agronegócio

Atualmente, as camadas mais ricas da população brasileira desferem os mais violentos ataques contra os Serviços Públicos e contra os Direitos da população.

No final da tarde da última sexta-feira, 4, pistoleiros fortemente armados promoveram uma sessão de violência contra um grupo de 10 famílias que estavam acampadas às margens do Rio Araguaia, no município de São João do Araguaia, no Pará.

Operação do MPT, PRF e Ministério do Trabalho resgatou cinco trabalhadores em uma plantação de eucalipto na fazenda da Agropecuária Vallas.

No período entre 2003 e 2014, o agronegócio foi campeão absoluto na utilização do trabalho escravo, com praticamente 80% dos trabalhadores libertados do trabalho em lavouras, plantação de cana, desmatamento e pecuária. Só esta última foi responsável por 30% dos casos.

Dois irmãos e um amigo foram presos suspeitos de torturar um funcionário da fazenda da família, em São Sebastião do Maranhão. Os policiais também descobriram que os suspeitos seriam perigosos traficantes de drogas da região. Um deles é investigado por envolvimento com a facção criminosa PCC, em São Paulo.

Em carta divulgada após encontro, Conselho Continental da Nação Guarani repudia a reintegração de posse que ordena o despejo das comunidades tradicionais Pindoroky, Nhamõe Guavyray e Guapoy Guasu, dos povos Guarani e Kaiowá, em Mato Grosso do Sul.

A questão agrária continua sendo uma chaga aberta na formação social brasileira. Um problema que não poderá ser resolvido sem uma ampla Reforma Agrária Popular no país, que altere a relação entre os explorados do campo (sem-terras, pequenos agricultores familiares e trabalhadores rurais assalariados, povos tradicionais, indígenas) e os grandes proprietários (latifundiários) e empresários (agronegócio).

O plenário da Câmara dos Deputados concluiu, nesta terça-feira (12), a votação do PL 9.206/17, que permite o parcelamento de dívidas de produtores rurais (pessoas físicas, cooperativas e intermediários) com descontos e diminui a contribuição social sobre a receita bruta devida pelo setor a título de contribuição previdenciária dos trabalhadores rurais. A matéria será enviada ao Senado. Na Agência Câmara.

Na tarde desta quarta-feira (6), por volta das 16h30, dois homens armados cercaram o dirigente do MST, Silvio Netto, apontando armas contra sua cabeça. Silvinho, como é conhecido, voltava da área Quilombo Campo Grande (antiga Usina Aridnópolis), onde é assentado, quando os homens o obrigaram a parar o carro e realizaram as ameaças.

Falta de locais adequados para alimentação, de equipamentos de proteção individual e indícios de controle de ponto irregular foram algumas das irregularidades trabalhistas flagradas pela operação conjunta realizada no extremo sul da Bahia na semana passada em fazendas da Agro Unione e da Usina Santa Maria.

Empregados não tinham Carteira de Trabalho assinada e dormiam em barracões sem cama e energia e bebiam água de poço.

Grito dos Excluídos 2017 – O povo da rua não é lixo! Polícia leva cobertores e materiais de trabalho de quem dorme na rua desde que iniciou a gestão. A população de rua recebe jatos de água na madrugada mais fria do ano. Guarda Civil tenta impedir distribuição de sopa quente para moradores de rua e dependentes químicos no dia seguinte.

Carta denúncia da Conselho Pastoral do Pescadores (CPP-MG) sobre a violenta expropriação territorial da Comunidade Tradicional Pesqueira e Vazanteira de Canabrava, em Buritizeiro, Norte de Minas Gerais.

O governo entreguista de Michel Temer, a serviço do grande capital, anunciou na quarta-feira (23) um calendário de seu Programa de Parcerias de Investimento (PPI), que discute concessões e privatizações.

O presidente Temer fez publicar, em acordo com a bancada ruralista, em 1º. de agosto, um dia antes da Câmara dos Deputados proibir o Supremo Tribunal Federal (STF) de investigá-lo, a Medida Provisória (MP) 793/17 que instituiu o mais novo e montanhoso calote do agronegócio contra nós, cidadãos brasileiros. Na prática, a MP promove uma transferência de renda na ordem aproximada de 12 bilhões de reais do Estado brasileiro para o agronegócio.

