#NãoSomosEscravosDaModa – “É responsabilidade nossa não se vestir com sangue”, afirma procurador sobre trabalho escravo

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#NãoSomosEscravosDaModa - "É responsabilidade nossa não se vestir com sangue”

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Evento #NãoSomosEscravosDaModa foi encerrado com a participação de Astrid Fontenelle, Lea T., Maria Rita, Marco Pigossi e Caio Braz, na terça-feira (23)

“A moda está colada no nosso corpo. É nossa responsabilidade não nos vestirmos com sangue ou dor”, destacou o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) Gustavo Accioly no encerrou do evento #NãoSomosEscravosDaModa nessa terça-feira (23), em São Paulo. A ação, que combate o trabalho escravo na indústria de confecção, teve início no dia 20 de outubro.

A última mesa redonda discutiu moda sustentável e inclusão social. Os jornalistas e apresentadores Astrid Fontenelle e Caio Braz, a contora Maria Rita, a modelo Lea T. e o ator Marco Pigossi participaram do debate.

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A moda é o segundo setor que mais explora o trabalho análogo à escravidão, segundo a pesquisa The Global Slavery Index 2018, da fundação Walk Free. O estudo também mostra que cerca de 40,3 milhões de pessoas estão em situação de escravidão moderna. Deste número, 71% são mulheres.

Combate

“Se esta camiseta está muito barata, tem o suor de uma pessoa escravizada nela. Alguém está sendo humilhado. Não dá mais para fazer isso. Mesmo com crise econômica no país, essa campanha precisa tocar o coração da gente”, pontou a jornalista Astrid Fontenelle.

Accioly foi contundente ao afirmar “que consumo consciente tem a ver com informação”. O procurador lembrou do aplicativo “Moda Livre”, da ONG Repórter Brasil. O APP traz informações sobre as marcas envolvidas em casos de trabalho escravo.

O apresentador Caio Braz incentivou o consumo de peças confeccionadas por pequenos ateliês. “Com certeza não usam trabalho escravo”, disse. “A gente precisa entender a potência política que o nosso dinheiro tem. Estender a mão e reconhecer o trabalho de novos estilistas”, concluiu.   

Condições desumanas

Nas oficinas, a maioria clandestina, trabalhadores têm que disputar espaço com máquinas de costura e tecidos. Em quase todos os casos, a terceirização aparece como pano de fundo. O procurador Gustavo Accioly explicou que o trabalho escravo tem como cenário ambientes inóspitos: fiações expostas, com risco de incêndio, odor e calor excessivos, falta de água potável, jornadas exaustivas e dormitórios nas próprias confecções.

A servidão por dívida é outro elemento do trabalho forçado. “A vítima acha que é natural ser cobrada por despesas como alimentação, que, na verdade, são custos inerentes ao negócio. Muitos ficam presos a esta situação por sentimento de honra. Não querem ir embora devendo”, explicou a subprocuradora-geral do MPT Sandra Lia Simón.

Inclusão

Lea T. criticou a falta de diversidade na moda. A modelo criticou a falta de estilistas e assistentes transexuais. “Uma modelo trans ganha um décimo do cachê de uma hétero branca. O mesmo ocorre com uma plus size. Complicam tudo o que foge do padrão”.  Para ela, o setor ainda é machista, mesmo sendo um dos poucos em que mulheres ganham mais que homens. 

Sandra Lia Simón defendeu a união das minorias (comunidade LGBTQI, negros, mulheres e no combate ao preconceito e na promoção da inclusão. Ela lembrou que mais de 54% da população brasileira se autodeclara negra ou parda (dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – de 2016). “Temos que dar possibilidade às pessoas. Somos todos pessoas”. 

Fonte: MPT


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