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Um chamado à união entre as religiões por um mundo melhor

Articulação Brasileira pela Economia de Francisco e Clara (ABEFC)

Francisco de Assis é uma figura histórica respeitada para além das fronteiras do catolicismo. Ele se desfez de bens materiais em solidariedade aos necessitados e foi a primeira pessoa a ter uma notória relação de irmandade com a natureza. Foi pioneiro também no diálogo entre religiões diferentes, pela paz, o que ocorreu em 1219, com o sultão muçulmano Malik Al-Kamil. É, portanto, uma grande referência espiritual não só para católicos, mas também para evangélicos, espíritas, budistas, judeus, adeptos dos cultos afro-brasileiros e outras religiões e culturas. Foi a partir dessa experiência que o Papa Francisco nos convocou para o Encontro da Economia de Francisco a ocorrer na cidade italiana de Assis, destaque a ser dado aqui para a mobilização que ocorre no nosso país através da Articulação Brasileira pela Economia de Francisco e Clara (ABEFC). Adotamos esse nome pelo valor evangélico de Clara de Assis e pela compreensão de que feminino e masculino devem caminhar necessariamente lado a lado, sem superioridade, mas com horizontalidade.

Na carta de princípios da ABEFC é destacada a busca da passagem do egoísmo à generosidade; a humana dimensão da espiritualidade; a opção preferencial pelos pobres; a distribuição justa do dinheiro público; a renda básica da cidadania e os impostos sobre grandes lucros e fortunas. Diante da pandemia da Covid-19, nós conclamamos as diversas comunidades religiosas a se unirem em prol do apoio concreto e imediato aos mais necessitados, e principalmente, a quem menos pode circular, afinal: ‘quem tem fome, tem pressa’. Tal apoio pode se dar tanto por auxílio direto ou divulgação de iniciativas solidárias amplas [destacamos o portal da internet www.todomundo.org], quanto em termos de estímulo a práticas comunitárias locais junto a associações, igrejas, sindicatos e outras entidades.

Dentre elas ressaltamos:

a) ajuda entre vizinhos; divisão dos afazeres de casa; tolerância e respeito com os que estão em reclusão conjunta, e especial atenção à violência doméstica contra mulheres neste momento;

b) manutenção, com o maior salário possível, de todos empregados afastados, inclusive as empregadas domésticas;

c) prioridade às compras no pequeno comércio local;

d) abertura de prédios religiosos para as pessoas receberem doações e higienização;

e) suspensão, se possível, ou pelo menos, a oferta de descontos em aluguéis residenciais e comerciais por três meses;

f) doação de alimentos, remédios, produtos de proteção, higiene e limpeza, roupas e cobertores lavados, e a realização de compras para idosos, evitando assim sua exposição.

É através dessas ações de práticas solidárias que nós estimulamos que a Economia de Francisco e Clara, aos poucos, se concretizará no cotidiano de todos nós.
Saúde, paz e bem!

ABEFC – Articulação Brasileira pela Economia de Francisco e Clara

Assista entravista completa com Eduardo Brasileiro, da ABECF:

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