Para o agronegócio, a reforma trabalhista não bastou. É preciso fazer uma “revolução” trabalhista. Durante o 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio, nesta segunda-feira (07/08), em São Paulo, a Justiça do Trabalho e a Constituição de 1988 foram dois alvos principais. Os juízes do trabalho foram definidos como “mal formados”. A legislação trabalhista, como “tiranossáurica”. Procuradores, como “loucos”. Eles consideram que os atuais juízes e ministros não endossarão as novas leis.

25 de julho, Dia do Trabalhador Rural. Milhares de trabalhadores rurais ocuparam nesta terça-feira (25), Dia do Trabalhador Rural, fazendas ligadas a processos de corrupção ou a corruptos, e exigem a destinação das terras para assentamento de famílias sem terra, a saída dos golpistas instalados no Planalto e a convocação de eleições diretas.

A nova proposta de reforma trabalhista no campo tem causado indignação em parte da sociedade, obviamente aquela provida de bom senso, pois o Projeto de Lei 6.442/2016, de autoria de Nilson Leitão (PSDB/MT), líder da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), propõe alterações nas leis trabalhistas no campo, que, se aprovadas, poderão levar o país aos tempos da escravidão novamente.

O acampamento Maria da Conceição – 8 de Março realizou nesta segunda-feira, 17, um trancamento na BR 381, na altura de Santa Terezinha, município de Itatiaiuçu, com objetivo de denunciar o despejo iminente das 600 famílias que residem no local. A área pertence à Eike Batista e foi ocupada durante a jornada nacional de lutas das mulheres. 

Nos últimos dias, as 300 famílias do Acampamento Hugo Chaves vêm sofrendo uma série de ameaças e violências, como incêndio criminoso das suas lavouras e disparos de tiros de arma de fogo. Todos sabem o desfecho dessas ações dos fazendeiros e do agronegócio, como vêm ocorrendo sistematicamente na região, com assassinato de trabalhadores rurais.   

As entidades solicitam que o Governo Federal inclua essas pessoas no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos e que a Polícia Federal garanta a segurança do acampamento e dos ameaçados. 

Um indígena ameaçado de morte no sul do Amazonas conta que os grileiros estão usando o Cadastro Ambiental Rural (CAR) para expulsar quem estiver no caminho.

O MST no estado do Pará emitiu na tarde desta quarta-feira (21) uma nota contextualizando o conflito por terras na região de Curionópolis. No último dia 19, as famílias que produzem nas terras reocuparam o local onde fica o Acampamento Frei Henri.

Há um ano, fazendeiros do município de Caarapó, no Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai, massacravam indígenas da etnia Guarani Kaiowá, na reserva Tey’ikue. Fazendeiros e seu jagunços, encapuzados, armados e equipados com retroescavadeiras e caminhonetes, almejavam recuperar suas terras, utilizadas para monoculturas.

A Intersindical Central da Classe Trabalhadora manifesta sua indignação e repúdio a mais uma chacina de trabalhadores e trabalhadoras que ocorreu no Pará, cujo governo de Simão Jatene (PSDB) há 20 anos instalado na máquina pública, já está se acostumando a ver tal situação sem que tome providência no sentido de impedir a concretização dessa  perversa realidade.

Este triste e bárbaro episódio volta a manchar e envergonhar a população do Pará além de denunciar a falência da Segurança Pública e consequentemente, a retomada da escalada da violência no campo.

O ano de 2017 começa a entrar para a história como um dos períodos mais sangrentos para camponeses desde a redemocratização, em 1985. Uma sequencia de três chacinas ocorridas em menos de 15 dias, na segunda quinzena de abril, e deixou 15 mortos. Com o massacre desta quarta-feira (24/05) em Pau D’Arco, no Pará, são 25 homicídios em apenas 40 dias, somente em massacres.

O Observatório dos Conflitos Rurais em São Paulo convida para o seminário “Lutas Sociais Hoje e Questão Agrária em São Paulo” e Lançamento “Dossiê Lutas Sociais no Campo São Paulo 2014 | 2015”.

