Édgar Sarango denuncia submissão do governo equatoriano ao FMI

Édgar Sarango denuncia submissão do governo equatoriano ao FMI

Presidente da Confederação dos Trabalhadores do Equador (CTE), Édgar Sarango criticou a política de endividamento externo do governo de Lenín Moreno. O país selou acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para empréstimo de US$ 10 bilhões em troca de reformas neoliberais na estrutura estatal. Sarango também denunciou a privatização de empresas estatais, bancos e estradas equatorianas, além de concessões de campos de petróleo e hidrelétricas.

As críticas de Édgar Sarango, no entanto, não miraram apenas o atual governo, mas também a própria Revolução Cidadã e os mandatos de Rafael Correa. Segundo ele, o modelo econômico se manteve exportador primário, com uma matriz produtiva centrada na exploração da riquezas naturais, e a exploração sobre a classe trabalhadora não alterou seu padrão. Sarango também criticou as relações entre a empreiteira Odebrecht e o Estado equatoriano. Dessa forma, a situação atual do Equador, com Lenín Moreno, seria um desdobramento e não ruptura com os governos anteriores de Correa.

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    Sarango também criticou o movimento sindical que perdeu independência frente aos governos progressistas latino-americanos e se afastaram da estratégia geral de tomada do poder político pelos trabalhadores. O dirigente sindical defendeu a teoria marxista como principal orientação para a classe trabalhadora e afirmou que é preciso combater a burocratização dos sindicatos e o vício eleitoreiro dos partidos políticos.

    Veja a apresentação de Édgar Sarango aqui


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