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Trabalhadores ocupam Câmara de Altamira (Pará) e evitam votação de projeto que prevê privatização da água

INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora

Nesta terça-feira, 08, trabalhadores de diversos movimentos sociais e sindicais, como professores do Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Estado do Pará) e militantes do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, ocuparam pela terceira vez a Câmara dos Vereadores de Altamira, no Pará.

A ação direta ocorreu para evitar a votação da nova Lei de Saneamento da cidade (PL 132/2015) que prevê a privatização da água por meio de um acordo entre a Norte Energia, Prefeitura e Governo Federal. A proposta do Prefeito Domingos Juvenil (PMDB) conta ainda com o apoio de mais oito vereadores.

Ativistas do movimento Xingu Vivo chegaram a ser intimidadas violentamente, tendo seus instrumentos tomados pela Polícia Militar e bolsas revistadas.

Atualmente Altamira não possui tratamento de esgoto e o fornecimento de água é feito pela Cosampa (Companhia de Saneamento do Pará), gerida pelo governo do estado.

Com o processo de sucateamento, “ampliado pelo governo Simão Jatene (PSDB) desde seu primeiro mandato, estima-se que a empresa atenda apenas 30% de sua capacidade no município”, afirma Mônica Brito, Secretária de Combate às Opressões e dirigente do Sintepp. Soma-se a isso dividas e demissões que resultaram em atualmente a empresa contar com apenas 12 trabalhadores.

Enquanto a companhia de saneamento é propositalmente sucateada, a instalação da rede de esgoto de Altamira omite um detalhe: o projeto prevê que ele seja despejado diretamente nas águas represadas da Usina de Belo Monte, assim que esta iniciar suas operações.

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