Trabalhadores de imprensa da EBC reivindicam melhores salários e são chamados de radicais por ministro das comunicações

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Trabalhadores de imprensa da EBC em GREVE

Desde o dia 10 de novembro os trabalhadores de imprensa da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) estão em greve. Os trabalhadores pedem aumento salarial, mas a empresa ofereceu apenas 3,5% de reajuste, sendo que a inflação já chegou a quase 10%. Eles também pedem um aumento linear de R$ 450 para todos os cargos, para diminuir a diferença dos que têm salários mais altos.

Enquanto os superintendentes da empresa, que sustentam cargos indicados politicamente, têm salários entre R$ 13 mil e R$ 29 mil, os trabalhadores das redações, que são concursados, têm como proposta de aumento menos de 4% para um piso de R$ 2.190,00.

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Nesta terça-feira, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Edinho Silva, acusou os trabalhadores de abandonar a mesa de negociações, chamando-os de radicais, alegando que se trata de um pequeno grupo.

“Acredito q a EBC está optando não por uma via política, que privilegie a negociação com os trabalhadores, mas preferiram que as coisas se decidam diretamente na justiça”, rebate Nelson Lin, jornalista da EBC e membro da Chapa Sindicato é Pra Lutar, oposição no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Na próxima sexta-feira, 20, está marcada audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho e infelizmente a atual direção do sindicato tem se mostrado um tanto ausente em encampar lutas por direitos dos trabalhadores, como esta. Para divulgar sua luta, os trabalhadores abriram o Blog da Comissão de Empregados da EBC que pode ser acessado clicando aqui.

Leia a nota da Comissão de Empregados da EBC:

Por que estamos em greve?

Nós, funcionários da EBC, Empresa Brasil de Comunicação, estamos em greve desde terça-feira, 10, lutando por aumento salarial. A empresa nos ofereceu 3,5% de reajuste, enquanto a inflação oficial do último ano chegou a quase 10%. Na prática, cruzamos os braços para que nosso salário não perca poder de compra. Também queremos um aumento linear de R$ 450 para todos os cargos, o que será melhor para quem ganha menos. Nosso piso salarial é de R$2.190.

A EBC é uma empresa pública, mantida com dinheiro de impostos, criada em 2007 para servir de alternativa aos grandes veículos de imprensa brasileiros, todos privados. A EBC mantém a TV Brasil, a Agência Brasil, além de 8 rádios, como a Rádio Nacional e a Rádio MEC. O canal NBR e o programa de rádio Voz do Brasil são também são produzidos pela EBC, como prestação de serviço para a Presidência da República.

Nossa greve é em defesa de um projeto de comunicação pública independente e de qualidade. Os países considerados mais avançados possuem sistemas públicos de rádio e TV, como a BBC, na Inglaterra, e a NHK, no Japão.

Nossa luta é pela moralidade no serviço público. A diretoria da EBC nos ofereceu um reajuste que não repõe o que é perdido com a inflação, no entanto, aumentou os salários dos altos cargos em março. Enquanto a empresa diz que a crise econômica é culpada por perdermos o poder de compra de nossos salários, os salários de nossos superintendentes, gerentes executivos, assessores etc, variam entre R$ 13 mil e R$ 22 mil. Como comparativo, diretores-presidentes de importantes agências do governo federal (como ANATEL e ANCINE) ganham cerca de R$ 13 mil. O diretor-presidente da EBC ganha R$ 29 mil, quase o mesmo que a presidente da república e os ministros dela. Estes cargos são ocupados em sua maioria por pessoas não concursadas, escolhas políticas. Mas, para os empregados concursados, não existe dinheiro sequer para reposição salarial.

Defendemos a comunicação pública e acreditamos que a EBC deve cumprir um papel fundamental na complementaridade dos sistemas de radiodifusão e criar um ambiente de pluralidade de vozes na comunicação brasileira. Expomos seus problemas para que a sociedade possa atuar na defesa de seu projeto original. E é nesse sentido que o movimento grevista vem somar.

Trabalhadores da EBC em luta!
Em defesa da comunicação pública!
Por um reajuste digno!
Pelo fim dos privilégios!


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