Resolução: Em defesa da aposentadoria, democracia e a autodeterminação dos povos

Resolução: Em defesa da aposentadoria, democracia e a autodeterminação dos povos

Em defesa da aposentadoria, democracia e a autodeterminação dos povos

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

O povo brasileiro chora, mais uma vez, a dor da morte de centenas de pessoas que foram soterradas pela lama dos crimes da Vale. A mineradora e os governos não aprenderam absolutamente nada com o rompimento criminoso da barragem do Fundão, em Mariana. O crime em Brumadinho já é uma das maiores tragédias do país, e sem dúvida, o maior “acidente” de trabalho da nossa história. São mais de 350 pessoas assassinadas pela ganância, pela lógica do lucro a qualquer custo, pela falta de fiscalização e de legislação ambiental e pela privatização. Mais uma vez, a Intersindical se solidariza com as famílias das vítimas. Exigimos reparações, punições severas e expropriação dos bens dos controladores e altos dirigentes da empresa. Não foi acidente, foi crime!

O primeiro mês de governo da extrema direita já comprova o que a Intersindical denunciou durante o processo eleitoral. As propostas sobre a previdência e a declaração do presidente de que as relações de trabalho devem beirar a informalidade não deixam dúvidas sobre seu projeto de desmonte do Estado, dos direitos e da soberania nacional. Ao contrário do que diz o governo, essas medidas não vão gerar novos empregos, apenas engordar os lucros dos bilionários. Não é por acaso que as primeiras medidas foram o desmantelamento do Ministério do Trabalho, cujo sentido é desregulamentar completamente os direitos trabalhistas e ameaçar o direito de organização. Além disso, a extrema-direita está determinada a acabar com a Justiça do Trabalho, com o MPT e a fiscalização da aplicação da legislação trabalhista.

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

A defesa da aposentaria unificará o povo

O governo tenta acelerar a deforma da previdência para impedir o acesso do povo à aposentadoria e entregar a previdência pública para o capital financeiro, através do regime de capitalização. Bolsonaro terá de se enfrentar com o povo brasileiro, inclusive com a parcela da população que votou iludida por fakenews . Se as mentiras e o ódio dividiram o povo brasileiro nas eleições, a defesa da aposentadoria vai reunificar a população trabalhadora.

Antes mesmo de aprovar a reforma, o governo editou a MP 871 que trata todos os aposentados, pensionistas e segurados como suspeitos de crimes e fraudes contra o INSS. Ao tempo em que trata os aposentados como criminosos, o governo considera os banqueiros e empresários os coitadinhos na relação capital-trabalho.

Na última semana a imprensa divulgou um conjunto de medidas que, segundo os jornais, o governo deve enviar ao Congresso. Além de mudar completamente as regras de acesso à aposentadoria, o governo pretende privatizar a previdência, acabar com o regime de repartição e estabelecer um regime de contribuição dos trabalhadores para uma empresa privada do mercado financeiro.

Assim como ocorreu em 2017, cujo ápice foi a Greve Geral de 28 de Abril, o povo brasileiro vai lutar, e muito, para barrar a entrega da previdência aos banqueiros. O direito à aposentadoria sempre mobilizou a população trabalhadora. E não será diferente agora, apesar das mentiras, do terrorismo da mídia e das pressões dos barões das finanças. O falso déficit é mera ficção pra convencer a população a abrir mão de direitos fundamentais. O chamado unitário das Centrais Sindicais para o próximo dia 20/02 para organizar as lutas em defesa dos direitos deve ser assumido pelo conjunto da população trabalhadora, assim como outras iniciativas que visem a garantir o direito à aposentadoria e manter a previdência pública.

Diante dos ataques aos direitos e à democracia, a Intersindical orienta:

– chega de desemprego e de só encontrar bico pra sobreviver. Emprego com direitos pra toda população trabalhadora;

– Frente de Resistência Democrática ampla e plural em defesa das liberdades democráticas e das garantias constitucionais;

– defesa da PAZ e contra a intervenção na Venezuela. Soberania e autodeterminação dos povos.

– construir o 8 de março:Mulheres contra Bolsonaro! Vivas, por Marielle! Em defesa da previdência, da democracia e dos direitos;

– formação de comitês locais envolvendo trabalhadores, igrejas, pequenos produtores e comerciantes, parlamentares, prefeitos, principalmente dos pequenos municípios e todos os setores sociais e econômicos que dependem dos recursos da previdência;

– desenvolver atividades prioritárias nos locais de trabalho, nas periferias, praças e ruas envolvendo trabalhadores formais e informais. Atividades culturais e lúdicas de diálogo com a população, como peças de teatro e banquinhas nas praças a fim de explicar os efeitos da deforma, a exemplo do que já fizemos em outras campanhas e na greve geral de 2017;

– ampliar o diálogo com setores sociais mais afetados pelo fim da aposentadoria, como trabalhadores rurais, mulheres, [email protected], trabalhadores informais e a população empobrecida em geral;

– defender a taxação das grandes fortunas e tributação de lucros e dividendos com destinação para a seguridade social, combatendo altos salários e super aposentadorias do judiciário, parlamentares, militares de alta patente.

– realizar forte pressão sobre deputados e senadores com “marcação um a um”. Quem votar nunca mais terá o voto do povo. Cabe lembrar que vários líderes das deformas de Temer foram derrotados nas urnas em 2018;

– apoiar as lutas dos povos indígenas e quilombolas. Nenhuma gota de sangue a mais. Nenhum palmo de terra indígena a menos.

– defesa da educação pública, do SUS 100% público e estatal e da moradia popular.

– fim da criminalização da política e da seletividade do Judiciário. Marielle vive! Lula Livre!

II Congresso Nacional da Intersindical

A Intersindical realizará seu 2° Congresso nos dias 15, 16 e 17 de março de 2019. Como parte das atividades congressuais, vamos realizar um Seminário Internacional nos dias 13 e 14 de março, quando esperamos reunir delegações dos diversos países latino-americanos e caribenhos. Na manhã do dia 14, as mulheres da Intersindical farão seu encontro a fim de preparar as lutas contra a reforma, o feminicídio, a violência, o machismo, a discriminação no mercado de trabalho e na sociedade. Nosso congresso será um espaço de debates e reflexões acerca dos desafios colocados para a classe trabalhadora, além de preparar nossa ação no próximo período.

São Paulo, 06 de fevereiro de 2019
Executiva Nacional da Intersindical Central da Classe Trabalhadora

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

COMPARTILHE
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

Já assistiu nossos últimos vídeos no YouTube?

2 de outubro FORA BOLSONARO
2 de outubro FORA BOLSONARO
Nilza Pereira: Unidade é a chave para derrotar Bolsonaro
Nilza Pereira: Unidade é a chave para derrotar Bolsonaro
100 mil na Paulista pelo Fora Bolsonaro
100 mil na Paulista pelo Fora Bolsonaro
Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários