Opinião

Artigos de opinião do site

Por Paulo Kliass A longa novela envolvendo o superministro da economia Paulo Guedes, os ministros mais próximos de Jair Bolsonaro e os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Rodrigo Maia (DEM) e Davi Alcolumbre (DEM), é composta por relações de amor, ódio, amizade, agressões e também de concordância. Apesar das diferenças públicas, é …

Maia e Guedes: uma relação de amor e ódio Leia mais »

Mas, afinal, disputar uma eleição virou um “bom negócio” por quê? E para quem?

Fato é que diversos outros meios de comunicação, comerciais ou alternativos, têm abordado isso com a mesma preocupação: as polícias militares ou setores delas, mesmo sem o Exército, acompanhariam Bolsonaro em um golpe contra os outros poderes, com o objetivo de fechar o Congresso e o Supremo, e instituir uma perseguição implacável e violenta contra as organizações populares e aos adversários do governo?

O Brasil tem muito espaço para aumentar sua dívida pública, em especial pelo lastro que temos com o volume de reservas internacionais acumuladas ao longo das últimas duas décadas.

Luiz Gonzaga Belluzzo, questionado sobre a Medida Provisória, MP 927, disse tratar-se de verdadeiro “atentado à razão humana”2, na medida em que, na contramão dos demais países que enfrentam a pandemia do Covid-19,…

Aviso aos patrões: força maior não autoriza dispensa de empregados ou redução salarial; acordo individual não pode reduzir salário.

Por Pedro Rossi, Professor da Unicamp 1. Primeiro é preciso largar o dogmatismo fiscal e rasgar a fantasia neoliberal. Temos que esquecer aquele papo de que não tem dinheiro, de que o Estado está falido. Isso é mito/mentira. Tem dinheiro. 2. Não há restrições financeiras para o gasto público, além das regras instituídas. O governo …

Como financiar o combate ao coronavirus? 10 observações Leia mais »

A única medida razoável que pode ser adotada em face da crise cambial é o fechamento do câmbio. Nenhum dólar das reservas, por nenhuma razão, deve sair do país enquanto a crise durar.

Proponho analisar neste artigo a relevância das eleições municipais de 2020 para a consolidação de posições do projeto autoritário no Brasil, no nível local. A hipótese que apresento é que haverá uma mobilização das base locais do bolsonarismo para a disputa eleitoral em 2020, e que este processo poderá contribuir para o fortalecimento do projeto autoritário em curso na medida que lideranças locais reacionárias eleitas terão os recursos políticos e financeiros provenientes dos gabinetes para garantir a ligação entre o projeto das lideranças nacionais e as expectativas da base da pirâmide reacionária.

Em criminoso “erro”, Agência Nacional de Petróleo admite abandonar refinarias estatais. Medida obrigará país a processar cada vez mais petróleo no exterior. População pagará, pelos combustíveis, o que o mercado global quiser cobrar.

Lançando agora um novo vídeo, sobre o fim da prisão e detenção disciplinar (no âmbito administrativo) para policiais e bombeiros militares do Brasil.

Energia e transportes baratos para um Brasil mais justo Por J. Carlos de Assis Petroleiros, eletricitários, caminhoneiros e outras categorias profissionais decidiram unir suas forças para assegurar preços mais baixos para diesel, gasolina, gás e energia elétrica no Brasil. Estamos convencidos de que isso pode ser conseguido mediante uma política de preços segundo os custos …

Em defesa do serviço público Leia mais »

Jair Bolsonaro incentiva mais Execuções Sumárias e Genocídios quando defende a ampliação das Excludentes de Ilicitudes.

Vídeo do membro da Direção Nacional da Intersindical e Policial Militar da Reserva de Santa Catarina, Amauri Soares.

O movimento sindical precisa intervir nesse cenário com inteligência estratégica e propostas alternativas de políticas públicas, não para negar o desenvolvimento científico e tecnológico, que passou a ser imperativo dos tempos atuais, mas para colocá-lo a serviço do ser humano, inclusive daquele que é vítima de desemprego decorrente da automação, da digitalização, da robótica e de outras inovações produtivas.

O presente artigo é o terceiro da série sobre a crise do Pacto Federativo Brasileiro. Nele serão apresentadas as razões pelas quais a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF agride a autonomia dos entes federativo, reduzindo absurdamente a capacidade de governo de estados e municípios ao mesmo passo que amplia os privilégios econômicos do setor financeiro. 

Bacurau, sinônimo de violências simbólicas e reais: quando resistir para viver é muito além de um slogan ou palavra de ordem retórica!

A intenção do governo é enviar ao Congresso Nacional, entre novembro e dezembro, o projeto de reforma sindical e iniciar o processo legislativo para dar continuidade às mudanças trabalhistas. É de se esperar o que virá.

Nos últimos 40 anos, mais ou menos, vivemos uma nova fase na história do capitalismo, em especial nas relações de trabalho e nas relações da classe trabalhadora com a política. No mundo e no Brasil.

“A luta democrática deve assumir uma natureza popular e de massas, ou não será”. A democracia brasileira não se trata da realização de processos eleitorais periódicos.

A Seguridade Social é uma conquista histórica do povo brasileiro, significa um conjunto de direitos sociais fundamentais para a manutenção da dignidade de milhões de brasileiros e brasileiras. Porém, a aposentadoria, que é uma das bases da seguridade está sob ataque com a PEC 06/2019. A seguir apresentamos o que está em jogo na luta …

CONJUNTURA EM MOVIMENTO #2: Defesa do direito à aposentadoria Leia mais »

As alterações nas NR não vão simplificar, mas flexibilizar garantias de segurança e saúde dos trabalhadores

Com o objetivo de analisar a conjuntura elaboramos uma série de artigos sobre o momento atual e as tarefas prioritárias da classe trabalhadora. Neste primeiro texto é apresentada uma proposta de caracterização do atual governo.

A luta em defesa da aposentadoria é um meio e não o fim! Em defesa da aposentadoria, do emprego, da educação e da democracia! Em defesa da liberdade de imprensa!

Segundo dados da PNAD, divulgados ontem pelo IBGE, houve um soluço no emprego. 93,3 milhões de brasileiros estão empregados, 2,4 milhões a mais do que no segundo trimestre do ano passado.

E é essa demanda que corre sério risco de desatendimento caso o lumpenfinancista G. Montezano, presidente bolsonariano da instituição, leve a cabo seu plano de “enlamear para desmanchar”.

O Brasil discute uma reforma da previdência que tende a aumentar desigualdades, embora sua propaganda aluda ao combate de privilégios. O país também se prepara para…

A morte de Paulo Henrique Amorim não podia ser em pior dia: o dia em que estão enterrando o pouco que ainda resta de previdência pública e universal neste país que era a sexta economia do mundo há apenas três anos.

No dia de ontem não houve cidade grande ou média que não tenha sentido os efeitos dos movimentos chamados pelas centrais.

As intenções da Lava Jato são questionáveis, sua forma é nitidamente reprovável, porém, agora, existe base material para sua condenação.

Só não viu quem não quis ou quem, por razões ideológicas, não quis ver, que o processo contra o ex-presidente Lula estava viciado desde o início.

O Supremo Tribunal Federal (STF) adotou uma decisão bastante polêmica na quinta-feira, dia 6 de junho. O pleno foi chamado a se manifestar a respeito da necessidade de autorização legal prévia para que seja levada à privatização qualquer empresa estatal.

Da construção do inimigo, o marxismo cultural e a Universidade, à trapaça olavista; da criação de porcos ao marxismo.

Nas primeiras manifestações de junho de 2013 eu saí com nossos colegas da UFRGS para o centro de Porto Alegre. Fui com minha bandeira do PSOL. Assim que cheguei na Esquina Democrática vários jovens começaram a gritar comigo: sem partido! Sem partido! Sem Partido! Na mesma hora fiz um comício.

