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Feira da Reforma Agrária terá presença de Pepe Mujica e Bela Gil em conferência sobre alimentação saudável

A atriz Letícia Sabatella e o ex-ministro da saúde, Alexandre Padilha, também compõem a mesa. Outros espaços de formação ampliarão o debate sobre a Reforma Agrária Popular.

A 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária, que começou nesta quinta-feira (4) e vai até o domingo (7) no Parque da Água Branca, em São Paulo, tem na programação uma série de seminários, conferências e um espaço literário dedicados a ampliar o debate sobre a alimentação saudável e as muitas dimensões da luta pela Reforma Agrária Popular.

“Um dos principais momentos de formação será na sexta-feira, quando teremos, pela manhã, um debate sobre os impactos dos transgênicos e dos agrotóxicos na saúde e no ambiente. E pela tarde, discutiremos as alternativas para enfrentarmos esse modelo imposto pelo agronegócio. A partir das experiências do MST, desenvolvidas nas áreas de acampamento e assentamento, discutiremos a produção agroecológica, os processos de educação e formação dos trabalhadores que lidam diretamente com a produção de alimentos, e tudo o que já acumulamos sobre a produção e comercialização”, afirma Cristina Vargas, da Direção Nacional do MST.

Um dos momentos mais esperados da feira é a conferência“Alimentação saudável é um direito de todos e todas”, às 10h de sábado (6), com a presença do ex-presidente uruguaio José Pepe Mujica, da culinarista e apresentadora de televisão Bela Gil, da atriz Letícia Sabatella, o ex-ministro da saúde Alexandre Padilha e do integrante da Direção Nacional do MST, João Pedro Stédile. “Será um espaço para fazer o diálogo com a sociedade sobre a alternativa da agroecologia, que garante uma produção que de fato leve em conta o cuidado com a saúde, com o ambiente, e com a vida de quem produz. O nosso objetivo é fazer as pessoas entenderem que esse não é só um debate do campo, mas do conjunto da sociedade, do campo e da cidade”, afirmou Vargas.

Ainda no sábado, terá o lançamento da plataforma #ChegaDeAgrotóxicos pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, uma articulação de entidades, movimentos e organizações populares, além de personalidades de todo o mundo com o objetivo de informar as pessoas sobre o tema dos agrotóxicos e coletar assinaturas contra um conjunto de leis que busca facilitar o registro de novos químicos na produção de alimentos, conhecido como ‘Pacote do Veneno’.

Além dos seminários e conferência, o MST prepara um espaço literário, onde ocorrerá o lançamento do livro “Brasil em fúria: democracia, política e direito”, com a presença dos autores: Giane Ambrósio Alvares, Marcelo Semer, Márcio Sotelo Felippe, Patrick Mariano e Rubens Casara, entre outras atividades. “A feira é um grande espaço de encontro, de intercâmbio de saberes e também de cultura, onde se mistura arte e política para celebrar a vida, a luta e a diversidade do povo brasileiro”, destaca Carla Loop, da coordenação do evento.

Mas Cristina Vargas lembra que a formação, o debate, não está resumido nos seminários e conferências, mas em cada uma das atividades que acontecerão durante os quatro dias de evento no Parque da Água Branca. “Para nós, todas as atividades da Feira Nacional da Reforma Agrária são espaços de formação. Então quando pensamos no diálogo dos feirantes com o público da feira, entendemos que também é um momento de formação, tanto para os feirantes, como para a sociedade que terá oportunidade de saber sobre a produção dos alimentos”, declarou.

Clique aqui e confira a programação completa da 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária

Fonte: Página do MST / Por Leonardo Fernandes

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