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Em duas semanas de paralisação, greve de bancários é a mais forte dos últimos anos

Os trabalhadores bancários entram em seu 14º dia de greve nesta segunda-feira. De acordo com os trabalhadores, esta é a maior greve da categoria dos últimos anos. A intransigência da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em oferecer uma proposta adequada está fazendo com que a paralisação cresça a cada dia.

A proposta da Fenaban, representante patronal dos banqueiros, segundo os trabalhadores é inferior à inflação (9,88% – INPC). Contudo, os patrões continuam surfando na crise. Desde 1995 o juros não estão tão altos, chegando a 12,28%.

Apesar dos juros absurdos, 6.003 postos de trabalho foram fechados desde janeiro, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No entanto, o mesmo departamento de estatística aponta que no espaço de um mês o trabalhador consegue pagar seu salário em apenas seis horas de trabalho. O restante do mês o trabalhador acaba se dedicando a gerar lucro.

Com isso, a ampliação da greve se torna inevitável. Apenas no Espírito Santo, por exemplo, já são 335 agência for de funcionamento, entre o setor público e privado. Na semana passada uma das maiores agências do Banco do Brasil no país, localizada na Avenida Paulista, entrou na lista de agências fechadas.

Nesta segunda-feira, às 17h30, haverá nova assembleia organizativa na quadra dos bancários.

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