Uma das muitas falácias que se construíram nos últimos anos é que o governo brasileiro estaria sem dinheiro para pagar suas contas, o que explicaria a necessidade de fazer uma reforma da previdência a toque de caixa, do contrário, os servidores da União poderiam ficar sem receber seus salários já em 2020.

Lula está preso há mais de um ano em processo que não transitou em julgado. O Supremo Tribunal Federal ainda não decidiu de forma definitiva se é legal ou não a prisão com decisão em segunda instância quando a liberdade do réu não põe em risco nem a sociedade e nem o processo.

O presente artigo trata do papel da Lei Kandir na interdição do Pacto Federativo. As Dívidas Públicas Estaduais, a Lei Kandir e a Lei de Responsabilidade Fiscal funcionam como as três cabeças da criatura mitológica que guardaria a porta do inferno, um cão chamado Cérbero.

A Seguridade e Previdência Social representam o maior instrumento da política pública, pois envolvem a saúde, a assistência e a previdência.

A Medida Provisória 873, de 1º de março de 2019, veio para tentar concluir o serviço que a Lei n. 13.467/17 não conseguiu realizar por inteiro: aniquilar os sindicatos.​

É bem verdade que o famigerado termo do economês caiu um pouco em desuso nos meios dos “especialistas”, as figurinhas carimbadas sempre chamadas a fornecer suas opiniões nas colunas de economia dos grandes meios de comunicação.

A versão que vazou da reforma previdenciária proposta pelo equipe econômica do governo Bolsonaro é mais dura que a proposta pelo ex-presidente Michel Temer, porém ainda passará pelo crivo do presidente e também do Congresso Nacional, que poderá modificá-la em vários aspectos, especialmente a unificação de idade entre homens e mulheres.

A presença militar no Supremo Tribunal Federal é percebida por todos, aceita e comemorada por muitos e vem sendo naturalizada, para o estarrecimento de alguns.

A criação da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) foi mais uma das muitas decisões estratégicas adotadas por Getúlio Vargas. Com um projeto bastante definido a respeito dos rumos de um desenvolvimento nacional autônomo, ele deixou um legado fundamental para o futuro da sociedade brasileira. A constituição de uma empresa pública federal para se ocupar …

Paulo Kliass: Uma Vale e muitos crimes Leia mais »

“O primeiro escalão do time do capitão está permeado de quadros que exibem uma relação íntima com o financismo internacional e com os interesses do Departamento de Estado norte-americano”.  Por Paulo Kliass * Muito já foi dito e escrito a respeito dos interesses geopolíticos e econômicos que operaram ao longo do processo do golpeachment de …

Petrobras: a raposa no galinheiro Leia mais »

Por Leda Paulani | Imagem: Alex Andreev | em Outras Palavras A eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da república do Brasil deixa o mundo estarrecido. Seu estilo autoritário e agressivo, sua apologia à tortura, suas continuadas ofensas a determinados grupos ao longo de seus quase 30 anos de vida parlamentar (mulheres, negros, LGBTQs) e seu desprezo …

Neoliberalismo, distopias e Bolsonaro Leia mais »

A maior proeza de Jair Bolsonaro não foi ter vencido as eleições. Foi ter imposto sua agenda para toda a disputa. E esse – contraditoriamente – pode ser seu calcanhar de Aquiles no governo.

Seu programa fala em criar uma carteira de trabalho ‘verde e amarela’ para permitir ao ingressante no mercado negociar individualmente os termos de sua contratação, com menos direitos e à parte da CLT.

Em todas essas votações elencadas pelo DIAP, o presidenciável Jair Bolsonaro foi incoerente com que hoje propõe como candidato ao Palácio do Planalto. Isto é, ele votou contra os interesses do povo e dos trabalhadores na Câmara dos Deputados.

