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Bancários de SP rejeitam proposta indecente e deflagram greve no dia 6

A Quadra dos Bancários ficou cheia: mais de 1500 trabalhadores rejeitaram por unanimidade a pior proposta dos últimos anos e aprovaram a greve.

Os bancários de São Paulo, Osasco e região decidiram ontem (1º) em assembleia entrar em greve a partir da próxima terça-feira contra a proposta indecente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), de reajuste de 5,5%, que representam na prática uma perda real de 4%, diante de uma inflação de 9,88% medida pelo INPC.

“O reajuste proposto pela Fenaban é uma afronta para uma categoria que só vê os lucros dos banqueiros aumentando ao custo da redução dos postos de trabalho, do acúmulo de funções e do adoecimento dos trabalhadores das instituições financeiras”, afirma Manoel Elídio de Souza, bancário do Itaú e diretor da Intersindical Central da Classe Trabalhadora.

É inaceitável constatar que o lucro líquido médio proporcionado por um funcionário do Itaú (R$ 96,5 mil) cresça 29,2% neste 1º semestre, que o Bradesco obtenha mais 27,2% (R$ 93,4 mil) aos custos de seus funcionários e o Santander mais 12,1% (R$ 66 mil) sem que a Fenaban ofereça uma contra partida aos trabalhadores de pelo menos 16% de reajuste, o que significa aumento real de pelo menos 5,7% nos salários, no PLR, e nos vales, participação nos lucros de R$ 7.246,82 e piso de R$ 3.299,66.

O Comando Nacional dos Bancários está sendo bem claro com a Fenaban: abono não substitui reajuste! Os R$ 2.500 de abono propostos junto com o reajuste de 5,5% não se incorporam aos salários, nem incidem sobre FGTS, férias, 13º salário.

Lucros nas alturas

Enquanto isso, os três maiores bancos privados do país comemoram os R$ 24 bilhões em lucros no 1º semestre de 2015. O resultado líquido do Itaú Unibanco, de R$ 11,7 bilhões, é 25,7% superior ao mesmo período do ano passado. Os ganhos do Bradesco, de R$ 8,8 bilhões, já são 20,6% maiores. E o Santander dá um salto de 15,5% em seu lucro semestral, para R$ 3,3 bilhões. Se incorporados o Banco do Brasil e a Caixa, o lucro líquido dos cinco maiores bancos atinge a marca de R$ 36,3 bilhões e crescimento de 27,3% nos primeiros seis meses de 2015.

Os números comprovam que não há crise para os banqueiros. Por isso a categoria reivindica ainda o fim das demissões nos bancos, a ampliação das contratações e o combate às terceirizações, para melhorar as condições de trabalho e o atendimento à população, além de melhorar a segurança nas agências bancárias.

Comando de greve

A assembleia de quinta-feira (1º) também aprovou reunião do Comando de Greve diariamente às 17h, quando não houver assembleia. Quando elas forem convocadas, ocorrerão também às 17h, na Quadra dos Bancários, no centro de São Paulo.

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