Em nenhum lugar do mundo se trabalha 80 horas por semana

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Nesta sexta, 08, o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade, afirmou que o governo deve promover “medidas muito duras” nas leis trabalhistas para equilibrar as contas públicas. Como exemplo, Andrade citou a França e a recente reforma que teria ampliado a jornada para 80 horas semanais.

A notícia chocou as redes sociais. Para se colocar em um plano prático, de segunda a sábado, 80 horas semanais significariam, aproximadamente, 13 horas diárias. Seria como entrar às 8 da manhã e sair às 21 horas todos os dias.

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Apesar da fala do presidente da CNI, em nenhum lugar do mundo essa jornada de trabalho é praticada. Conforme aponta estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o país onde mais se trabalha no mundo é o México, com 9,54 horas diárias; em segundo lugar vem o Japão, com 9 horas diárias.

As médias de jornada revelam, inclusive, a quantidade além da imposta pela legislação trabalhista dos países. Isso porque a Organização Internacional do Trabalho classifica como insalubre qualquer jornada que exceda a 48 horas semanais.

Segundo a Organização em seu estudo Duração do trabalho em todo o mundo: tendências de jornadas de trabalho, legislação e políticas numa perspectiva global comparada, a preservação da saúde dos trabalhadores foi um ponto primordial para a adoção de um teto global de 48 horas no início do Século XX.

Durante as últimas cinco décadas houve uma mudança global para um limite de 40 horas. A evidência mais recente, em um estudo de 2005 da OIT, mostra que esse limite é o patamar predominante no mundo.

“O limite de 40 horas, no entanto, não tem sido visto apenas como um estímulo para a geração de empregos, mas tem sido reconhecido como contribuição para um conjunto maior de objetivos, inclusive, em anos recentes, o aprimoramento do equilíbrio trabalho-vida” – apontou a organização no relatório.

Segundo a Organização, a extensão da jornada de trabalho está intrinsecamente ligada à baixa produtividade e baixos salários, uma vez que os trabalhadores precisam se utilizar de horas-extras para aumentar os rendimentos.

Fonte: Justificando.com

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