Secretário da saúde de SC mente para desmoralizar servidoras/es

Secretário da saúde de SC mente para desmoralizar servidores

Nota do Sindsaúde/SC

O SindSaúde/SC vem a público desmentir as declarações da secretaria de estado da saúde, que afirmou que os servidores da saúde receberam 115% de aumento salarial em um período que a inflação foi de 53%.

Tal informação não só é falaciosa como denigre a imagem de trabalhadores que todos os dias cuidam da população mesmo em condições adversas.

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    Da mesma forma, queremos lamentar que os servidores tenham escutado essa informação do secretário de saúde através da imprensa e não em uma reunião com o devido direito a resposta, já que o SindSaúde/SC vem pedindo negociação com o governo há mais de 15 dias.  O secretário de saúde atirou informações descontextualizadas com o objetivo de jogar a população e a opinião pública contra o movimento das servidoras e servidores.

    A verdade é que a última data base em que as/os servidoras/es da saúde tiveram os salários reajustados foi em 2012, com 8%. Na época, a categoria estava desde 2006 sem reajuste. Em 2012 e 2013, após uma greve histórica de 60 dias, a categoria da saúde recebeu uma gratificação por produtividade, mas que não serve de base de cálculo para os demais direitos, pois não é incorporada aos salários. Essa gratificação, portanto, não configurou aumento linear de salário. É por isso que estamos reivindicando a incorporação desta gratificação aos salários.

    Além disso, após a concessão desta gratificação, desde 2013 estamos sem reajuste. O que a categoria reivindica neste momento é a data base estabelecida por lei, que deveria ocorrer em janeiro, dos anos de 2016 e 2017.

    Outro ponto reivindicado é o auxílio alimentação, desde 2012 sem reajuste, fixado em R$ 12 por dia de trabalho. O custo de alimentação em Santa Catarina é um dos mais altos do país e, em Florianópolis, por exemplo, chega a R$ 40 por dia.

    Secretaria omite real situação financeira

    Os números mostram, na verdade, que há condições de atender os servidores. De 2016 a 2017, a folha de pagamentos da saúde reduziu em R$ 77 milhões. Em 2017, a Secretaria gastou R$ 7 milhões a menos do que o planejado com gasto de pessoal. No mesmo ano, a receita do Estado foi cresceu em 9%. Também em 2017, foi aprovado um aumento no orçamento da saúde de 12% para 14%.

    Lamentamos a postura de Acélio Casagrande, secretário de saúde de Santa Catarina, que deveria ouvir aos servidores, mas prefere atacá-los pela imprensa para tentar desmobilizar uma luta justa por direitos.

    A pauta de reivindicações da categoria tem 10 itens e inclui contratação de servidores e fornecimento de materiais e insumos que estão em falta nos hospitais. Itens básicos para podermos atender a população com dignidade. Ressaltamos que nem para esses itens da nossa pauta, que não envolvem nossos salários, o governo apresenta respostas.

    O governo quer a greve

    Por conta da intransigência do governo, a categoria da saúde segue avançando nas mobilizações.

    Se as paralisações ainda não impactaram os serviços como afirmou o secretário de saúde, foi por escolha da própria categoria, que respeita a população usuária do SUS. Nosso único propósito com essas paralisações é sensibilizar os governantes para situação da saúde. Infelizmente, o secretário de saúde distorce nosso movimento e zomba de nós, dando a entender que a categoria está desmobilizada. O governo está apostando em derrotar os servidores e pretende causar a greve achando que vai desgastar a categoria e o Sindicato.

    Diante dessa postura, queremos reafirmar que a vontade da categoria é negociar, mas que já chegamos ao nosso limite dentro das unidades. Estamos no limite da paciência com a hipocrisia de um governo que há 8 anos promete prioridade para a saúde e, hoje, às vésperas de uma greve, fecha a porta para os servidores e difama a nossa imagem.

    Reafirmamos que estamos dispostos a debater essas situações e esses números em mesa de negociação, pois poderíamos citar ainda muitas outras incoerências da Secretaria, mas nosso compromisso e responsabilidade é com as/os pacientes e usuárias do SUS. Não pretendemos fazer da imprensa um espaço de disputa.


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