A terceirização é tão moderna que fará sempre prevalecer o interesse público e o bem geral da nação. Balela. Além de precarizar direitos, a terceirização vai ampliar a corrupção e os desvios de recursos públicos.

Alimentar o preconceito e o ódio contra povos indígenas e seus aliados faz parte da ‘tradição’ de políticos oportunistas e aproveitadores no Rio Grande do Sul. Por Cleber Buzatto, secretário executivo do Cimi.

O avanço do calendário eleitoral e a necessidade de os partidos cumprirem algumas exigências da legislação faz com que as candidaturas comecem a ter um formato mais próximo daquilo que deverá ser apresentado aos eleitores como alternativas na urna no dia 7 de outubro.

A reforma trabalhista em vigência desde novembro de 2017 completa nove meses no próximo 11 de agosto em meio a muitas dúvidas, ausência de indicadores capazes de medir sua magnitude e cercado de promessas que não pratica não se efetivaram.

no caso de um terceirizado, que não consegue contribuir por 12 meses, e, sim, por sete meses, será preciso 64 anos para poder contribuir 35 anos. Ou seja, ele só vai se aposentar aos 80 anos de idade.

O tema a ser tratado neste artigo é norteado por dados acerca do trabalho feminino nos países da América Latina. A dissociação de gênero para tratar da questão trabalhista na vida do proletariado se faz necessária, em nossa sociedade as mulheres ocupam uma posição hierarquicamente inferior, por meio de princípios patriarcais, a relação de opressão estabelecida para a vida das mulheres denota a importância de atentarmos

Que o modo de produção vigente segue princípios alienantes não é novidade, desde os primeiros estudos sobre sua gênese. Novidade histórica, talvez, seja a preocupação com seus efeitos ambientais. Não que não saibamos, há tempos, que a questão ambiental é residual frente a questão econômica, no capitalismo. Porém, somente há algumas décadas, o esgotamento dos recursos e as implicações do modelo de industrialização socialmente adotado receberam certa atenção, dadas as possibilidades catastróficas que se avizinham.

Economista e professora da FEA/USP explica o que levou à crise no país, com a paralisação dos caminhoneiros que completou sete dias.

As nossas relações com a Argentina sempre foram um tanto complicadas, em especial com relação a assuntos como futebol, música e política.

A Reforma Trabalhista começou para valer: venceu o mantra neoliberal de que a CLT atrapalha a criação de emprego e encarece o custo Brasil.

Sempre que converso com “economistas convencionais”, a palavra mais repetida por eles é “Déficit”. É déficit fiscal pra cá, déficit na previdência pra lá e por aí vai.

Como dizia, “um” policial não pode desviar sozinho tantas munições. Falo porque trabalhei com isso. Tem um conjunto de procedimentos exigidos para se movimentar ou usar munições, mesmo que para instrução, e sua posterior descarga (devolução das cápsulas vazias ao local de origem). Munições transportadas pelos Correios? Quem autorizou isso é co-responsável por todas as mortes que tais munições causaram!

“A estratégia anti-indígena em curso tem provocado uma espiral de violações que chega, neste ano de 2018, numa fase onde a barbárie contra os povos é praticada sem remorsos por “indivíduos comuns” e por forças armadas do próprio Estado”. A análise é de Cleber César Buzatto, Secretário Executivo do Cimi.

O ano começou com algumas notícias que os responsáveis pela área de economia dos grandes meios de comunicação aguardavam com bastante ansiedade. Afinal de contas, apresenta-se como árdua e inglória a tarefa de defender e elogiar um governo cuja popularidade anda tão baixa, que chega até mesmo a se confundir com a margem de erro das pesquisas de opinião.

As estatísticas oficiais relativas ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS) sempre foram objeto de polêmica e controvérsia. A divulgação de números e informações a respeito do sistema gerido pelo INSS implica um sem número de hipóteses que nem sempre conseguem alcançar o status de consenso ou mesmo de maioria entre os especialistas. No entanto, isso faz parte do jogo democrático e do debate plural em uma sociedade que amadurece seus sistemas de políticas públicas.

