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Governo Sartori (PMDB) anuncia que não tem dinheiro para pagar 13º dos servidores

O Governo Ivo Sartori (PMDB) convocou as principais lideranças dos servidores para uma reunião na manhã desta quinta-feira (29). Na pauta, estava o pagamento dos salários do mês de outubro. Sem a presença do governador, o Secretário da Fazenda, Giovani Feltes, além de anunciar o pagamento integral do mês de outubro, avisou que o governo não tem dinheiro para pagar o 13º dos servidores do Executivo este ano. O Secretário ainda avisou que o pagamento dos salários de novembro não estão garantidos. “Nós não vamos ter condições de pagar o 13º salário dos servidores estaduais. Vamos fazer o máximo esforço para pagarmos as folhas de novembro e dezembro”, avisou Feltes. O encontro aconteceu no Galpão Crioulo e contou também com a presença do Chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi. A UGEIRM participou do encontro junto com outras entidades representativas dos Servidores Públicos.

Governo Sartori/PMDB tenta colocar Tabela de Subsídios da Segurança como vilão das finanças

O Secretário começou o seu pronunciamento mostrando as dificuldades financeiras do Estado. Assumindo o papel de mensageiro do caos, Feltes declarou que a situação para o ano que vem, apesar do aumento de impostos, tende a ser pior ainda do que 2015. Em sua fala, ele lembrou da tabela de subsídios da Segurança Pública confirmando o pagamento da parcela de novembro, porém, sugeriu que este seria um dos motivos do déficit de mais de R$4 bilhões previsto para 2016, numa clara tentativa de jogar outros setores do serviço público contra os trabalhadores da Segurança Pública. Para Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm, “o Governo Sartori/PMDB, quando tenta responsabilizar o reajuste da Tabela de Subsídios da Segurança Pública pelo rombo nas finanças do Estado, está brincando com fogo. Ele precisa entender que investimento em segurança não é gasto, é garantia de segurança para a população. Se ele tentar descumprir a Lei e não pagar o reajuste da nossa tabela, a reação dos policiais vai ser de proporções que o governo Sartori/PMDB não imagina. Não vamos assistir parados ao Governo brincando com a segurança da população. Os reajustes da Tabela de Subsídios são direitos conquistados, frutos de uma negociação dos policiais com o Governo. Nesta negociação nós abrimos mão dos nossos triênios, dos adicionais de 15 e 25% e do risco de vida de 222%, enquanto o Governo se comprometeu com os reajustes da Tabela. Não vamos aceitar que o Governo descumpra o acordo. O que foi acordado tem que ser cumprido”.

Governo sugere empréstimo para receber décimo terceiro

Giovani Feltes declarou, ainda, que o governo vai tentar alguma alternativa para o pagamento do 13º salário. Entre essas alternativas, ele levantou a possibilidade dos servidores contraírem empréstimo junto a instituições financeiras. Porém, descartou a possibilidade desse empréstimo ser feito no nome do Governo. “Nós não podemos fazer empréstimo no Banrisul para bancar nenhuma folha de pagamento. O que eu disse, desconhecendo na exatidão como se deu nos governos citados, é que nós vamos tentar encontrar alguma alternativa. O fato é que nós estamos impedidos, mas talvez a rede bancária possa fazer algum programa, abrir alguma alternativa de crédito para os servidores, o que não depende de nós”, explicou Feltes. Questionado se os juros dos eventuais empréstimos seriam pagos pelo governo, ele disse que não tinha condições de responder e que isso dependeria de negociação com as instituições financeiras.

Governador Sartori prefere anunciar trajeto da Tocha Olímpica

Como já se tornou costume nesse governo, o Governador Sartori/PMDB preferiu não se reunir com os servidores. No mesmo momento em que o Secretário da Fazenda comunicava aos servidores que o Natal desse ano será sem 13º salário e, talvez, até mesmo sem salário, o Governador fazia o anúncio que a Tocha Olímpica vai percorrer 20 cidades do Rio Grande do Sul. Para o governador Sartori/PMDB, o trajeto da Tocha Olímpica tem mais importância do que o salário dos servidores que garantem a segurança, a educação e a saúde do nosso Estado.

O que era para ser uma reunião do Governo com as entidades dos Servidores Públicos, não passou de um monólogo, onde o Secretário desfiou todas as dificuldades que encontra para fechar as contas do Estado. Para a Diretora de Gênero da UGEIRM, Neiva Carla, que estava presente na reunião, “se o Governo queria mesmo travar um diálogo com os servidores, deveria ter nos chamado para sentar à mesa e apresentar sugestões. As dificuldades do Governo nós já conhecemos, queremos é saber porque somente os servidores pagam a conta”.

Fonte: UGEIRM Sindicato

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