Setor químico sofrerá impactos com a venda da participação da Odebrecht, na Braskem

Setor químico sofrerá impactos com a venda da participação da Odebrecht, na Braskem

Impactos com a venda da participação da Odebrecht, na Braskem

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

O anúncio da negociação da venda da participação da Odebrecht na Braskem para a transnacional holandesa LyondellBasell deve alterar os rumos de toda a cadeia petroquímica mundial. O alerta foi feito pelo Dieese em nota técnica nº 196.

Ao longo das últimas décadas a movimentação do Estado tem sido a de abandono do setor para a iniciativa privada, marcada pela ausência de estratégias que visem a um modelo de desenvolvimento econômico e à soberania nacional.

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

“Hoje, a posição de destaque que o país vem ocupando – especialmente em relação ao desenvolvimento de alternativas sustentáveis – e todo o seu potencial inovador de desenvolvimento podem estar ameaçados”. “A maior dependência externa e a ampliação nas remessas de lucros e dividendos ao exterior são fatores que agravam ainda mais esse quadro”, diz o texto.

Os técnicos do Dieese chamam atenção para a movimentação de abandono do Estado para a iniciativa privada, a ausência de estratégias em prol do desenvolvimento econômico e da soberania nacional e ainda trazem um alerta para o movimento sindical:

“A possibilidade de um acordo de venda da participação da Braskem – tanto pela Odebrecht, quanto pela Petrobrás – caracteriza um grave retrocesso e é motivo de grande preocupação do movimento sindical, que não se restringe apenas à justa defesa das condições de trabalho. As questões que se colocam e devem ser motivo de debate estão profundamente atreladas aos rumos da industrialização nacional, que passam pela necessidade urgente de superação do déficit comercial, por meio da internalização da produção, e pela geração de emprego decente”.

Cadeia petroquímica

No Brasil, mesmo com o monopólio da Braskem na produção de resinas, o poder de negociação do setor de transformados plásticos – em especial das pequenas e médias empresas -, é comprometido em função da dificuldade de acesso a resinas com preços competitivos.

“Se a configuração atual – ou seja, empresa nacional de capital estatal e privado com atuação monopolística – já apresenta limitações para definir estratégias que integrem e beneficiem todos os setores interligados da cadeia produtiva, a desnacionalização da Braskem representaria um risco ainda maior, pois interferiria em toda a cadeia de produção, impactando, inclusive, os consumidores finais”, alerta.

O texto do Dieese destaca que enquanto a Braskem protagonizou papel de destaque nacional durante os anos 2000, o movimento sindical, em inúmeras oportunidades, teve importante atuação nos debates sobre o futuro da indústria petroquímica nacional.

“Nesse período, organizou um movimento de unidade sindical, composto pelo Sindicato dos Químicos do ABC, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas da Baixada Santista, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas de Duque de Caxias e Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia (atual Sindiquímica Bahia) criou a rede de trabalhadores, com o intuito de articular estratégias para encaminhar suas reivindicações ao governo federal”, diz a nota.

Uma das suas ações foi a entrega da Carta de Salvador ao presidente Lula, que, além de conter pauta específica sobre temas relativos ao trabalho da categoria, apontava para a necessidade da participação da Petrobras no setor e, ainda, para a presença efetiva dos trabalhadores nos conselhos das empresas privadas da área. Entre as questões abordadas, a principal referia-se à integração de toda a cadeia petroquímica – do poço ao plástico.

“Dessa maneira, a permanência da Petrobras no setor, seja através do fornecimento de insumos em condições competitivas e diferenciadas e/ou através da participação acionária na Braskem, é fundamental para a viabilização de uma política industrial que norteie toda a cadeia produtiva”, diz a nota. Sobre a participação da Petrobrás em empresas petroquímicas,”a mais relevante é sem dúvida na Braskem, porém a estatal tem parte em várias outras empresas do ramo, como a Deten Química S.A, Metanor S.A/Copenor S.A, Fábrica Carioca de Catalisadorese Petrocoque S.A”.

Desafio

De acordo com a nota, o principal desafio é “alterar essa trajetória e retomar o planejamento com o controle estatal assumido pela Petrobrás para o fortalecimento de todo o setor químico”. “Abrir mão de um setor tão estratégico e dinâmico pode aprofundar a desindustrialização no país, promover o fechamento de empresas e de postos de trabalho e, consequentemente, minar as possibilidades de construção de uma sociedade justa e igualitária”.

Fonte: Químicos Unificados de Osasco e Região


CLIQUE E ACOMPANHE A INTERSINDICAL NAS REDES

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

COMPARTILHE
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

Já assistiu nossos últimos vídeos no YouTube?

2 de outubro FORA BOLSONARO
2 de outubro FORA BOLSONARO
Nilza Pereira: Unidade é a chave para derrotar Bolsonaro
Nilza Pereira: Unidade é a chave para derrotar Bolsonaro
100 mil na Paulista pelo Fora Bolsonaro
100 mil na Paulista pelo Fora Bolsonaro
Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários