NOTA DE ESCLARECIMENTO: Sobre as notícias da greve veiculadas pela imprensa

NOTA DE ESCLARECIMENTO: Sobre as notícias da greve veiculadas pela imprensa

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

Sobre a notícia veiculada no Bom Dia Brasil na última quarta-feira, 09 de setembro, relativa ao tema “Greve de universidades causa prejuízos ao comércio e a estudantes”, e a crítica sobre a greve no editorial do jornal Folha de São Paulo de hoje, 11, a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA) vem a público esclarecer que, na matéria, os trabalhadores em greve não foram ouvidos e não foram publicados os motivos do movimento paredista, contrariando um dos princípios do jornalismo, que é a imparcialidade.

A greve, iniciada em 28 de maio, é contra o ajuste fiscal do governo federal que trouxe cortes no orçamento das universidades e Instituições Federais de Ensino na ordem de R$ 9 bilhões, segundo o Ministério da Educação. Atualmente quase metade (47%) do Orçamento Geral da União é destinado ao pagamento dos juros da dívida pública (R$ 978 bilhões), de acordo com a Associação Auditoria Cidadã da Dívida. Em 2014, apenas 3,7% foram gastos com educação no Brasil.

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

Atualmente, as instituições sofrem o caos por falta de recursos para manter até mesmo o funcionamento básico, como é o caso da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Corte de energia elétrica, falta de materiais e medicamentos em Hospitais Universitários em todo país, a exemplo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia que corre o risco de fechar as portas, por causa da dívida de R$ 48 milhões com fornecedores.

A carreira dos trabalhadores técnico-administrativos detém o menor piso salarial do funcionalismo público federal. A falta de atenção do governo à pauta de reivindicações da FASUBRA, desde greves anteriores, prejudica o desenvolvimento dos trabalhadores. Destacamos os pontos principais de reivindicação como: a instituição de acordo coletivo por meio da Convenção 151 (Organização Internacional do Trabalho), de suma importância para evitar greves, data base, reajuste salarial com recomposição das perdas inflacionárias (27,3%), aprimoramento da carreira com correção de distorções e outros.

O governo federal apresentou uma contraproposta de reajuste 21,3%, parcelados em quatro anos, que não repõe as perdas inflacionárias de 2010 a 2015, e não contempla o índice inflacionário atual de 9,55% (IPCA). Ainda, condiciona a negociação das pautas específicas à aceitação do reajuste de 21,3%. A FASUBRA, em conjunto com o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais, não aceitou o índice proposto pelo governo.

A FASUBRA retifica a matéria veiculada pelo Bom Dia Brasil no sentido de que há motivos para a greve dos trabalhadores técnico-administrativos e, ratifica que esta greve é legítima em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, repudiando a falta de informações que podem macular a imagem dos trabalhadores técnico-administrativos em educação, essencial elo entre a sociedade e a universidade.

Fonte: SINTUFSCar (Sindicato dos Trabalhadores Técinico-Administrativos da Universidade Federal de São Carlos)

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

COMPARTILHE
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

Já assistiu nossos últimos vídeos no YouTube?

2 de outubro FORA BOLSONARO
2 de outubro FORA BOLSONARO
Nilza Pereira: Unidade é a chave para derrotar Bolsonaro
Nilza Pereira: Unidade é a chave para derrotar Bolsonaro
100 mil na Paulista pelo Fora Bolsonaro
100 mil na Paulista pelo Fora Bolsonaro
Inscreva-se
Notificar de
guest
1 Comentário
Mais antigos
Mais recentes
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários
rui svensson fonseca
rui svensson fonseca
6 anos atrás

ora, a rede bobo tem essa prática costumeira – mas já está afundando, qualquer dia ela se acaba