Tucano entra com pedido de reintegração de posse da Alesp: estudantes insistem em CPI da Merenda

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O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Fernando Capez (PSDB) entrou na Justiça com um pedido de reintegração de posse do plenário ocupado por estudantes que exigem a aprovação da CPI da Merenda. A Polícia Militar já está no prédio e atua no controle do acesso ao plenário ocupado.

Estudantes e alguns deputados esperam que a saída possa ser negociada e disseram que farão um cordão de proteção aos estudantes, caso a Justiça decida pela reintegração de posse, para evitar que haja violência na ação da Polícia Militar.

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“Pedimos apoio de cada um para evitar o confronto policial e ver de perto como o Estado de São Paula trata a juventude, menores de idade, famintos. O Governo do Estado de São Paulo será culpado pela violência da reintegração”, publicaram os estudantes no Facebook.

O deputado Carlos Giannazi (PSOL) disse que a presidência da Alesp está sendo pressionada pela chamada bancada da bala, para que “haja uma ação truculenta da Polícia Militar” na desocupação.

Segundo Giannazi, entidades como a OAB e o Conselho Tutelar foram convidadas a acompanhar o protesto “para que não haja retirada truculenta de uma manifestação pacífica, em que os alunos estão dando uma verdadeira aula de cidadania e movimentando uma assembleia que não funciona, que não vota nada, que não investiga ninguém, que não tem representado os interesses da sociedade”.

Fraude na merenda

São necessários 32 votos para a abertura da CPI da Merenda, mas até o momento só há 25 votos a favor.

O presidente da Alesp, Fernando Capez, disse ter votado a favor da abertura da CPI, mas não soube explicar porque deputados aliados não se manifestaram pela instalação da comissão que poderá investigar a fraude na merenda.

Capez, citado nas investigações de fraude na merenda, diz que se considera uma “vítima” por ter seu nome envolvido no esquema. As irregularidades nos contratos para fornecimento de merenda para escolas da rede pública de ensino do estado são investigadas pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil na Operação Alba Branca.

 

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