O Documentário “No Intenso Agora”, de João Moreira Sales, narra imagens amadoras captadas pela mãe do cineasta numa visita à China comunista. A sua alegria e choque são desvendados num mundo colorido e desconhecido. Filmagens dessa visita somadas às outras, além de colagens do Maio Francês de 68, trazem à tona as efervescências da rica e complicada década de 60.

Temer vai oferecer um jantar para deputados de sua base aliada na noite desta quarta (22). O objetivo é buscar formas de convencer 308 parlamentares a engolirem uma Reforma da Previdência, mesmo reduzida em relação à proposta original, a poucos meses da abertura do calendário eleitoral. Ou seja, da época em que muitos políticos lembram-se da população.

O direito de não ser escravizado como fundamento de jus cogens para reparação das vítimas. Guilherme Feliciano e Luciana Paula Conforti. Em tempos de portarias que relativizam o conteúdo daquilo que se entende ser, no Brasil, redução à condição análoga a de escravo (que, aliás, tem clara base legal no art. 149/CP, impassível de “modulações” pelo Ministério do Trabalho), e de ministros que comparam as suas suadas rotinas com “trabalho degradante”, “trabalho escravo” ou “jornada exaustiva”, é importante refletir algo mais, e com alguma profundida, a respeito do tema.

O ritmo alucinante de escândalos envolvendo Michel Temer e a marca de um ano para as eleições presidenciais de 2018 são alguns dos elementos que contribuem para que o debate a respeito de alternativas de projeto de país comece a ganhar espaço nos meios de comunicação.

Os esforços levados a efeito, nos últimos anos, para a promoção dos direitos humanos no Brasil vinham merecendo reconhecimento internacional, como, por exemplo, o combate ao trabalho escravo, ainda que não se desconsiderem os variados problemas nesse campo que ainda se faziam sentir.

O ruralismo ampliou o raio de suas táticas anti-indígenas, em nosso país. Continua determinado a impedir as demarcações e a invadir e explorar as terras indígenas. A tentativa de legalizar o arrendamento destas terras é um forte indicativo de que estão também empenhados em tomar dos povos a posse das mesmas.

O ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira atendeu a um antigo pedido da bancada ruralista no Congresso Nacional e reduziu o conceito de trabalho escravo através de portaria publicada, nesta segunda (16), no Diário Oficial da União.

Parcela significativa do empresariado, do sistema financeiro e da direita brasileira – esta não se assumia como tal até pouco tempo atrás – nunca aceitou ou se conformou com o desenho do Estado incluído na Constituição de 1988, tido por eles como intervencionista, do ponto de vista econômico, e perdulário, do ponto de vista fiscal.

Com a reforma trabalhista, entregamos o Brasil à “modernidade” da economia capitalista globalizada, ávida por lucros e desejosa de um mercado flexível

Para discutir e analisar a conjuntura do mercado de trabalho de determinada economia são necessários mais do que dados. É preciso também pensar a estrutura produtiva e do próprio mercado de trabalho e estabelecer o recorte temporal a ser definido como conjuntura.

Refiro-me ao resgate do sindicalismo de classe em detrimento do sindicalismo de categoria. Porque o Novo Código de Trabalho que vai substituir a CLT, a partir de novembro, confronta não essa ou aquela categoria de trabalhadores, mas toda a classe trabalhadora.

Há décadas o 7 de setembro, data da independência do Brasil em relação à coroa portuguesa, é comemorado pelas pastorais sociais de Igrejas cristãs e movimentos sociais de nosso país como o dia do Grito dos Excluídos.

Foi golpe ou não foi golpe? Até os dias de hoje ainda há gente que resiste a aceitar a evidência dos fatos.

Durante as manifestações de 2016 a favor do impeachment de Dilma, era comum encontrarmos manifestantes da classe media conservadora que do alto da sua arrogância, misturada com a sua ignorância, manifestavam o temor que o Brasil se transformasse numa Venezuela. Atiravam no que achavam que viam mas acertaram no que jamais imaginaram que estivesse acontecendo.

1. HÁ UMA CRISE profunda na Venezuela. Neste exato momento, ela tem seu fulcro na disputa do poder. Embora exista um poderoso pano de fundo econômico, seu epicentro deslocou-se para a arena política…

A “reforma” trabalhista, aprovada dia 11 pelo Senado Federal, já foi sancionada no último dia 13, por Michel Temer. Sabíamos da pressa, desde o início. Assim como sabíamos que Temer não cumpriria a promessa de vetar dispositivos do texto legal, argumento na medida para aparentar ter seduzido senadores que posavam de indecisos. Precisamos admitir, porém, que não é hora para ingenuidades. Essa é também a razão pela qual não devemos crer que a edição de uma medida provisória possa alterar a radicalidade das mudanças contidas na Lei 13.467.

O Senado Federal aprovou, na noite desta terça (11), a Reforma Trabalhista sem fazer nenhuma alteração no texto do projeto que veio dos deputados federais. Para evitar que mudanças levassem o projeto de novo à Câmara, Temer, via senador Romero Jucá, prometeu algumas migalhas de concessão aos senadores que topassem jogar no lixo sua função de casa revisora através de medidas provisórias e vetos.

A votação da assim chamada reforma trabalhista que se inicia agora no Senado deverá ser um marco inaugural da Guerra social no Brasil. Ao contrário do que tem anunciado a imprensa, não se trata de uma reforma para “gerar empregos”, mas sim uma agressão definitiva à CLT, que consolidou conquistas civilizatórias no Brasil, a exemplo de férias, 13 salário e horário de alimentação.

É possível que o Brasil tenha entrado em um período de normalização da crise, ou algo aparentado com a “normalidade sofrente”, de que nos falava Cristophe Dejours, em O trabalho entre o sofrimento e o prazer. Não se trata de mera passividade ou conformismo, mas de um patamar a não ser perdido diante de uma situação de incertezas. Há muito de resignação e pouco de mobilização entre os de baixo. 

As empresas brasileiras sofrem com a desnacionalização. É o que aponta o artigo de Leandro Severo baseado em estudos da KPMG.

O substitutivo ao texto original da Proposta de Emenda à Constituição 287, de 5/12/2016, de relatoria do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) e aprovado em 3/5/2017 na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, alterou substancialmente as regras inicialmente previstas para a reforma previdenciária.

A inteligência gerada pela análise de dados, principalmente no mercado de Relações Governamentais, nem sempre é o produto final do trabalho do analista. Muitas vezes, relatórios servem como insumo para atuação na defesa de determinados interesses e podem auxiliar o profissional a orientar sua ação e posicionar-se perante cenários complexos. Dados, portanto, projetam tendências e simplificam a realidade complexa das decisões políticas.

Artigo do Juiz do Trabalho, Jorge Luiz Souto Maior analisando os interesses envolvidos no avanço da Reforma Trabalhista, que agora segue para votação no plenário do Senado Federal. Publicado originalmente no site Justificando.com.

O condomínio de interesses dominantes que viabiliza o governo Temer desde o ano de 2016 parte do princípio de que o atraso brasileiro se deve à insistência do povo em participar do orçamento público. Repete, nesse sentido, a cantilena da elite do final do século 19, que produziu o projeto de branqueamento nacional para excluir do mercado de trabalho, a população pobre conformada por negros e ex-escravos e que, junta com os índios, representava cerca de 2/3 dos brasileiros em 1872.

Quais as consequências da reforma Trabalhista para a classe trabalhadora? Essa foi a questão principal posta ao sociólogo Clemente Ganz Lúcio, atualmente diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em uma conversa de cerca de 40 minutos na última semana, ele destacou que a legislação proposta pelo governo Temer altera drasticamente as relações de trabalho no Brasil, trazendo um efeito muito mais perverso e duradouro do que aqueles da sua irmã mais notória, a reforma da Previdência.

Com ampla cobertura da mídia que representa o grande capital, a manifestação do ex-ministro Mailson da Nobrega ganhou o destaque que as tantas manifestações públicas de repúdio às “reformas” trabalhista e previdenciária não têm. Ele afirmou em seu blog da Veja que a “reforma” acabará com os “resquícios do Estado corporativista de Getúlio”, embora admita, no mesmo texto, que a unicidade sindical (talvez um dos últimos resquícios de algo que deveria mesmo ser repensado) se mantém.

O principal argumento utilizado pelos setores do financismo, como tentativa de justificativa para o golpeachment, era a suposta incapacidade da equipe que vencera as eleições em outubro de 2014. Dessa forma, todos os problemas do Brasil seriam resolvidos, da noite para o dia, apenas com a saída da Presidenta. De acordo com tal raciocínio carregado de oportunismo, pouco importa o rito democrático e o respeito à institucionalidade da ordem republicana.

A queda dos políticos Michel Temer e Aécio Neves representa uma guinada dentro do movimento golpista que derrubou Dilma. Essa nova fase é o que tem se chamado de “Golpe dentro do Golpe” e a ação deflagrada pela PGR depois das escutas dos dois é o seu marco inicial. Um marco que está em desenvolvimento e com possibilidades de desfechos – um tanto – indefinidos.

As reformas da Previdência (PEC 287/16) e a trabalhista (PL 6.787/16 – PLC 38/17), não pertencem mais ao governo. Sequer foram concebidas pelo Planalto. As propostas são do mercado e foram concebidas para favorecer o capital. Essas matérias são interesse direto dos setores financeiro e produtivo, que pressionarão o Congresso Nacional para que sejam aprovadas nas duas Casas legislativas.

1. Ao contrário do que ocorreu nos meses que antecederam o impeachment, em abril de 2016, as diversas frações classes dominantes brasileiras encontram-se divididas sobre o que fazer depois da revelação da lambança de Michel Temer com o dono da Friboi. Eles não se entendem no destino a ser dado ao usurpador.

Planta-se aqui para se colher lá fora. A despeito do discurso nacionalista, é de conhecimento notório que o modelo de produção do agronegócio brasileiro é amplamente benéfico aos interesses econômicos de grandes corporações multinacionais. Essas empresas revertem anualmente bilhões de reais às suas matrizes na forma de lucros e dividendos colhidos de suas atividades no Brasil. Assim fazem a Monsanto, a Cargill e a John Deere para os EUA; a Syngenta para a Suíça; a Bunge para a Holanda; a New Holland para a Itália; a Bayer e a Basf para a Alemanha; a Louis Dreyfus Company (LDC) para a França, entre outras.

Em debate promovido pela “Carta Capital”, Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, recebeu uma questão da plateia. Uma mulher lhe perguntou sobre a luta das mulheres. Mujica falou do machismo do continente, da sua batalha pela implementação da lei que garante o aborto no Uruguai. Principalmente, salientou que são as mulheres mais pobres as mais prejudicadas.

O Senado Federal acelera para votar sem debates o PLC 38/2017, da ‘deforma’ trabalhista. Temer e sua base parlamentar manobram para que nenhuma alteração seja feita no texto que veio da Câmara que garante aos empresários uma cesta de novas opções – na linguagem do mercado – para contratar mão de obra, podendo escolher entre tantas modalidades, aquela que propiciar menor custo e melhor se adaptar ao negócio.

Para Conselho Nacional dos Direitos Humanos, as reformas trabalhista e previdenciária são uma ameaça de retrocesso social.

O “capitalismo” brasileiro, secularmente arcaico, não engole sequer alguns princípios elementares da socialdemocracia