Vejam o Blairo Maggi falando com “toda a convicção” que todos podem, sem receio de colocar em risco a sua saúde, consumir os produtos do agronegócio: “carnes, grãos, algodão…”.

No dia 17 de abril, próxima segunda-feira, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançará sua publicação anual, Conflitos no Campo Brasil 2016. É a 32ª edição do relatório que reúne dados sobre os conflitos e violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo brasileiro, neles inclusos indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais. O lançamento ocorrerá …

CPT lançará o relatório Conflitos no Campo Brasil 2016 Leia mais »

De Olho nos Mil Parceiros é o nome da campanha de assinaturas do observatório De Olho nos Ruralistas. O projeto de comunicação – com site, reportagens e vídeos especiais – precisa de mil assinantes para sobreviver até abril de 2018.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, é um dos entusiastas do projeto do governo de venda de terras para estrangeiros. Só tem uma restrição: no caso da soja e do milho. Maggi é um dos maiores produtores mundiais de soja e de milho. Em poucos meses de gestão, ele já decidiu privatizar os armazéns de grãos. Detalhe: seu império empresarial, o grupo André Maggi, também possui armazéns.

De Olho Nos Ruralistas lança no dia 30 de março seu primeiro documentário: “Sem Clima – uma República controlada pelo agronegócio”. Qual a relação entre a bancada ruralista e as mudanças climáticas? Ou, pensando no Acordo de Paris: com o Congresso que temos o Brasil será capaz de cumprir o acordo?

O MST no estado do Pará emitiu na tarde desta segunda-feira (20) uma nota para se solidarizar com a família do militante Waldomiro Costa Pereira, que foi assassinado esta madrugada no Hospiotal Geral de Parauapebas, no interior do estado.

Desde a última terça-feira (21) se desenrolou no Tribunal do Júri em Curitiba, Paraná, o julgamento do ruralista Alessandro Meneghel, acusado de ter matado o Policial Federal Alexandre Drummond, em 2012. A sessão terminou na madrugada desta quinta-feira (23).

O Acampamento Riacho de Pedra no município de Gameleira, Zona da Mata sul de Pernambuco, foi atacado na noite deste domingo (12). Camponeses relatam que, em torno das 22h, dois carros se aproximaram do acampamento e dispararam armas de fogo contra os acampados, que fugiram. Em seguida os atiradores atearam fogo em todos os barracos e pertences dos acampados. Os agricultores aguardavam posicionamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que prometera se posicionar em março.

Que a Câmara é ruralista ninguém duvida. Mas no Senado a proporção – inclusive em termos de quantidade de hectares por parlamentar – é ainda maior, como demonstrado no livro Partido da Terra. Essa realidade vem se perpetuando nas últimas décadas, e ganha uma ilustração eloquente na seguinte sequência de ruralistas: José Sarney, Renan Calheiros, ACM, Jader Barbalho, Edison Lobão, Ramez Tebet e Garibaldi Alves Filho.

De empresário mais admirado à prisão em Bangu 9, Eike Batista teve uma trajetória marcada pela bajulação e pela vista grossa a seus métodos. Do ponto de vista agrário, vigorou a lei do silêncio: o avanço de suas empresas ocorreu como se ele não estivesse também ocupando o território brasileiro. Com vários conflitos sociais e ambientais decorrentes de suas atividades – a começar da mineração. O bilionário fugaz deixou rastros. Mas eles ainda são uma caixa-preta: a quem serão destinadas as dezenas de milhares de hectares do empresário?

Mais de dezoito anos separam a morte do trabalhador rural sem-terra Sebastião Camargo e a condenação do assassino, o presidente da União Democrática Rualista (UDR), Marcos Menezes Prochet. Após quase 15 horas de júri popular, realizado nesta segunda-feira (31), em Curitiba, Prochet foi condenado a 15 anos e 9 meses de prisão. O ruralista foi levado preso, mas deve recorrer da decisão.

O apresentador do SBT, Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, foi condenado a pagar R$ 200 mil por danos morais coletivos.