Privatização da Cedae começa a ser analisada pela Alerj como contrapartida de empréstimo

Privatização da Cedae começa a ser analisada pela Alerj como contrapartida de empréstimo

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

Manifestantes entram em confronto com a polícia contra a entrega da água à iniciativa privada. Votação deve ocorrer na terça-feira (14).

O projeto de privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) começou a ser analisado na noite de quinta-feira (9) pela Assembleia Legislativa do estado do Rio (Alerj) e deve ser votado na próxima terça-feira (14). A proposta já recebeu 209 emendas.

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

A oposição tentou adiar a discussão da matéria obstruindo a votação de 27 vetos do Executivo a projetos de lei aprovados pela Alerj, etapa necessária para liberar a pauta. No entanto, o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB), convocou sessões extraordinárias e conseguiu dar início à análise da proposta.

A venda da Cedae é condição da União para assinar o plano de recuperação e servirá de garantia para a concessão de um empréstimo de R$ 3,5 bilhões ao estado do Rio.

Para a Intersindical Central da classe Trabalhadora, a proposta de privatização da Cedae no Rio de Janeiro, empresa de água e esgoto, é um exemplo de colocar a conta da crise nas costas do trabalhador.

As palavras de Leonardo Picciani demonstram bem o discurso dos golpistas: “O que está se discutindo agora são as ações da Cedae como garantia para o pacote de recuperação fiscal de R$ 62 bilhões ao longo de 2017, 2018 e 2019. É a única possibilidade que o Estado tem de colocar o salário dos servidores em dia. A base do governo é majoritária. Esse passo a ser dado na terça-feira será fundamental para colocar os salários em dia e ter uma previsibilidade dos salários em dia a partir do mês de fevereiro”.

Na próxima segunda-feira (13), haverá reunião do Colégio de Líderes às 14h para discutir as emendas ao projeto e avaliar se há chance de entendimento para votação. Na terça-feira, a sessão extraordinária está marcada para as 10h.

O deputado Marcelo Freixo (PSOL) enfatiza que a privatização da Cedae não resolverá o problema de caixa do governo do estado. “Sabemos que a Cedae deve melhorar o serviço, mas não é entregando a água para a iniciativa privada, entregando um patrimônio tão importante, uma empresa lucrativa que vai resolver o ajuste fiscal”, disse.

De acordo com os deputados de oposição, a privatização vai encarecer a conta de água no estado. “Não sabemos sequer qual será o modelo de privatização, querem que assinemos um cheque em branco”, disse o deputado Flavio Serafini, também do PSOL.

Confronto

A discussão da privatização da Cedae na Alerj levou servidores estaduais a protestar mais uma vez em frente ao prédio.

Por volta das 15h40, alguns manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar. O grupo atirou rojões, pedras e coquetéis molotov nos policiais, que responderam com bombas de gás lacrimogêneo, tiros de balas de borracha e spray de pimenta.

Dentro do prédio, deputados votaram ao som de bombas e tiros de borracha e forte cheiro de gás lacrimogêneo. Alguns parlamentares pediram a interrupção da sessão, mas não foram atendidos por Picciani.

Fonte: INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

COMPARTILHE
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

Já assistiu nossos últimos vídeos no YouTube?

PEC 32 e o Desmonte do Serviço Público
PEC 32 e o Desmonte do Serviço Público
Intersindical contra a PEC 32 em Brasília
Intersindical contra a PEC 32 em Brasília
2 de outubro FORA BOLSONARO
2 de outubro FORA BOLSONARO
Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários