Greve Geral na Argentina denuncia o acordo com o FMI

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Nesta segunda-feira, dia 25/06, a classe trabalhadora argentina respondeu à convocação das centrais sindicais do país, e entraram em greve, a terceira enfrentada pelo presidente neoliberal Mauricio Macri.

A greve foi organizada em unidade das principais centrais sindicais argentinas- CTA, CTA-autônoma e CGT – e tem como reivindicações o reajuste salarial de 25%, em decorrência da elevação do custo de vida no país, que tem aumentado vertiginosamente durante o Governo Macri. As Centrais condenam ainda os recentes acordo firmados entre o Governo Argentino e o FMI, o país pediu 50 bilhões de dólares ao Fundo para tentar conter a crise do peso argentino que se desvalorizou 40% desde a entrada de Macri.

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Os sindicatos e organizações da sociedade civil se opõe aos termos deste acordo com o FMI, que para que fosse aceito, o FMI exigiu o corte nos gastos públicos, o que irá aprofundar a crise social e levará mais pessoas ao desemprego e a ausência de cobertura social. Macri se comprometeu a reduzir o déficit público a zero até 2020, isso implica em parar as obras, reduzir o repasse para as províncias e reduzir a estrutura do estado.

A agenda neoliberal de Macri tem aprofundado a crise econômica do país, segundo analistas, o crescimento econômico argentino, no melhor dos casos, não passará de 1,5%, um crescimento completamente insuficiente para melhorar a situação do emprego no país.

A greve envolveu, em especial, o setores de transporte urbanos, aéreos e de carga. No início do dia, a capital argentina estava praticamente parada. Se somaram a greve diferentes movimentos sociais e populares que realizam atos, bloqueio de vias e uma série de mobilizações durante todo dia.

Para Ricardo Saraiva (Big) – Secretário de Relações Internacionais da Intersindical Central da Classe Trabalhadora – “Devemos prestar toda a solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras argentinos em greve. É uma greve justa, que enfrenta na Argentina, a mesma agenda que enfrentamos no Brasil e em outros países da América Latina. Uma agenda que retira direitos, congela investimentos e o financiamento das políticas públicas, ou seja, o desmonte do estado em favor do capital. Macri e Temer possuem a mesma agenda, a diferença é que o primeiro foi eleito e o segundo precisou de um golpe para assumir a presidência.”

Texto: Pedro Otoni


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