Greve de terceirizadas na UFRGS conquista pagamento do salário atrasado

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ASSUFRGS (Associação dos Servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

O dia 10 de fevereiro, iniciou com greve das trabalhadoras e trabalhadores terceirizados da UFRGS, contratados pela empresa Multiágil.

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Estes trabalhadores deveriam ter recebido o pagamento do salário do mês de janeiro até a sexta-feira, dia 6. No entanto, os dias foram se passando e a supervisão da empresa, começou a passar nos setores informando que talvez o salário seria pago na quinta-feira, dia 12, ou sexta-feira, dia 13.

A atitude da Multiágil, que ao invés de pagar, estava enrolando os trabalhadores com promessas de incerteza, foi determinante para a revolta e a decisão de cruzar os braços. Quando eram 9 horas da manhã, para mais de 60 trabalhadoras e trabalhadores da limpeza, da jardinagem e da manutenção, no Campus do Vale da UFRGS, já estavam reunidas no pátio da universidade. Ao começar a ligar para outros colegas, descobriram que os terceirizados da Multiágil do Campus Centro também estavam parados.

Em seguida, alguns trabalhadores telefonaram para dirigentes da Intersindical que atuam na UFRGS, que de imediato foram até o local para apoiar o movimento. A advogada militante, colaboradora da Intersindical Valnez Bitencourt, os dirigentes da ASSUFRGS João Batista, Antonieta Xavier e Bernadete Menezes estiveram com os terceirizados em greve até o final da tarde, quando a empresa, depois de reuniões de emergência com a prefeitura do Vale, informou que efetuaria o pagamento no dia seguinte.

Ontem, dia 11, antes do final do dia, os salários foram depositados. Uma vitória de um dia de greve dos terceirizados da UFRGS.

“Esta situação de atrasar o pagamento dos nossos salários ou não pagar os nossos direitos já aconteceu várias vezes. Mas, foi a primeira vez que tantas colegas pararam.” E “ Meus colegas estão se dando conta de que tem que se organizar e lutar pelos nossos direitos. Só assim a empresa cumpre o que deve.” – declararam trabalhadoras, para esta matéria da Intersindical.

Os terceirizados da Multiágilvivem a mesma situação de superexploraçãodo seu trabalho por empresas terceirizadas. Isto é inaceitável e é absurdoque instituições públicas, como a UFRGS, considerada uma das universidades de excelência no país, admita práticas recorrentes como estas, que motivaram a paralisação do dia 10 de fevereiro, de lesão aos direitos trabalhistas.

“Eu vi na tv, que neste mesmo dia, trabalhadores terceirizados da Petrobras trancaram a Ponte Rio-Niteroi e marcharam pela ponte. “ – Contou uma trabalhadora, numa demonstração de que percebe que o problema dos trabalhadores terceirizados não acontece só na UFRGS, ou em Porto Alegre, mas é um problema nacional.

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