (com Geraldo Alckmin) e federal têm o mesmo discurso, que é privatizar tudo.”

Foto: Mídia Ninja


INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora
Clique aqui e curta nossa página no Facebook
Inscreva-se aqui em nosso canal no YouTube

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

COMPARTILHE
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

Já assistiu nossos últimos vídeos no YouTube?

Nilza, pela Intersindical, neste #24JForaBolsonaro na Paulista
Nilza, pela Intersindical, neste #24JForaBolsonaro na Paulista
Edson Índio, Secretário Geral da Intersindical, neste #24JForaBolsonaro, na Paulista
Edson Índio, Secretário Geral da Intersindical, neste #24JForaBolsonaro, na Paulista
Camila, das Brigadas Populares, no #24JForaBolsonaro na Paulista
Camila, das Brigadas Populares, no #24JForaBolsonaro na Paulista
Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários