Presidente ilegítimo, Michel Temer, quer liquidar a caixa

Governo ilegítimo apresentou plano de abertura de capital da Caixa à imprensa. Mobilização dos trabalhadores precisa ser total, avalia o Sindicato dos Bancários do Espírito Santo e a Fenae.

É hora de mobilização total para defender a Caixa 100% pública. Anunciados ainda antes de tomar posse na presidência, os planos de Michel Temer estão traçados: liquidar o patrimônio da Caixa aos poucos, primeiro pelas áreas de seguro, loterias e cartões e, se possível ainda em 2016, abrir completamente o capital do banco público para o mercado financeiro.

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    Para tanto, o PMDB de Temer conta com Gilberto Occhi (PP), funcionário com 36 anos de CEF/CEE e ex-ministro dos governos Dilma para executá-lo. Occhi é conhecido pelos funcionários capixabas pelas ingerências administrativas e assédios realizados no período em que operou como Gerente de Mercado na Agência Vila Velha.

    “É uma vergonha ver a Caixa ser rifada por um trabalhador. Alguém que, apesar de todos os problemas com o seu currículo, conhece profundamente o papel do banco e sua importância para a promoção das políticas públicas do estado”, avalia Lizandre Borges, diretora do Sindicato.

    Iniciado por Dilma Rousseff, o projeto de abertura de capital da Caixa foi frustrado pela luta dos trabalhadores em 2015 e agora ganha novo fôlego com o golpe. No começo do mês, em ato na sede do banco, em Brasília, lideranças sindicais nacionais reafirmaram a intensificação da luta contra o desmonte das estatais com o lançamento da campanha Defender a Caixa, Defender o Brasil.

    “É hora de ir para cima, de unir os bancários e a sociedade brasileira contra esse. Somos 90 mil funcionários e vamos lutar incansavelmente para derrubar este projeto. Nossa atuação começa agora conversando com a população nas agências e nas ruas e parando o país, se preciso for”, propõe Rita Lima, também diretora do Sindicato.

    Abertura vai liquidar papel social da Caixa

    De acordo com Fabiana Mateus, vice-presidente da Fenae, a abertura de capital proposta pelo governo vai extinguir o papel social do banco em prol da lucratividade dos acionistas. “Acionistas esperam por lucros altos, o que é inversamente proporcional a juros baixos para financiamentos. Vamos retroceder enormemente com este processo”, enfatiza Mateus.

    Tal questão deve ser tratada com as representações parlamentares no estado para garantir que a abertura de capital do banco continue fora do PLC 4918, agora na Câmara para votação e articulada nas conferências e congressos estaduais.

    “Precisamos chegar ao Conecef de julho com acúmulo e articulação local para criarmos uma agenda de mobilização permanente e efetiva, que barre definitivamente mais uma tentativa de privatização do patrimônio público. Precisamos inclusive afirmar que essa abertura de capital é só mais um nome para ludibriar os funcionários e a população pela aura de sofisticação que as operações em bolsa ainda podem passar para a população” conclui a vice-presidente da Fenae.

    Fonte: Sindicato dos Bancários do Espírito Santo

     

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