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Mais Médicos: povo pobre sofre com saída de cubanos e desistências de brasileiros

Levantamento da Folha apontou que, em três meses, o programa Mais Médicos registrou 1.052 desistências após a saída dos cubanos. A desistência representa 15% dos 7.120 médicos brasileiros selecionados no período.

O fim da parceria entre Cuba e Brasil aconteceu ainda em novembro de 2018, por iniciativa do governo caribenho, devido às declarações ignorantes de Bolsonaro, que chegou a duvidar da competência dos médicos e afirmou que pretendia expulsar os cubanos do país. Deixaram o Mais Médicos mais de 8.500 cubanos.

A reportagem da Folha mostra as consequências da irresponsabilidade de Bolsonaro com o povo que precisa de saúde pública. “Em Embu-Guaçu, interior de SP, oito vagas do Mais Médicos abertas após a saída dos cubanos não têm médico. Destas, quatro chegaram a ser ocupadas, mas foram alvo de desistências. […] Dificuldade semelhante ocorre em Manaquiri, cidade de 22 mil habitantes no Amazonas, onde um posto de saúde que atende cerca de 800 famílias completa dois meses sem médico fixo.”

Do total das 1.052 desistências, 40% são da região Nordeste, como mostra matéria do UOL. Apenas na Bahia, foram 117 saídas de médicos brasileiros nestes três meses.

Além disso, os municípios mais afetados são aqueles com 20% ou mais da população em extrema pobreza, o que representam 324 desistências, 31% do total.


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