Hoje é o dia Nacional de Luta e Paralisações em Defesa dos Direitos dos metalúrgicos

Trabalhadores cruzam os braços. Greve. Paralisação

Metalúrgicos de diversas capitais brasileiras fazem manifestações contra as propostas de reformas sugeridas pelo governo federal e em defesa de direitos. O ato unitário reúne federações, confederações e centrais sindicais em uma ação preparatória para uma greve geral.

A categoria enfrenta o desemprego e terceirização enquanto no Congresso Nacional tramitam leis para enfraquecer ainda mais a vida dos trabalhadores. A GM de São Caetano (SP), por exemplo, já anunciou novas demissões para depois das eleições municipais deste domingo (2). Antes de 2013 a montadora somava mais de 10 mil trabalhadores. Atualmente este número caiu para aproximadamente 6.500 funcionários. Cerca de 850 empregados já estão em regime de layoff, que é a suspensão temporária do contrato de trabalho.

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    Em São Paulo, o protesto começou às 9h, na Praça Lorenzetti, na Moóca, zona leste, e seguiu em passeata pelas avenidas do Estado e Presidente Wilson. Na zona sul, a concentração foi próxima da Ponte do Socorro.

    Em Campinas, os trabalhadores paralisaram os serviços nas fábricas da Benteler Componentes Automotivo e Samsung. Os funcionários do complexo Amsted Maxion, em Hortolândia (SP), da Toyota Brasil, em Indaiatuba (SP), e da Honda, em Sumaré (SP), também paralisaram a produção.

    No Paraná, os funcionários das principais montadoras com sede no estado, como Renault, Volkswagen, Volvo, Audi, Bosch, entre outras, iniciaram os protestos às 6h da manhã.

    Metalúrgicos de Curitiba e São José dos Pinhais, na região metropolitana, protestam desde as 6h desta quinta-feira (29) contra os cortes de direitos dos trabalhadores. Eles também exigem que o governo adote medidas que acelerem a economia e retomem o emprego no setor.

    No Rio Grande do Sul, metroviários se juntaram à luta. Os metalúrgicos se concentraram em frente à fábrica da General Motors, em Gravataí. E os metroviários liberaram as catracas em estações do Trensurb de Canoas (La Salle) e São Leopoldo.

    Uma mobilização de servidores estaduais contra o parcelamento de salários, a PEC 241, as reformas trabalhistas e da previdência trancou o trânsito na Avenida Borges de Medeiros, região central de Porto Alegre.

    INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora

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