Servidores estaduais do Rio de Janeiro se unem em manifestação marcada para 2 de março

Servidores estaduais do Rio de Janeiro se unem em manifestação marcada para 2 de março

Servidores estaduais do Rio de Janeiro se unem em manifestação

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) do Rio de Janeiro confirmou manifestação para o dia 2 de março, em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em protesto contra o novo calendário de pagamento dos servidores, contra os cortes na Previdência e a tentativa do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) de vincular o reajuste dos salários dos servidores ao aumento da arrecadação.

O passo seguinte, segundo o movimento, será entrar em estado de greve nos dias 16,17 e 18 de março.

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

Caso o panorama continue o mesmo, sem resposta do Estado, a greve geral será a solução encontrada, a partir de 6 de abril.

Gustavo Miranda, coordenador jurídico do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) e diretor da Intersindical Central da Classe Trabalhadora, afirma que os ataques do governador Pezão ao funcionalismo público do Estado precisam ser respondidos à altura.

“A proposta do governador é de aumentar as alíquotas de contribuição previdenciária dos servidores para 14%, revisar todas as aposentadorias e analisar as novas aposentadorias com mais rigor em nome do ajuste fiscal, além de vincular todos os reajustes e aumentos salariais do funcionalismo ao aumento da arrecadação estadual”, diz Miranda.

Diversas categorias já confirmaram a adesão ao movimento grevista contra as decisões do governador do Rio, entre eles, os servidores da educação (que já decidiram por iniciar uma greve geral em 2 de março), do judiciário, da educação, do Ministério Público e da segurança pública.

Mudança no calendário de pagamentos

No fim do ano passado, o governo fluminense alterou o calendário de pagamento de todos os servidores públicos para o 7º dia útil do mês seguinte ao trabalhado.

Até dezembro, o depósito para os funcionários ativos era feito no 1º dia útil do mês e o dos inativos, no 2º dia útil.

Os servidores do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas do Estado recebiam no último dia útil do mês trabalhado.

Além disso, o governo fatiou o pagamento do 13º salário do ano passado e ainda não fez a quitação integral.

Ataque à Previdência Estadual

A proposta do governador é aumentar as alíquotas de contribuição dos servidores de 11% para 14%. Já o Estado aumentaria sua participação de 22% para 28%.

Todas as aposentadorias passariam por uma revisão e os novas aposentadorias seriam analisadas com mais rigor para gerar uma maior economia.

Pezão sofre derrota na Alerj em projeto que acabaria com fundações e autarquia

A participação de sindicatos e movimentos sociais contra as ações do governador fluminense é fundamental neste momento.

Na última terça-feira (23), após o clamor popular, os deputados estaduais do Rio de Janeiro impuseram uma derrota ao governador fluminense e arquivaram o projeto que previa a extinção de seis fundações e de uma autarquia do estado.

O governo ameaçava extinguir a Fundação para a Infância e Adolescência (Fia), a Fundação Anita Mantuano de Artes (Funarj), a Fundação Santa Cabrini, o Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), o Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos (Ceperj), a Fundação da Imagem e do Som (Mis) e a Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj), que é uma autarquia.

A votação pelo arquivamento do projeto de lei 1.292/15 foi unânime. A economia prevista para acabar com as fundações seria de R$ 88 milhões por ano.

No mesmo dia, o governo queria aprovar uma isenção fiscal de R$ 170 milhões em ICMS para a concessionária de energia Light fornecer energia elétrica extra para a realização dos Jogos Olímpicos, mas os deputados fixaram a isenção em R$ 85 milhões alegando que o restante previsto para a isenção poderia manter as seis fundações e a autarquia de esportes em funcionamento.

Gastos absurdos

Apesar da crise financeira alegada pelo governador Pezão, o governo do Rio de Janeiro tem a previsão de gastar R$ 53 milhões com publicidade e propaganda e R$ 2,4 milhões em “obras de reforma geral do corpo de guarda, pérgola, piscina e instalação de nova entrada de energia” na residência oficial do governo, o Palácio Laranjeiras.

Em 2015, emergências hospitalares foram paralisadas. Na educação, que acumula R$ 285 milhões em dívidas, houve ameaça dos professores de não iniciar o ano letivo se os salários e o 13º não estivessem em dia.

Neste mês, os hospitais Rocha Faria e Albert Schweitzer, ambos da rede estadual do Rio de Janeiro, passaram para o controle da Prefeitura do Rio de Janeiro.


INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora
Clique aqui e curta nossa página no Facebook
Inscreva-se aqui em nosso canal no YouTube

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

COMPARTILHE
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

Já assistiu nossos últimos vídeos no YouTube?

2 de outubro FORA BOLSONARO
2 de outubro FORA BOLSONARO
Nilza Pereira: Unidade é a chave para derrotar Bolsonaro
Nilza Pereira: Unidade é a chave para derrotar Bolsonaro
100 mil na Paulista pelo Fora Bolsonaro
100 mil na Paulista pelo Fora Bolsonaro
Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários