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Oxfam alerta para desigualdade social: 8 pessoas detém metade da riqueza da população mundial

Apenas oito homens possuem tanto dinheiro quanto a metade mais pobre da população mundial. O alerta foi dado nesta segunda-feira (16) pela ONG Oxfam em um relatório que descreve essa desigualdade social como “obscena” e pede por ações que reduzam os ganhos dos mais ricos.

A Oxfam, que tradicionalmente denuncia as crescentes desigualdades por ocasião do Fórum de Davos, adverte neste ano sobre “a pressão exercida sobre os salários em todo o mundo”, assim como os benefícios fiscais das empresas ou o recurso a paraísos fiscais.

“As empresas otimizam seus lucros, especialmente aliviando o máximo possível sua carga fiscal, privando os Estados de recursos essenciais para financiar as políticas e os serviços necessários para diminuir as desigualdades”, destaca o documento.

A Oxfam sustenta que a desigualdade de renda está maior do que nunca. Em 2016, 8 pessoas detiveram o mesmo que as 3,6 bilhões de pessoas que compõem a metade mais pobre da humanidade. Antes, era estimado que 62 pessoas concentrassem a riqueza equivalente a essa parcela da população.

“É indecente que tanta riqueza esteja concentrada nas mãos de uma minoria tão pequena, quando se sabe que uma em cada dez pessoas no mundo vive com menos de 2 dólares por dia”, afirmou a porta-voz da Oxfam, Manon Aubry.

O relatório revela “como as grandes empresas e os indivíduos mais ricos exacerbam as desigualdades, ao explorar um sistema econômico desfalecente, sonegando impostos, reduzindo salários e aumentando os rendimentos para os acionistas”.

Lista indecente

Para seu estudo, a Oxfam se baseou na lista das oito pessoas mais ricas, segundo a classificação da revista Forbes.

Trata-se, por ordem, do americano Bill Gates (fundador da Microsoft, cujo patrimônio é calculado em 75 bilhões de dólares), do espanhol Amancio Ortega (Inditex), Warren Buffet (diretor-geral e primeiro acionista da Berkshire Hathaway), do mexicano Carlos Slim (Grupo Carso), Jeff Bezos (fundador e diretor-geral da Amazon), Mark Zuckerberg (diretor-geral e co-fundador do Facebook), Larry Ellison (co-fundador e diretor-geral do Oracle) e Michael Bloomberg (fundador e diretor-geral da Bloomberg LP).

Interesse coletivo X interesses econômicos

“Quando as autoridades políticas deixarem de estar obcecadas pelo PIB, se concentrarem no interesse de todos os cidadãos e não apenas de uma elite, será possível um futuro melhor para todas e todos”, afirma Aubry.

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