Declaração do Seminário Internacional da Intersindical e Plano de Ação da FSM

Declaração do Seminário Internacional e Plano de Ação FSM

FORA IMPERIALISMO DA AMÉRICA LATINA E CARIBE

Nos dias 13 e 14 de março de 2019 em São Paulo- Brasil, realizamos o 1º Seminário internacional da Intersindical Central da Classe Trabalhadora e Federação Sindical Mundial – FSM, com representações de delegações de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Nicarágua, Panamá, Peru, Uruguai, Venezuela, e do Escritório na América Latina e Caribe da FSM.

 Reconhecemos as contribuições oferecidas pelos representantes das organizações sindicais internacionais, da Intersindical e convidados institucionais, que indicaram ações concretas a serem desenvolvidas pelo sindicalismo classista, tomando em consideração a geopolítica mundial, a conjuntura do mundo do trabalho nos países da região e os desafios para o movimento sindical.

O eixo central dos debates a luta pela paz e contra a ofensiva imperialista dos Estados Unidos da América – EUA contra a América Latina e Caribe, e em especial, contra a República Bolivariana de Venezuela.

O imperialismo tem intensificado o uso de golpes parlamentares, do ataque midiático e dos processos judiciais executado por magistrados subservientes aos interesses dos EUA contra os governos progressistas em todo o continente. Esta tem sido a marca dessa nova etapa da ofensiva dos EUA em nosso continente.

O ponto mais crítico desse ataque contra a soberania dos povos de Nossa América é sem dúvida a Venezuela. A oposição venezuelana, subordinada e orientada pela Casa Branca, se demonstrou incapaz de ganhar eleições limpas. Seu fracasso eleitoral a leva a utilizar dos recursos dos mais bárbaros contra o conjunto da população. Como exemplo, promover a guerra econômica com o sequestro de alimentos e insumos básicos por parte dos empresários, com o intuito de criar escassez, fome e caos na sociedade venezuelana.

 O governo venezuelano tem denunciado que os EUA estão por trás de todas as medidas assumidas pela oposição burguesa, porque o objetivo central do imperialismo é derrubar o governo para roubar e controlar os recursos naturais do país, em especial o petróleo.

Que depois do fracassado intendo de invadir a Venezuela com um discurso falso de ajuda humanitária os EUA utilizaram alta tecnologia para cortar a energia de mais de 70% do território. Esses dois últimos ataques fizeram com que o conjunto da população venezuelana saísse às ruas do país para dizer não a intervenção norte americana e em defesa da soberania nacional.

 A crise da Venezuela não é um processo isolado. A crise de hegemonia dos EUA, o leva a procurar recompor suas perdas geopolíticas e econômicas na Ásia e África no aumento do controle sobre os recursos latino-americanos. Para isso, pretendem levar o conjunto das nações de nosso continente ao pântano do conflito armado.

O governo brasileiro, sob a presidência de Bolsonaro, se transformou em marionete do imperialismo. A primeira ordem de Washington para o novo governo brasileiro foi romper definitivamente com o BRICS, e utilizar do peso regional brasileiro para atacar a Venezuela por meio da ameaça militar direta e da pressão diplomática via o Grupo de Lima. A postura do governo brasileira agride os interesses nacionais, a constituição e a tradição diplomática brasileira.

Nesse sentido, o 1º Seminário Internacional da Intersindical declara:

– Nossa total solidariedade a Venezuela! Exigimos respeito à soberania nacional e a legitimidade do governo Maduro, o único e legítimo presidente da República Bolivariana da Venezuela.

– Nosso comprometemos, enquanto membros da Federação Sindical Mundial na América Latina, fazer todos os esforços, com a mais ampla unidade de todos os setores do movimento social internacional, para construirmos uma grande campanha internacional em defesa da Soberania dos Povos, dos Direitos dos trabalhadores e pela Paz no Continente.

 – Repudiamos a conduta dos governos Brasileiro, Chileno, Equatoriano, Colombiano, Argentino e Paraguaio por suas posturas submissas ao imperialismo, que submetem suas nações aos interesses estadunidenses.

 – Repudiamos o bloqueio criminoso operado pelos EUA sobre o povo Cubano.

 – Exigimos a investigação, condenação e punição dos assassinos e dos mandantes de Marielle Franco. Justiça a Marielle e Anderson.

 Viva a Revolução Bolivariana na Venezuela! Viva a resistência dos povos da América Latina!

 Marielle Vive!

Lula Livre!

 São Paulo, 14 de março de 2019

PLANO DE AÇÃO DEFINIDO NO I° SEMINÁRIO INTERNACIONAL DA INTERSINDICAL CENTRAL DA CLASSE TRABALHADORA E FEDERAÇÃO SINDICAL MUNDIAL – FSM

Nas análises e propostas que surgiram no Seminário Internacional, se expressou a necessidade de coordenar ações e mobilizações efetivas, que nos permitam mostrar nosso próprio acúmulo de forças, com o qual nos confrontamos com os patrões, com os governos lacaios dos Estados Unidos e ao imperialismo.

Para passar da palavra à mobilização, propomos três ações:

  • Em 18 abril de 2019, pretendemos desenvolver o fortalecimento da participação do movimento sindical classista da região na solidariedade ao povo irmão venezuelano, aos trabalhadores e ao governo bolivariano, encabeçado pelo Presidente Trabalhador, Nicolas Maduro. Uma ação de solidariedade que parte dos trabalhadores e do movimento sindical e militante afiliados à FSM.
  • No dia 13 de junho de 2019, entendemos a necessidade de impulsionar na região, atividade relacionadas à comemoração dos 100 anos da OIT. Esta ação propõe reivindicar que esta instituição deve refletir, de verdade, sua natureza tripartite e que promova mudanças no âmbito de suas atribuições e sanções no que se refere aos estados e ao empresariado, quando estes não cumpram com as convenções internacionais que ratificaram.
  • Em outubro de 2019, propomos sermos atores reais no Dia Internacional de Ação e Mobilização convocado para o dia 3 deste mês pela Federação Sindical Mundial – FSM.

 

São Paulo, 14 de março de 2019 Seminário Internacional da Intersindical Central da Classe Trabalhadora.


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