A Intersindical repudia mais uma tentativa de implementação de O.S. no SUS

Em defesa do SUS de Florianópolis

A INTERSINDICAL Central da Classe Trabalhadora repudia mais uma tentativa de implementação de O.S. (Organização Social – um tipo de associação privada) no Serviço Único de Saúde (SUS) de Florianópolis.

Ocorre que, no último dia 06 de abril o prefeito Gean Loureiro (PMDB) apresentou um projeto que visa permitir o funcionamento de OS no serviço público municipal.

Trata-se de uma clara campanha para a privatização do serviço público.

O Prefeito deu entrada do projeto na Câmara Municipal da cidade depois do expediente, em uma sexta-feira.

O mesmo projeto, antes mesmo de começar tramitar, já era alvo de uma campanha de mídia que custou mais de 9 milhões de reais aos cofres públicos, onde a prefeitura afirma que NÃO poderá abrir uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e 10 creches que estão em construção.

O prefeito mente ao falar dos dados da arrecadação do município e usa a Lei de Responsabilidade Fiscal para tentar justificar a terceirização do serviço.

A turística cidade de Florianópolis acaba de encerrar a temporada de verão, além haver aumentado sua arrecadação de IPTU e outros impostos.

No ano de 2017 os servidores tiveram ajuste de salário de apenas 1%, o plano de carreira está congelado e não houve contração de novos concursados.

Gean Loureiro também mente ao apresentar o projeto como se ele fosse dirigido às novas creches e UPA, enquanto o projeto abre as portas para privatização de todo serviço público, livrando apenas as forças policiais.

O Sintrasem, sindicato dos trabalhadores municipais, debatia a pauta de data base com a categoria quando veio o golpe do prefeito contra a cidade.

A categoria imediatamente respondeu aos ataques mobilizando e deflagrando greve.

Por conta de tamanha irresponsabilidade, o movimento cresceu rapidamente na categoria e nas comumidades da cidade.

São vários sindicatos, associações comunitárias, movimentos em defesa do SUS e do serviço público, aos quais a INTERSINDICAL se soma.

A reação dos privatistas é perseguir e criminalizar o movimento sindical.

Por iniciativa do vereador Bruno Souza (PSB), conhecido liderança do MBL, abriu-se pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o sindicato, com a acusação de que professores estão enviando panfletos nas agendas de alunos da educação infantil.

A pedido do prefeito, o judiciário lançou interdito proibitório contra todos os trabalhadores em greve, proibindo-os de fazer manifestação a distância menor que 450 metros da Câmara de Vereadores.

A INTERSINDICAL está articulando com diversos sindicatos e centrais sindicais em uma campanha de solidariedade para com o Sintrasem e o povo de Florianópolis, na luta em defesa dos direitos e do serviço público.

13 de abril de 2018
INTERSINDICAL Central da Classe Trabalhadora


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One Comment;

  1. Julo E.Paiva said:

    O governo golpista de Michel ja articula privatizar o SUS com o argumento de que: “A Providencia Social é onerosa ao Brasil ” é que a solução definitiva é fazer com que as” OS” gerenciem o SUS e que apenas metade desta população que faz uso teriam um atendimento selecionado “conforme o caso ” está solução traria um atendimento mais eficiente pelo novo modelo de atendimento a população…
    Sendo que esses planos seriam irrisórios e de alta qualidade e resolveriam o prejuizo “gigantesco que o SUS da as contas do governo ” é também prometeu fazer uma revisão no modelo de aposentadoria no campo.Segundo o governo os trabalhadores pagariam um plano privado para futuras aposentadorias.
    Está proposta ganhando corpo nos Estados e nas cidades em todo o Brasil…Ordem dos países do CONSENSSO DE WUOSCHITON …isto é se o país quiser tirar seu nome dãs Agências de piores devedores e sem confiança dos investidores internacionais !

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