Coletivo de Mulheres dos Químicos Unificados prepara trabalhadoras para encontro sobre gênero

As trabalhadoras da base do Unificados estão convidadas a participar de encontros regionais nos Centros de Formação e Lazer (Cefol) de Campinas e Osasco, que serão atividades preparatórias para o Encontro de Mulheres da Base, a partir da discussão de alguns temas centrais: “feminismo”, “direito ao corpo” e “mulher e trabalho”. Em Campinas o encontro regional será realizado em 13 de setembro (domingo) e em Osasco no dia 20 de setembro (domingo). Ambos com início às 09h30. Para participar, basta entrar em contato com dirigentes sindicais do Unificados. A coordenação dos trabalhos será da socióloga Marcela Moreira.

Desigualdade de gênero

Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, divulgada pelo IBGE em 2013 revelam que as mulheres são maioria da população brasileira (51,4%), passaram a viver mais, têm tido menos filhos, ocupam cada vez mais espaço no mercado de trabalho e, atualmente, são responsáveis pelo sustento de 37,3% das famílias.

Este estudo retrata a crescente presença de mulheres em diferentes espaços sociais, mas para o Unificados é importante a questão: Seja no trabalho ou nos lares, há, de fato, condições iguais de vida entre homens e mulheres?

As estatísticas sobre a violência contra as mulheres mostram que muito precisa ser feito.

Em seu 6º Congresso, entre outras decisões, o Unificados definiu oferecer formação continuada às trabalhadoras da base e continuar com a realização de encontros e oficinas com o objetivo de combater a opressão, o machismo, e avançar no campo das condições de trabalho para as mulheres dos setores químico e farmacêutico.

Brasil é o 7º país com maior número de homicídios de mulheres

Entre 1980 e 2010, cerca de 92 mil mulheres foram assassinadas, sendo 43,7 mil só na última década. Em média, a cada 2 horas uma brasileira foi morta em condições violentas.
Comparando-se a quantidade de mortes no primeiro ano (1980) e no último (2010) do período estudado, os homicídios passaram de 1.353 para 4.465 – um aumento de 230%.

O Brasil tem 4,4 assassinatos para 100 mil mulheres, que o coloca entre os países com maior índice de homicídios femininos: ocupa a sétima posição em um ranking de 84 nações.

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Fonte: Sindicato dos Químicos Unificados de Campinas, Osasco, Vinhedo e região

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