Juros, extorsão e golpe!

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

Enquanto uma parcela da classe média e da população brasileira segue envenenada pelo ódio e o preconceito contra um governo que apostou na conciliação entre as classes, os bancos e uma minoria de rentistas seguem amealhando fortunas, aproveitando-se das taxas de juros e do modelo econômico excludente.

O ódio e o preconceito foram estimulados pela campanha sistemática da grande mídia, articulada a setores reacionários do judiciário e do congresso, numa orquestração golpista para derrubar o governo Dilma e instalar um governo, ainda que ilegítimo, mas disposto a eliminar os direitos trabalhistas e as políticas sociais, entregar o pré-sal e estabelecer, em lei, a independência do Banco Central, entre outras medidas para restabelecer a superacumulação que só beneficia um punhado de bilionários.

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

A Intersindical não apoia o governo e atua para combater as políticas que prejudicam a maioria da população, mas não tem dúvidas em defender a democracia e barrar o golpe, que vai prejudicar, sobretudo, o povo pobre, a classe trabalhadora e os setores médios da população brasileira.

Não é necessário ser petista ou apoiador do governo para perceber o golpe. Mas é necessário observar quem está por trás das manobras golpistas, como a FIESP, os bancos e o grande capital, nacional e estrangeiro.  

Apesar de pouco aparecer, o sistema financeiro é quem comanda a política no mundo e também no Brasil. E um dos muitos erros dos governos do PT foi não enfrentar o poder econômico, particularmente dos bancos, que abocanham quase a metade do orçamento federal na forma de juros da dívida pública.

Mais um exemplo do não enfrentamento ao sistema financeiro foi dado na última quarta-feira, 27, quando o Banco Central manteve em 14,25% a taxa Selic. Para a Intersindical, nenhum governo vai atender às necessidades do povo brasileiro sem baixar a taxa de juros, que se configura no maior programa de transferência de renda dos pobres e assalariados para os bancos e a minoria que acumula fortunas no mercado financeiro.

Porém, se a taxa básica de juros é absurdamente alta, o que dizer das demais taxas cobradas da população pelos bancos nas diversas modalidades de crédito? Extorsão é o mínimo.

Alguns exemplos: a Crefisa, que faz muita propaganda na TV, cobra absurdos 928% no crédito pessoal não consignado. Já o Itaú Unibanco, do Roberto Setúbal que defende a derrubada do governo, morde em 632% quem porventura cair no rotativo do cartão de crédito. E o espanhol Santander, que ganhou de FHC o antigo Banespa, expropria do cliente que cair no limite do cheque especial nada menos que 447% ao ano. Veja você mesmo as taxas desses e de outros bancos, no site do Banco Central.

“A classe média endividada, os pobres e demais trabalhadores têm razões de sobra para estar descontentes e não apoiar o governo Dilma. Mas não apoiar esse governo não pode significar apoio ao golpe articulado por aqueles que querem adotar medidas ainda mais draconianas para beneficiar o ‘andar de cima’ em detrimento da maioria do povo”, afirma Edson Carneiro Índio, Secretário Geral da Intersindical. “Sem falar que os articuladores “públicos” do golpe é gente da laia de Cunha, Temer, Paulinho da Força, Bolsonaro e uma infinidade de parlamentares que deixaram cair suas máscaras durante a votação do impeachment na Câmara dos Deputados no último dia 17”, conclui.

O povo brasileiro precisa derrotar o golpe, enfrentar os interesses dos bancos e do “andar de cima” e impor ao governo Dilma mudanças profundas na agenda do país. Chega de ajuste fiscal, cortes sociais, recessão e desemprego. Chega de discutir reforma da previdência ou ataques ao serviço público, como o famigerado PLP 257.

O Brasil precisa de reforma tributária para que os trabalhadores, os pobres e a classe média paguem menos impostos. Tem de aumentar os impostos dos bilionários, taxando suas fortunas, grandes propriedades e seus jatinhos, como acontece em diversos países desenvolvidos. Que os bilionários paguem a conta da crise!

É preciso uma reforma política para por abaixo esse sistema político apodrecido e controlado pelo poder econômico, raiz principal da corrupção no Brasil. É necessário acabar com o monopólio da mídia e democratizar os meios de comunicação. É preciso democratizar o acesso a terra, ao crédito e às possibilidades de produção em massa de alimentos. É necessária uma profunda reforma urbana, garantindo pleno direito às cidades para todos/as que nelas vivem.

É isso o que a Intersindical vai levar às ruas neste 1º de Maio, Dia Internacional da Classe Trabalhadora. Por emprego, moradia, terra, educação e saúde públicas de qualidade para todos/as. Não ao golpe do grande capital e da direita. Em defesa da democracia e dos direitos sociais para os 99% da população brasileira, que não vive da exploração alheia ou da especulação no mercado financeiro.

Imagem: Gilberto Maringoni

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

COMPARTILHE
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

Já assistiu nossos últimos vídeos no YouTube?

Intersindical no #19JForaBolsonaro na Av. Paulista
Intersindical no #19JForaBolsonaro na Av. Paulista
ELEIÇÕES PERUANAS [Intersindical Debate #34]
ELEIÇÕES PERUANAS [Intersindical Debate #34]
POR QUE IR ÀS RUAS NO 19J? [Intersindical Debate #33]
POR QUE IR ÀS RUAS NO 19J? [Intersindical Debate #33]
Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários